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Carlos Ghosn despejado de mansão

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E não podia acontecer a uma pessoa melhor - o ex-CEO da Nissan Carlos Ghosn que fugiu de prisão domiciliaria no Japão numa mala de um instrumento musical para o Líbano foi despejado da sua mansão de 19 milhões de dólares...porque pertencia à Nissan e enfim um juiz deu razão à Nissan e correu com Ghosn. Se quiseres recordar ou descobrir do que falo clica na tag Carlosgate.

E agora, ele continuará a lutar pela sua inocência, tal como OJ Simpson ainda procura quem na verdade matou a esposa (se percebes a referência parabéns), noutra vivenda. Ainda no Líbano porque se sair vai direitinho para uma cadeia japonesa.

Carlos Ghosn: de nada a CEO a fugitivo

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Uma das histórias mais mirabolantes do mundo automóvel moderno foi a ascensão e queda de Carlos Ghosn com a sua fuga para o Líbano dentro de uma mala de instrumentos musicais! Seguimos esta fuga no 4Rodas1Volante e abaixo estão vários documentários sobre o fim de um dos CEOs da industria. Se acham que a história de John DeLorean foi longa, esperem até ver a de Carlos Ghosn!

Juizes franceses interrogam em Beirute

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Carlos Ghosn foi interrogado em Beirute por juízes franceses que o investigam por má conduta financeira.

Ghosn nega todas as acusações que levaram à sua detenção em 2018 quando ainda era o chairman da Nissan-Mitsubishi e CEO da Renault por não declarar o seu vencimento e usar fundos da empresa para fins pessoais. Em França Ghosn está a processar a Renault porque segundo ele a marca francesa deve-lhe uma pensão e compensação por ter sido despedido. Já a justiça francesa quer saber se Ghosn usou fundos da empresa para uma grande e luxuosa festa pessoal no palácio de Versailles, além de possíveis irregularidades financeiras entre a Renault, a filial holandesa e uma representação em Oman.

Neste momento as coisas não correm bem para Ghosn - ainda esta semana um tribunal holandês ordenou que ele pagasse 5 milhões de euros à Nissan e Mitsubishi por salários que não devia ter recebido.

Ghosn recebe conta de 6 milhões

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Carlos Ghosn continua fugido da justiça no Líbano mas apesar disso parece ter tirado uma página do manual de Trump e processou a sua antiga empresa por despedimento injustificado e queria uma indeminização de 15 milhões de euros. Infelizmente, tal como aconteceu a Trump, Ghosn perdeu o caso em tribunal e foi ordenado a pagar 5 milhões de euros em salários indevidos à Nissan e Mitsubishi.
É que aparentemente definir o seu próprio salario e bónus fazendo um amigo não habilitado para assinar o contrato não conta como vinculo de trabalho...De qualquer forma um representante de Ghosn disse que vão recorrer.

Mais cúmplices de Goshn presos

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Enquanto negoceiam com o governo libanês os japoneses continuam à caça dos cúmplices da fuga de Carlos Ghosn - depois da Turquia ter preso o pessoal de voo agora são os americanos a prender um ex-militar boina verde e o seu filho que ajudaram a planear e carregaram literalmente Ghosn para dentro do avião que o tirou do Japão.
Agora começa um processo que poderá levar à extradição para o Japão ou ao julgamento nos EUA - agora só falta Goshn e a sua mulher. Esta ultima é procurada por ter organizado a fuga com os norte-americanos agora detidos.

CarlosGate soma e segue

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Segundo a BBC o ministério público turco acusou 7 pessoas de cumplicidade na fuga do ex-CEO da Nissan Carlos Ghosn do Japão: 4 pilotos, 2 assistentes de cabina e um executivo da empresa que detia os jatos privados.
Para quem não se recordar Ghosn estava em prisão domiciliária no Japão até que no dia 29 de Dezembro entrou num comboio para Osaka onde conseguiu entrar num avião privado escondido numa mala de equipamento musical. O vôo seguiu primeiro para o Dubai e daí apanhou um outro avião privado da mesma empresa para Beirut. Infelizmente para os cúmplices Ghosn está seguro no Líbano com os seus milhões e não ira em sua ajuda.

CarlosGate - ponto de situação 14-02-2020

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Ghosn quer documentos
Os novos advogados de Carlos Ghosn estão a exigir num tribunal holandês que seja dado acesso a documentos internos relativos ao despedimento de Ghosn argumentando que o seu despedimento terá sido ilegal e exige 15 milhões de euros em danos. Um advogado da Nissan-Mitsubishi terá mandado, educadamente, Carlos Ghosn passear.


Nissan quer 91 milhões de Ghosn
Se Carlos Ghosn quer 15 milhões por achar que foi indevidamente despedido da Nissan-Mitsubishi BV baseada na Holanda, a Nissan está a processar Ghosn por irregularidades financeiras e exige 91 milhões de dólares de compensação.


