O que resulta se cruzares a Fiat Multipla monovolume com a pickup Skoda Felicia Fun? O concept Fiat Multiplay obviamente: uma pickup/carrinha modular graças a célula traseira de correr com portas de abertura oposta.
Tem 4,45 metros de comprimento e graças ao pilar C "Metamorfosi" deslizável para traz. Notem na imagem abaixo como o pilar C é mais grosso em modo pickup e depois mais fino e aparece um pilar D em modo carrinha.
Assim varia entre uma pequena pickup de 4 lugares para uma carrinha de 7 lugares - a Fiat diz 6+1 lugares.
Infelizmente a Fiat diz que não há planos para uma produção em série...COBARDES!
E no dia anunciado a Dacia apresentou o novo Dacia Striker, uma carrinha crossover de segmento C tipo Audi Allroad que estreia um novo visual da marca romena e estará em breve à venda na Europa. Infelizmente a Dacia ainda não publicou todos os dados ou imagens do interior - teremos que esperar por Junho para saber tudo.
Como disse é uma carrinha com suspensão levantada com 4,62 metros de comprimento, mais 5 centímetros que o Bigster tornando-o no maior modelo da marca. Se olharem para a atual gama Dacia partilha muitos componentes entre cada par de modelos: o Sandero e Jogger partilham muito, tal como o Duster/Bigster. Este Striker não partilha nada com os modelos acima mencionados - tirando o logotipo.
À frente temos farois angulares com luzes diurnas LED que descem pelo para-choques que me lembram os Kias e a traseira arrisco ser bastante Skoda.
Para completar o visual crossover recebe ainda jantes de liga leve de maior diâmetro, proteções de carroçaria de plástico, aplicações em preto brilhante nas portas dianteiras e superfícies onduladas para um visual mais elegante.
Infelizmente a Dacia não publicou imagens do interior, mas deverá usar uma versão melhorada do tablier dos Duster e Bigster, e espaço para 5 passageiros. Em linha com o exterior, o interior deverá ser mais refinado que os primos.
No interior podemos ver que a Dacia não se ficou por enfiar o tablier do Bigster. No topo do novo tablier temos o ecrã tactil de 10,1 polegadas do Bigster, mas o conjunto de instrumentos digital de 7 polegadas atrás do volante é novo com gráficos 3D semelhantes aos antigos da Peugeot.
Entre os assentos dianteiros recebe uma nova consola central modular que parece muito prática. Já os assentos traseiros não parecem muito confortáveis
O tejadilho de vidro, apenas disponível nas versões mais equipadas, permite mais iluminação no interior que apesar do jogo dos tecidos/materiais entre tablier e portas o interior do Striker parece um pouco sombrio e fechado.
A mala tem uma capacidade de 600 litros no caso da versão de tração dianteira, já a versão 4x4 tem no máximo 580 litros sem o fundo duplo devido à presença do motor elétrico no eixo traseiro.
Mecanicamente falando o Striker usa a plataforma do Bigster adoptando os mesmos motores - A Dacia apenas confirmou que estará disponível em hibrido (provavelmente o Hybrid 155), hibrido 4x4 (provavelmente o Hybrid-G 150 4x4) e GPL (provavelmente o ECO-G 120).
Debaixo do capot poderá escolher entre 3 motorizações já conhecidas. Com tração dianteira o hibrido ligeiro "Mild-hybrid-G 140" com 140 cavalos disponível com caixa manual ou automática com a possibilidade de funcionar a GPL, e o hibrido (full-hybrid) "Hybrid 155" com 155 cavalos. Com tração integral o micro-hibrido "Hybrid 150 4x4" de 150 cavalos.
Fica a questão de se será uma boa ideia ter 2 modelos tão próximos - Bigster e Striker? A marca romena quer subir ao segmento C e tentou separar visualmente os dois modelos, concebendo este Striker como mais elegante e menos rustico. Mas será suficiente para convencer mais compradores à marca sem roubar vendas ao Bigster?