Ghosn goes to Hollywood
Para quem não percebeu o trocadilho pesquisem "Frankie goes to Hollywood" - Carlos Ghosn contratou um agente chamado Michael Ovitz para estudar e avaliar passar a sua história para o grande ecrã. Fiquem de olho no Netflix...


Ghosn usou a Nissan-Mitsubishi para dar aumento a si próprio
Segundo advogados da Nissan-Mitsubishi Carlos Ghosn terá usado a criação da parceria entre Nissan e Mitsubishi para aumentar o seu salário para compensar um corte do seu rendimento que ele terá aceitado ao deixar o lugar de CEO da Nissan em 2017 e cobrir dívidas pessoais - Ghosn terá dado a si próprio um salário e bónus no total de 7,3 milhões de euros sem informar as direções da Nissan ou Mitsubishi.
Segundo os advogados da Nissan-Mitsubishi também há provas que Ghosn terá feito a aliança pagar uma divida pessoal aos impostos franceses no valor de quase meio milhão de euros em 2018, e instruiu que o seu salário de 2019 fosse pago em 2018 para não pagar mais impostos na Holanda.

Japão continua atrás de Carlos Ghosn

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A justiça japonesa agarrou-se aos calcanhares de Carlos Ghosn que nem um bulldog inglês e não larga - acaba de emitir mandatos de captura por fuga a Carlos Ghosn e aos homens que o ajudaram na fuga, 3 norte-americanos chamados Michael Taylor, George-Antoine Zayek e Peter Taylor.
Curiosamente, pode até ser coincidência, mas estes mandados são emitidos pouco depois da procuradoria japonesa ter revistado os escritórios do antes advogado japonês de Ghosn - Junichiro Hironaka. Este já veio dizer que nada teve a ver com a fuga de Ghosn...pois...primeiro disse que tinha todos os passaportes de Ghosn mas mais tarde mudou a historia dizendo que afinal houve um passaporte que foi devolvido a Ghosn numa "caixa fechada" que só Hironaka tinha a chave.

40 dias e 40 noites - edição Ghosn

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No filme de 2002 "40 dias e 40 noites" Josh Hartnett decide tentar endireitar a sua vida passando 40 dias e 40 noites sem sexo apesar de no processo conhecer a rapariga certa - é mais ou menos o que o Líbano e Japão têm pela frente a conta de Carlos Ghosn...
O Líbano e Japão têm 40 dias para decidir se Carlos Ghosn será extraditado para o Japão ou julgado no Líbano - citando uma fonte judicial. Como o Japão e o Líbano não têm acordo de extradição com o mandado de captura emitido pela Interpol despoleta um período de 40 dias para que haja um acordo sobre o que fazer acerca de Ghosn.

O Japão ou entrega um pedido formal de extradição ou envia o dossier de Ghosn para Beirute aceitando um julgamento local. Neste momento Ghosn está retido no Líbano, com o seu passaporte confiscado e proibido de sair do pais - mas ao fim dos 40 dias se não houver acordo pode recupera-lo.

CarlosGate - ponto de situação 08-01-2020

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Resumo da conferência
Carlos Ghosn falou aos media hoje em Beirute e abaixo podem ver o video da transmissão, mas para vos poupar tempo (especialmente porque muito foi repetido) fiz um resumo dos principais pontos em baixo.

Inocente: diz que está inocente e que deixou o Japão não só para reestabelecer a sua reputação mas para ter justiça, mesmo se for fora do Japão. Citando diretamente:
"I am innocent of all the charges"
"I left Japan because I wanted justice. It is the only way to reestablish my reputation. If I don't get it in Japan, I will get it somewhere else."

Acusações falsas: diz que todas as acusações são infundadas. Citando diretamente:
"The charges against me are baseless."
"Why have they extended the investigation timeline, why have they rearrested me? Why were they so intent on preventing me from talking and setting out my facts?"
"Why have they spent 14 months trying to break my spirit, barring any contact with my wife?"

Interrogatórios brutais: referiu as condições em que os interrogatórios foram feitos sem direito advogado às vezes duravam 8 horas por dia e a pressão para confessar por parte dos procuradores que controlavam todo o processo, não os juízes. Citando diretamente:
"It is impossible to express the depth of that deprivation and my profound appreciation to be able to be reunited with my family and loved ones."
"I was interrogated for up eight hours a day without any lawyers present."
"It will get worse for you if you don't just confess', the prosecutor told me repeatedly."
"I thought the boss was the judge, the boss was the prosecutor. The judge - very nice guy, very polite - but the prosecutors did what they want."

Quer limpar o seu nome: procurando demonstrar como o sistema japonês viola os mais básicos direitos humanos e que não devia ter sido preso. Citando diretamente:
"I am not here to talk about how I left Japan. ... I am here to talk about why. I am here to shed light on a system that violates the most basic human rights".
"I am here to clear my name. These allegations are untrue and I should never have been arrested in the first place."

Integração Renault-Nissan: estava pronto para se reformar em 2018 mas pediram-lhe para ficar para ajudar na integração, e devido a alguns elementos sem escrúpulos e vingativos acharam que vendo-se livre dele reduziria a influencia da Renault. Citando diretamente:
"I was ready to retire before June 2018... I unfortunately accepted this offer to continue to integrate the two companies".
"Some of my Japanese friends thought that the only way to get rid of the influence of Renault on Nissan, was to get rid of me."
"My unimaginable ordeal is the result of a handful of unscrupulous, vindictive individuals."

Não há nenhuma aliança atualmente: é apenas uma ilusão. Citando diretamente:
"They turned the wrong page because there is no more profit, there is no more growth, there is no more strategic initiative, no more technology, no more alliance. What we see today is a masquerade of an alliance."

Perder a FCA: oportunidade de uma vida perdida, que ele estava já a preparar com o CEO da FCA John Elkann mas desperdiçada por politica. Citando diretamente:
"In 2017, the alliance was the number one automotive group. Three companies growing, profitable. We were preparing to add Fiat Chrysler to the group because I was negotiating with John Elkann for Fiat Chrysler to join."
"The alliance missed the unmissable which is Fiat Chrysler. That is unbelievable, they go with PSA. How can you miss that huge opportunity to become the dominant player in the industry?"


Mandato de captura emitido para Carole Ghosn
Os japoneses emitiram um mandato de captura em nome da esposa de Carlos Ghosn, Carole Ghosn por falsos testemunhos e provavelmente por ter ajudado no plano de fuga do marido. Para já é apenas para o Japão mas certamente que tal como fizeram com Carlos Ghosn vão pedir via Interpol um mandato de captura internacional. Ou seja, ambos Carlos e Carole Carlos Ghosn, não devem sair tão cedo do Libano.


Responsável pela recuperação da Nissan demite-se
Quando a pessoa que foi contratada para liderar a recuperação da Nissan se demite ao fim de algumas semanas não é bom sinal. Jun Seki, vice COO da Nissan chegou até a estar na lista para CEO abandona assim o construtor japonês para liderar uma empresa de componentes automóveis em Kioto. Ele diz é por querer dirigir uma empresa e que até vai ganhar menos dinheiro, mas sejamos sinceros ele estava em posição de recuperar uma das maiores alhadas do mundo automóvel e isso dá direito a ficar na historia e direito eternos de gabanço...

Para o substituir a Nissan escolheu Hideyuki Sakamoto, atual responsável pela produção e cadeia de fornecimento. Terá que trabalhar com Makoto Uchida (chief executive) e o COO Ashwani Gupta para tentar inverter a sorte da Nissan.


Ex-CEO da Renault Bollore terá encontrado problemas?
Thierry Bollore veio substituir Carlos Ghosn na direção da Renault mas acabou por ser posto na rua em Outubro passado - um artigo do jornal Le Monde parece indicar que pode ter sido despachado por questionar os resultados da auditoria da Nissan. Segundo o jornal, que cita uma carta de Bollore de 7 de Outubro dirigida à direção da Nissan, este aponta conflitos de interesse e problemas de governância na marca japonesa. Mostrou-se também preocupado com suposta existência de uma lista de 80 gestores da Nissan implicados em esquemas idênticos ao de Ghosn e que devido à organização da cadeia de comando da Nissan certos membros da direção não eram informados de assuntos internos.

A Nissan respondeu negando qualquer irregularidade com a sua investigação interna à conduta de Ghosn e que as preocupações de Bollore eram infundadas ou baseadas em especulação. Bollore foi despedido 4 dias depois de mandar a carta.


Cortes drásticos em curso na Nissan
Segundo a Reuters que cita 3 fontes internas os gestores da Nissan a nível global receberam ordens de cortar todas as despesas não essenciais incluindo viagens desnecessárias, incentivos de vendas e eventos promocionais. Definitivamente não é um bom sinal.


Renault quer Luca De Meo para CEO
Segundo o jornal espanhol La Vanguardia a Renault terá oferecido o lugar de CEO ao chairman da Seat Luca de Meo. Citando fontes anónimas De Meo seria CEO da Renault durante 2 anos antes de tomar a responsabilidade da aliança com a Nissan e Mitsubishi.