Para terminar fica a nota que esta não será a ultima novidade da Dacia - no futuro próximo podemos contar com um novo Sandero e um novo Spring baseado no novo Renault Twingo. Pelo meio quem sabe decidem o que fazer do concept Hipster.
A Dacia anunciou recentemente que iria lançar 4 modelos elétricos até 2030 e este é o primeiro desses quatro - é o novo Dacia Spring, baseado no novo Renault Twingo e fabricado em França. Mas em breve teremos o Nissan Wave na mesma base. Em Portugal o novo Dacia Spring Expression arranca nos 17.900 euros, enquanto o Spring Journey arranca nos 19.400 euros.
É um modelo completamente novo baseado na plataforma RGEV Small estreado pelo novo Twingo do qual parece apenas aproveitar o vidro traseiro - tudo o resto é novo. Em termos de design exterior este novo Spring é o oposto do Tingo em que se baseia - sóbrio e quadradão, usa para-choques com rebordos em plástico preto espesso, nova assinatura luminosa, faixas em preto a unir os farois dianteiros e traseiros.
É também bastante maior que a 1ª atual geração que sejamos sinceros parece uma caixa de fósforos - 3,85 metros de comprimento (mais 15 centímetros) e 1,74 metros de largura (mais 16 centímetros). A versão base Expression recebe jantes de 15 polegadas e a versão Journey recebe jantes 16 polegadas - ambas de aço com tampões. Poderá ter o novo Spring em quatro cores: verde agave, cinzento xisto, preto diamante e branco glaciar.
No interior dá para reconhecer algumas ligações ao Twingo como o tablier horizontal, a colocação dos comandos de climatização e o ecrã central táctil de 10,1 polegadas de série no modelo caro. De série recebe um conjunto de instrumentos digital de 7 polegadas, travão de mão elétrico, ar condiciona manual, espelhos retrovisores e vidros dianteiros elétricos.
Atrás recebe 2 assentos de base fixa (no Twingo eles deslizam 17 centímetros) rebatíveis em 2 partes. Tem uma bagageira de 337 litros com 2 níveis e uma opcional "frunk".
Em termos de equipamento o Dacia Spring Expression recebe fecho central com comando à distancia, farois automáticos, sensores de estacionamento traseiros e o sistema multimédia Media Control. Acima do Expression fica o Spring Journey que adiciona acesso mãos livres, câmara de marcha atrás, interior misto TEP e plástico, e sistema multimédia Media Nav Live com ecrã tactil de 10,1 polegadas com navegação GPS e serviços conectados.
Mecanicamente falando o novo Dacia Spring usa um motor de 60kW\80 cavalos e 175 Nm alimentado por uma bateria LFP de 27,5 kWh que permite uma autonomia WLTP de 250 quilômetros. Acelera dos 0 aos 100 km/h em 12,1 segundos e atinge uma velocidade máxima limitada de 130 km/h.
De série inclui um carregador interno de 6,6 kW, mas se for para o opcional Pack Charge passa a aceitar carga AC até 11 kW e DC até 50 kW.
Pouco depois da apresentação do novo Renault 5 a Nissan anunciou que iria aproveita o novo elétrico francês como base para o seu próximo Micra...E ACABOU DE CHEGAR! Parece o irmão gêmeo malvado do Renault 5. Se quer um chega aos concessionários da Nissan em Setembro.
Este é a 6ª geração do Nissan Micra e se já está a reclamar que é apenas um clone do Renault 5, recordo que o anterior Micra K14 era baseado no Clio 4 e fabricado na Europa! Este novo Micra recebe uma carroçaria especifica e apenas o tejadilho e superfície deixa escapar o que está por debaixo. Pessoalmente acho que os designers da Nissan fizeram um ótimo trabalho para criar a sua própria identidade. Temos uma assinatura luminosa circular bastante interessante que ocupa os para-choques dianteiros e capot, que é replicada atrás - um pouco Ypsilon e Alfa Romeo MiTo.