Para já a Volkswagen já anunciou que Luca de Meo deixou o lugar de CEO da Seat por mutuo acordo mas fica (para já pelo menos) dentro do grupo Volkswagen. A grande questão deverá ser certamente uma clausula de não concorrência e determinar quanto tempo De Meo deve aguardar antes de tomar o lugar na Renault - afinal ele conhece muito bem os planos da Volkswagen para o futuro. Claro que ele até pode ficar no grupo Volkswagen - ele tem demonstrado liderança na recuperação da Seat e de certeza que entre Lamborghini, Bugatti, Bentley, Skoda, VW, Audi, Porsche e Ducati um lugar se arranja para De Meo.

A grande fuga de Carlos Ghosn

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Como todos já devem saber 2019 terminou com uma ultima surpresa - Carlos Ghosn pirou-se do Japão e apareceu no Líbano, segundo ele para fugir do sistema judicial que diz estar a persegui-lo. Estive a tentar perceber como é que aconteceu e o que se poderá seguir neste CarlosGate.
A 25 de Abril de 2019 Ghosn conseguiu sair em fiança da cadeia japonesa onde estava detido tendo entregado os seus 3 passaportes (francês, brasileiro e libanês) aos seus advogados e aceitar reduzir ao mínimo os seus contactos com a sua mulher - mas a 31 de Dezembro eis que Carlos Ghosn aparece no Líbano. Como é que Carlos conseguiu?

O ex-ceo da aliança Renault-Nissan estava a espera em liberdade muito condicionada pelo inicio dos 2 julgamentos em que estava envolvido, com vigilância policial e video. Inicialmente surgiram noticias que ele teria escapado de casa dentro de uma caixa de instrumentos musicais - porque pelos vistos uma banda tocou em casa de Ghosn em Tóquio. Mas parece que a verdade é bem mais simples: segundo a NHK, que cita fontes da investigação que tiveram acesso ao filme de segurança, Ghosn terá simplesmente saído de casa no domingo ao meio dia e não mais voltou. Segunda-feira de manhã já estava no Líbano. Quem estava a fazer a vigilância ou estava a dormir na formatura ou fez vista grossa...

De casa Ghosn seguiu para o Kansai International Airport em Osaka aeroporto onde entrou a bordo de um avião privado da empresa turca MNG Jet. Apesar de ser um vôo privado o controlo de fronteiras é o mesmo, o que significa que a bagagem passou pelos raio-x e Ghosn teve que passar pelo controlo. Provavelmente com um disfarce e identificação que não estava sinalizada.

Mas mesmo passando pela segurança a tripulação dos vôos privados têm que declarar a identificação dos ocupantes ao aeroporto - algo que teria estragado os planos de fuga: a equipa de bordo estava dentro do esquema. A operadora de aviões privados turca MNG declarou que os seus aviões foram usados ilegalmente na fuga de Carlos Ghosn. Segundo a MNG Jet 2 jactos privados foram alugados a 2 clientes diferentes, mas depois de apertar os funcionários estes admitiram que falsificaram a documentação para que o nome de Ghosn nunca aparecesse e que ambos os alugueres parecessem não estar ligados: um avião vôo de Dubai para Osaka e de Osaka para Istanbul, e o outro avião voou de Istambul para Beirute.

Sobre como entrou no Líbano ainda não há certezas - segundo o jornal Le Monde terá entrado com uma identificação libanesa, mas o jornal libanes Annahar (que cita as autoridades libanesas) diz que Ghosn entrou com um passaporte francês.

Nos entretantos a policia turca já deteve 7 pessoas, incluindo os 4 pilotos.

Uma vez em solo libanês Carlos Ghosn estava seguro - não há extradição e a bomba rebenta. Rapidamente o ministro da defesa libanês Elias Bout Saab (sim, o ultimo nome dele é Saab) disse ao canal libanês MTV (sim, hámais que uma MTV) que o governo libanês não esteve envolvido na fuga de Ghosn.

Até podem não ter tido nada a ver com a organização da fuga, mas apesar de oficialmente negarem o encontro, várias fontes já confirmaram que Ghosn encontrou-se pessoalmente com o presidente libanês Michel Aoun pouco depois de chegar ao pais e terá sido um encontro muito amigável.

Como disse acima não há certezas que identificação Carlos Ghosn terá usado para entrar no Líbano - curioso porque todos os 3 passaportes de Ghosn deviam estar retidos no Japão pelos advogados que o representam como garantia. O advogado de Ghosn diz que ainda tem os passaportes e que está perplexo e surpreso pela fuga.

Uma as primeiras declarações de Carlos Ghosn no Líbano foi de que a sua família nada teve a ver com a sua fuga do Japão - tentando tirar pressão de cima da sua esposa Carole disse: “I alone arranged for my departure. My family had no role whatsoever”.
Porém uma investigação do jornal francês Le Monde, que cita fontes não identificadas, que terá sido mesmo Carole a montar a fuga com a ajuda dos irmãos e de uma empresa de segurança privada possivelmente turca após 3 meses de preparação.