As cavas das rodas com o rebordo em preto brilhante e a grande proteção inferior das portas na mesma cor cria a ilusão de ser pequeno crossover. Estará disponível 6 cores incluindo um vermelho exclusivo, com o tejadilho disponível na cor da carroçaria, preto ou cinzento metalizado.
O interior do novo Nissan Micra é o mesmo do Renault 5, mas com novos materiais e acabamentos que lhe dá um visual mais moderno.
O novo Micra estará disponível em níveis de equipamento cada uma com as suas mecânicas - Engage (motor de 120 cavalo e bateria de 40 kWh capaz de uma autonomia de 300 quilômetros), Advance (motor de 120 cavalos e bateria de 40 kWh, e motor de 150 cavalos e bateria de 52 kWh capaz de uma autonomia acima dos 400 quilômetros) e o Evolve (motor de 150 cavalos e bateria de 52 kWh).
Tenho um grande respeito pelo Nissan Leaf original - para mim um de três pilares para o sucesso do automóvel elétrico moderno (os outros dois foi o dieselgate e o Tesla Model S). Depois de 700.000 unidades vendidas em todo o mundo esta é a terceira geração do Nissan Leaf que passa de um hatchback para um SUV coupé capaz de uma autonomia de 604 quilômetros. Deverá chegar em março de 2026.
Exteriormente a grande diferença é o novo perfil de SUV coupé com a dianteira é inspirada no Ariya e a traseira do Nissan Z que não recebemos na Europa. É mais curto passando de 4,49 para 4,35 metros para a mesma distancia entre eixos de 2,69 metros (mas mais alto e largo), mas segundo a Nissan mantem o espaço interior graças ao mover as rodas para as extremidades.
Consegue um cX de 0,25 graças a uma grelha dianteira ativa, pegas das portas escondidas, fundo da carroçaria aerodinâmico e todo o sistema de gestão térmica da bateria ao habitáculo integrado.
No interior temos um tablier muito simples e minimalista, que nas versões Advance e Evolve recebe 2 ecrãs de 12,3 polegadas do Ariya com sistema Google Auto incorporado complementado por um head-up display. As versões Advance e Evolve podem ainda receber materiais de ibnterior mais claros, tejadilho de vidro Solarbay da Renault e até sistema audio Bose com coluna no encosto de cabeça do condutor. Não há imagens do interior das versões de acesso Engage e Engage+.
Segundo a Nissan os passageiros atras te mais 8 centímetros de espaço de pernas e 3 centímetros ao nível dos ombros. O novo Leaf mantem basicamente a mesma capacidade de bagageira - 437 litros com 5 lugares e 1.137 litros rebatendo assentos traseiros.
Mecanicamente falando usa a plataforma CMF-EV já usada nos Renault Mégane E-Tech e Scénic, e estará disponível em 4 versões e 2 motorizações ambas de tração traseira: as versões Engage e Engage+ debitam 177 cavalos e 345 Nm alimentado por uma bateria de 52 kWh capaz de uma autonomia de 436 quilômetros, e as versões Advance e Evolve tem um motor de 217 cavalos e 355 Nm alimentado por uma bateria de 75 kWh capaz de uma autonomia de 604 quilômetros. Ambas as motorizações estão limitadas a 160 km\h e carregamento rápido até 150 kW. Todos os modelos recebem compatibilidade Vehicle-to-load e mais adiante vehicle-to-grid.
A versão mais fraca recebe um carregador interno de 7 kW (opcionalmente pode ser de 11 kW) e acelera dos 0 aos 100 km\h em 8,6 segundos, enquanto a versão mais potente recebe de série um carregador de 11 kW e acelera dos 0 aos 100 km\h em 7,6 segundos. Segundo a Nissan a versão com a bateria de 52 kWh é capaz de percorrer 224 quilômetros a uma velocidade estabilizada de 130 km\h, enquanto a versão com a bateria de 75 kWh é capaz de percorrer 330 quilômetros a uma velocidade estabilizada de 130 km\h.