Finalmente o governo libanês já recebeu um mandato de captura internacional da Interpol a Carlos Ghosn, mas o mais certo será não colaborar já que não tem acordo de extradição com o Japão.


E agora?
Carlos Ghosn tem o dinheiro e segurança do seu lado e não vai a lado nenhum. Duvido é que fique calado, o mais certo é dedicar-se a vingar-se do que lhe fizeram da segurança da sua residência.

Há quem sugira que ele pode aparecer em França para se defender e prejudicar a Renault-Nissan mas para quê? Arriscar a possibilidade de mais cadeia quando pode passar o resto dos seus dias rico no conforto do seu pais natal? Quer a Renault quer o governo francês viram o caso que os japoneses têm contra Ghosn e não o defenderam - isso diz muito.

Ghosn terá usado dinheiro Nissan para uso próprio

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Segundo o jornal Yomiuri a autoridade fiscal japonesa terá apanhado Carlos Ghosn a usar dinheiro da Nissan durante anos para pagar o trabalho (fictício) da irmã e doações para uma universidade no Líbano.


A Nissan terá registado durante 3 anos cerca de 1.4 milhões de dólares como "despesas de escritório" mas eram na verdade para uso privado e não podiam ser consideradas despesas corporativas - apesar de não ter originado um processo legal na altura reforça o caso de que Ghosn usava a Nissan como se fosse a sua conta bancária pessoal.

Datsun pode desaparecer...outra vez

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Segundo a Reuters a Nissan está a considerar enterrar a Datsun, além de alguns produtos e linhas de montagem menos rentáveis.
O encerramento de fabricas ira principalmente atingir as fabricas nos mercados emergentes que constroem Datsuns (Indonésia, Índia e Rússia) e outros pequenos automóveis. Todos os mercados, com excepção da China, estão a ser analisados para esta redução de capacidade produtiva - em principio não significa o encerramento completo de fabricas.

Uma equipa liderada por Jun Seki deverá apresentar durante este mês um plano para a recuperação da Nissan que deverá incluir algumas destas possibilidades.

O problema da Datsun é que a Nissan também vende automóveis nesses mercados e chegou à conclusão que está perder clientes para os menos rentáveis Datsun.

CarlosGate - ponto de situação 14-10-2019

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Nissan tem novo CEO
A Nissan elegeu Makoto Uchida (anterior diretor da unidade na China desde 2018 e experimentado nas compras com a Renault) para presidente e CEO para suceder a Hiroto Saikawa apartir de 1 de Janeiro do próximo ano. Para o lugar de COO (chief operating officer) a Nissan escolheu o COO da Mitsubishi Motors Ashwani Gupta, um anterior executivo da Nissan e Renault. Para o ajudar como VP terá o Jun Seki, um anterior responsavel pela Nissan China.

É outra tentativa de arranque para a Nissan, depois da detenção de Ghosn e demissão de Saikawa - será que estes 3 vão ser capazes de recuperar a Nissan da queda em que se encontra e fazer as pazes com a Renault?



Renault também tem nova liderança
Seguindo os passos da Nissan, a Renault coloca a andar o CEO que veio substituir Ghosn - Thierry Bolloré deixa de ser o CEO sendo substituído interinamente por Clotilde Delbos. Clotilde Delbos era até ao momento CFO do grupo Renault e terá ao seu lado Olivier Murguet (vice-presidente de vendas e marketing) e José-Vicente de los Mozos (até agora VP de produção). Thierry Bolloré era considerado desde o início um homem de Ghosn, era o seu número 2, e para que a aliança pudesse recuperar de todo este escândalo era necessário cortar com esse passado.

Bollore soube da sua remoção através dos jornais e que terá sido o chairman da Renault Jean-Dominique Senard a querer Bollore fora e conseguiu o apoio do estado francês para o conseguir. O ministro francês das finanças Bruno Le Maire já veio a público dizer que Senard e a sua direcção tem todo o apoio do governo para a recuperação da marca. Ambos Hiroto Saikawa e Thierry Bolloré foram escolhidos por Ghosn, e parece ser esse o único pecado que cometeram tendo em conta que não tiveram tempo suficiente nos seus lugares para que as suas acções surtissem efeito.

CarlosGate - ponto de situação 25-09-2019

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Nissan e Ghosn encerram caso nos EUA
A Nissan, o seu anterior CEO Carlos Ghosn e o seu braço direito Gregory Kelly aceitaram o acordo proposto pela U.S. Securities and Exchange Commission relativo à não declaração de 140 milhões de dólares em compensações dadas a Ghosn. A Nissan irá pagar uma multa de 15 milhões de dólares e Ghosn uma de 1 milhão de dólares além de 10 anos de proibição de servir na direção de qualquer empresa cotada nos EUA. Gregory Kelly paga uma multa de 100.000 dólares e recebe uma proibição de 5 anos idêntica a de Ghosn.

Ao chegarem a acordo Nissan, Ghosn e Kelly não têm que admitir ou negar qualquer das conclusões do SEC.

Mas este acordo com a Securities and Exchange Commission permitiu ver algo que até agora só os investigadores japoneses mas não diziam - como é que Carlos Ghosn conseguiu meter ao bolso 140 milhões de dólares.

Mudança de regras - em 2009 houve uma alteração de lei relativa ao tornar publico a remuneração de diretores de empresas, algo que Ghosn não queria porque iria certamente atrair criticas dos media franceses e japoneses. Assim, todos os anos desde 2011 um funcionário levava para aprovação de Ghosn um documento que sumariava as compensações totais, dividida num valor que era declarado publicamente e outra fatia (que totalizou 94 milhões de dólares) que não era paga ou tornada publica.

Pagamento - o problema era como pagar a Ghosn o que não estava a ser declarado. Apesar de inicialmente se ter considerado vários planos que envolviam filiais da Nissan um funcionário escreveu cartas com datas antigas que pagavam a Ghosn o valor "adiado" ocultado que não estava nas declarações de compensações que já tinham sido tornadas publicas.
Esse dinheiro veio de um saco azul chamado "CEO Reserve" sendo o pagamento autorizado pelo chief financial officer - mentiram ao CFO dizendo que este pagamento era um subsidio para vários indivíduos, na realidade quase todo o dinheiro foi para a reforma de Ghosn...que Ghosn aumentou subindo a mensalidade até totalizar mais 50 milhões de dólares via mais cartas com datas falsificadas.

Ghosn e os seus ajudantes tentaram com estas cartas alterar a contabilidade, e como o aumento da pensão iria ser tornado público decidiram justificar as mudanças culpando um erro de contas pelo secretariado. Terá sido neste momento que alguém dentro da contabilidade da Nissan contactou as autoridades japonesas.



Saikawa demite-se de CEO da Nissan
Hiroto Saikawa, o CEO da Nissan demitiu-se devido à pressão depois de ter admitido ter recebido compensação indevida de cerca de 440.000 dólares. Foi substituído temporariamente pelo Chief Operating Officer Yasuhiro Yamauchi com substituto definitivo apenas previsto para o fim de Outubro.

Saikawa era um protegido de Ghosn, que chegou a CEO da Nissan em 2017 trocando com o seu mentor que subiu para chairman. Infelizmente Saikawa não teve uma passagem pela direção com atritos sérios com a Renault e uma queda de lucros da marca japonesa. Ainda conseguiu colocar o seu mentor na cadeia, mas no final acabou por ser arrastado e teve que ceder o lugar mais cedo que o previsto - Saikawa já tinha iniciado o processo de procura de um substituto porque queria sangue novo. Será interessante quem irá ser o próximo CEO, especialmente por causa das relações com a Renault.



Saikawa não é Ghosn
Mas algo também tem que ser dito - não confundam Hiroto Saikawa com Carlos Ghosn. Sim, Saikawa teve que se demitir devido a questões relativamente ao seu salário mas não era o vilão hipócrita e sórdido que foi Ghosn. Ambos beneficiaram do abuso de um esquema de incentivos aos executivos mas as semelhanças acabam aí.

Saikawa não manipulou o sistema intencionalmente e disse que iria devolver o excesso de salário que lhe foi dado. Segundo a Nissan, estamos a falar de 400.000 dólares. Ghosn manipulou deliberadamente o sistema para sacar e encobrir 1,3 milhões de dólares em cima do seu salário normal - apenas de incentivos.

Mas este aproveitamento de incentivos não é o que colocou Ghosn atrás das barras - alias, até segundo a Nissan este aproveitamento é impróprio mas não ilegal. Ghosn foi acusado, e aguarda julgamento, por falsificação de registos financeiros da empresa, violação de confiança para enriquecimento pessoal em vários milhões de dólares.

Saikawa não fez nada parecido e fez bem em se demitir, não só pela quebra das regras internas mas também por não ter parado Ghosn mais cedo. A sua saída ajuda a fechar um capitulo negro na Nissan (e Renault) e antes de sair criou um comité de auditoria independente como parte de reformas internas de transparência que ditou a sua saída. Creio que prova que as reformas de Saikawa começaram a fazer efeito e talvez a Nissan possa começar a sacudir a poeira e levantar-se novamente.

Ghosn terá investido com dinheiro da Nissan

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Em julho Carlos Goshn foi acusado de enriquecimento ilícito: segundo a justiça japonesa uma empresa de investimentos libanesa controlada por Carlos Ghosn terá recebido cerca de 3 milhões de euros da Renault via um distribuidor automóvel em Oman e de desviar (para o seu bolso) dinheiro da Nissan via este distribuidor automóvel em Oman. Parece que já se sabe para onde foi esse dinheiro.
Surge agora a informação, via o The Wall Street Journal que reviu emails e documentos de transferências bancárias, que Carlos Ghosn terá pegado nesse dinheiro que desviou via o distribuidor automóvel em Oman para criar em Silicon Valley uma empresa de investimento em startups. Julgamento está previsto para arrancar ainda este ano.