Depois de um folhetim de nove anos a Tesla e confirmando a máxima que os homens não crescem apenas arranjam brinquedos maiores Elon Musk apresentou o novo Tesla Roadster (segunda geração, terceiro do nome) que já pode reservar por 5.000 euros seguidos por mais 45.000 euros 10 dias depois (mas apenas os 5.000 são reembolsáveis) para o receber em 2028...segundo Musk que nunca foi muito bom a cumprir datas. Mas atenção fãs da Tesla - apenas a versão Performance é legal na estrada.
Comecemos pelo novo design. Este novo Roadster não tem nada a ver com o apresentado há quase uma década abandonando as curvas sensuais por superfícies planas e vincos muito semelhante ao Lamborghini Reventon à frente, o nado morto Lotus Esprit no perfil em cunha com portas em tesoura e atrás vejo um pouco do Ferrari SF90 XX com a sua aerodinâmica ativa.
É também importante referir que o formato é novo - apresentado há nove anos como um descapotável 2+2, este novo Roadster é na realidade um coupé fechado. Se mais adiante vai haver uma versão com tejadilho amovível é uma boa pergunta.
No interior este novo Tesla Roadster tem apenas 2 lugares, mas a versão "Rocket" só terá um lugar para permitir espaço para os depósitos de gás e provavelmente só matar uma pessoa quando inevitavelmente correr mal.
Os assentos forrados em suede são fixos e são os pedais e volante tipo manche de avião ligado a uma direção "steer-by-wire" que se movem para adaptar ao condutor. Temos ainda elementos em fibra de carbono e titânio num ambiente minimalista.
Passando ao que se esconde debaixo do metal. Todos vimos o novo Roadster colar à estrada durante a demonstração graças ao efeito de solo gerado por ventoinhas a chuparem o ar debaixo do carro. Basicamente a mesma tecnologia do Brabham BT46 criada por Gordon Murray para o campeonato de 1978, também aplicada ao Gordon Murray Automotive T.50 e mais recentemente no McMurtry Speirling que pode comprar. Estas sistema de efeito de solo ativo funcionará em conjunto com a asa traseira ativa para variar o apoio aerodinâmico conforme as necessidades. Tudo somado a Tesla diz que acelera dos 0 às 60 milhas (96 km/h) em 1,6 segundos (ou seja 1,8 segundos para ir dos 0 aos 100 km\h. Isto na versão normal e única legal para uso na estrada "Performance".
As versões Thrust e Rocket adicionam os tais jatos de ar comprimido - na versão "Thrust" apenas virados para trás que permite maior aceleração, enquanto a versão "Rocket" tem mais jatos em varias direções o que permite acelerar dos 96 km/h em 0,59 segundos e...voar. Mas que gás usa? Como é reabastecido? Se o gás acabar a meio de uma manobra aérea como é que aterra em segurança?
Esta versão Rocket terá uma autonomia de apenas 480 quilômetros mas estará apenas disponível "por convite" - a minha teoria da conspiração é que a Tesla não quer vender nenhum destes modelos porque não quer a publicidade negativa de alguém famoso morrer ao volante, dai que se ninguém for convidado ninguém morre e continua a gabar-se de ter um carro que voa. Teriam aprendido com a gafe do Musk dizer que a Cybertruck podia funcionar como um barco?
Há várias perguntas que ficam no ar. Quantos Roadster vão ser produzidos? Quem vai ser responsável por danos/incidentes com os Roadster Rocket? Sabe-se a autonomia da versão Rocket mas qual vais ser a autonomia da versão de estrada? E quanto custa cada um? O anterior Roadster 2 ia ter uma autonomia até 1.000 quilômetros e custar até 250.000 dólares. Mesmo assim, segundo Musk, a produção do novo Tesla Roadster arranca em 2028.