CarlosGate - ponto de situação 02-07-2019

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Fisco francês atrás de Ghosn
Segundo o jornal Liberation o fisco francês está a investigar o ex-CEO da Renault-Nissan Carlos Ghosn - particularmente despesas suspeitas de 11 milhões de euros quando este geria a Renault e Nissan.


Goshn investiu em Goshn
Nova acusação de enriquecimento ilícito - segundo a justiça japonesa uma empresa de investimentos libanesa controlada por Carlos Ghosn terá recebido cerca de 3 milhões de euros da Renault via um distribuidor automóvel em Oman. Se isto soa familiar tem razão - Carlos Ghosn já foi acusado de desviar (para o seu bolso) dinheiro da Nissan via um distribuidor automóvel em Oman.


CEO da Nissan mantêm-se
Parece as relações entre Renault e Nissan vão continuar tensas - o CEO da Nissan Hiroto Saikawa foi reconduzido no cargo, apesar dos esforços da Renault em retirar Saikawa do cargo, que disse continuar decidido em lutar por uma aliança mais equilibrada. A Renault tentou, via terceiros, pressionar para que os accionistas não votassem em Saikawa mas não correu conforme o plano. Isto parece cada vez mais um caso de 2 empresas que têm muito para partilhar/dar, mas os "jogadores" são incapazes de jogar em equipa.

Saikawa disse que continuará a reforma da Nissan para melhor a governância do construtor japonês (uma nova direção de maioria diretores independentes, comités separados para vigiar a nomeação de executivos, remuneração de executivos e auditoria corporativa) e também que dará inicio (não especificou calendários) ao processo de procura do seu sucessor, nas suas palavras "um novo líder para uma nova Nissan".


Recuperar acordo FCA-Renault depende da Nissan e França
Apesar do falhanço inicial a verdade é que a fusão entre Renault e FCA não está completamente enterrada: ainda decorrem tentativas de ambas as partes para recomeçar negociações - mas há pelos vistos 2 grandes obstáculos.

Para a Fiat Chrysler Automobiles o problema são as "condições politicas em frança", ou seja, o governo frances tem que abrir mão de uma parte substancial dos 15% que detem da Renault.

Para a Renault e estado francês (via o ministro da economia Le Maire) reparar a aliança com a Nissan será prioritário, ou seja, querem que a Nissan vote a favor mesmo que o seu voto não seja decisivo ou necessário.

Le Maire já tinha dito à Agence France-Presse que o estado podia considerar reduzir a sua participação na Renault se isso ajudasse a reparar a aliança com a Nissan.


Mas aliança Renault-Nissan a desfazer-se
Segundo o jornal Financial Times várias funções/actividades conjuntas da aliança Renault-Nissan estão a ser desativadas - áreas de comerciais ligeiros, vendas e marketing, e comunicações estão a despedir pessoal.

Em 2018 Carlos Goshn definiu lideres/gestores para convergir compras, engenharia e produção, e equipas para coordenar qualidade, assistência pós-venda e desenvolvimento de negócios para atingir um objetivo de 10 mil milhões de euros até 2022. A unidade de veículos comerciais ligeiros já data de 2017. Mas com a queda de Ghosn, segundo o FT, algumas destas funções estão a fechar, outras simplesmente ignoradas.

Esposa de Ghosn pede ajuda a...Trump?!

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Acredito que todos são considerados inocentes até julgados culpados - claro que certas acções complicam presumir que alguém é inocente, acções como pedir ajuda a Donald Trump! Mas foi isso que a esposa de Carlos Ghosn fez...

A esposa de Ghosn quer que Trump levante o caso de Ghosn ao primeiro ministro japonês quando estes se reunirem para o G20 em Junho em Osaka. Só uma sugestão: se fizer o pedido diretamente a Trump assegure-se que leve companhia, só para o caso dele tentar "agarrá-la".

Nissan manda a Renault acalmar os cavalos

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Da ultima vez que atualizei as noticias do CarlosGate escrevi como para tentar dar a volta à rejeição da fusão proposta em Abril a Renault ira propor à Nissan criar uma empresa conjunta baseada num país terceiro, com ações de ambos os construtores, para dar a ambos os construtores igualdade de partes na aliança. Iria dissolver a posição do governo francês na Renault para 7 ou 8% dos atuais 15%, algo que sempre apoquentou a Nissan. E para forçar a questão disse que iria bloquear a continuidade de Saikawa como CEO da Nissan - pois, como é que se diz "vai dar uma volta ao bilhar grande" em japonês porque foi basicamente isso que a Nissan disse.

A Nissan Motor Co anunciou que irá manter Hiroto Saikawa como o seu CEO - peguem nas pipocas porque as próximas reuniões entre Nissan e Renault prometem.

CarlosGate - ponto de situação 07-05-2019

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Mais um apanhado das noticias ligadas ao CarlosGate, e para seguir este tópico basta clicar na tag respetiva - ficam abaixo os principais desenvolvimentos como sempre sem tretas, conservantes ou adoçantes acrescentados.

Novas acusações de enriquecimento pessoal
Já vão em 4 o número de vezes que as autoridades japonesas adicionam novas acusações a Carlos Ghosn, desta por apropriação de 5 milhões de dólares (2,5 milhões em Julho 2018 e 2.5 milhões em Julho 2017) da Nissan para uso pessoal.

Segundo a Nissan, entre 12/2015 e 06/2018 cerca de 15 milhões de dólares foram pagos de uma subsidiaria da Nissan a um representante estrangeiro mas 5 milhões foram desviados para uma conta bancária Ghosn para uso pessoal.


Renault propõe empresa conjunta com a Nissan
Para tentar dar a volta à rejeição da fusão proposta em Abril segundo o jornal japonês Nikkei a Renault ira propor à Nissan criar uma empresa conjunta baseada num país terceiro, com ações de ambos os construtores, para dar a ambos os construtores igualdade de partes na aliança. Iria dissolver a posição do governo francês na Renault para 7 ou 8% dos atuais 15%, algo que sempre apoquentou a Nissan.

E por detrás começa a empurrar a Nissan nessa direção - segundo o jornal Yomiuri a Renault terá anunciado que irá bloquear a continuidade de Saikawa como CEO da Nissan, ao que o CEO respondeu recusando-se (com o apoio do governo japonês) a reunir com o banqueiro contratado pela Renault para avaliar a situação, e segundo o jornal francês Les Echos apresentar a proposta da empresa conjunta da Renault. Pelos vistos temos a Renault e governo francês de um lado, e do outro a Nissan e o governo japonês.

Para já a Nissan já disse "obrigado, mas não obrigado".


Acordo com Daimler começa a quebrar
A parceria entre a aliança Renault-Nissan e a Daimler\Mercedes dura à quase 10 anos mas com Carlos Ghosn na cadeia e Dieter Zetsche (Doctor Z para os amigos) a ser substituído este mês por Ola Kallenius coloca em risco os acordos existentes. Segunda a revista alemão "Manager Magazin" o novo CEO Ola Kallenius não irá renovar os projectos em comum e prefere dedicar-se à uma parceria com a rival BMW.

A parceria arrancou em Abril de 2010 inicialmente limitada a 3 projetos para a Europa mas rapidamente cresceu. Uma lista dos principais projetos entre a Daimler e Renault-Nissan:
- desenvolvimento da arquitetura de motor traseiro para os Smart e Renault Twingo. Smart ForFour construído ao lado do Renault Twingo na fábrica da Renault na Eslovénia, e os motores eléctricos para os Smart são fabricados pela Renault na unidade de Cleon na França;
- produção da Mercedes Citan derivada da Renault Kangoo, ambas produzidas em Mauberge, França;
- desenvolvimento de um novo motor muito eficiente a gasolina turbo de 1.3 litros de injeção direta M282, utilizado na Renault Scenic, Megane e Mercedes Classe A;
- Mercedes usa o 1.6 dCi da Renault nas Vito e o 1.5 dCi é usado nas versões acessíveis do Mercedes Classe A, Classe B, CLA e GLA;
- Nissan Navara usada como base para as Renault Alaskan e Mercedes Classe X, fabricadas em Espanha pela Nissan e Renault na Argentina;
- A Daimler forneceu a arquitetura para os malogrados Infiniti Q30 e QX30 produzidos na fabrica da Nissan em Sunderland;
- A Nissan produz motores para a Daimler no Tennessee;

Há alguns anos que não surgem novos projetos e com a saída de cena dos 2 principais defensores destas aliança o futuro não parece brilhante para a parceria.

A Daimler já anunciou o fim do programa com a Renault nos Twingo/Smart - irá trabalhar em conjunto com os chineses da Zhejiang Geely Holding Group para a produção dos Smart na China. O Renault Twingo poderá mesmo desaparecer.

Mas não é assim tão simples - quando a parceria arrancou a Daimler adquiriu 3,1% na Renault e 3,1% na Nissan, e ambos Renault e Nissan adquiriram cada 1,55% na Daimler. A aliança Renault-Nissan é o 3º maior accionista individual na Daimler, depois da chairman da Geely Holding Li Shufu e do fundo soberano do Kuwait.