Cavalgada das Valquírias mecanizada

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A Aston Martin anunciou o Aston Martin Valkyrie há já algum tempo mas desde esse anuncio nada - mas a marca britânica resolveu enfim quebrar o silêncio ligando o V12 atmosférico com 1.000 cavalos desenvolvido pela Cosworth que irá impulsionar o Valkyrie. Se Richard Wagner ainda estivesse vivo (com 205 anos de idade eu sei...) ele aprovaria.

Volkswagen vende mulas de teste?!

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Quando pensava que 2018 não conseguia ficar ainda pior eis que descubro estar errado - aparentemente a Volkswagen vendeu cerca de 6.700 automóveis de pré-produção como novos na União Europeia e Estados Unidos...Mas que raio Volkswagen?!
Existem vários tipos de "automóveis de pré-produção" - podem variar entre "mulas de testes" para novos desenvolvimentos a simplesmente podem ter uma versão de software ou cores diferente da final, independentemente do tipo são viaturas que não estão homologadas para uso na estrada e costuma ser usadas em testes de segurança ou destruídas.

Segundo os jornais Der Spiegel e Handelsblatt entre 2006 a 2018 a Volkswagen terá vendido 6.700 unidades de pré-produção como novos ou usados na Europa (só na Alemanha terão sido vendidos 4.000 unidades) e EUA. Porém o Der Spiegel diz que detetou entre 2010 a 2015 cerca de 9.000 viaturas com "unclear construction status".

Até agora isto parece apenas afetar a marca Volkswagen, que admitiu o problema e está agora a identificar e localizar os veículos afetados e proceder à sua recolha.

Já li várias teorias em como a VW está a fazer de propósito para ganhar mais dinheiro mas duvido. Primeiro o volume não vale a pena - estamos a falar de já trabalhei há muitos anos numa multinacional alimentar e uma das tarefas no departamento de qualidade era mensalmente acompanhar o camião que levava produtos defeituoso ou com problemas para o aterro sanitário e assistir a serem destruídas pelo trator. É que já tinha havido situações em que pessoas encontraram os produtos em lixeira com as embalagens em condições e simplesmente venderam-nas a pequenas lojas! A VW é uma empresa gigantesca e é bem possível que alguém tenha incorretamente identificado determinados veículos e seguiram para os clientes - a pergunta é se foi acidental ou propositado.

[update vídeos]Audi e-tron apresentado

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Uns dias após o Mercedes EQC a Audi apresenta o seu SUV eléctrico - este é o Audi e-tron. Talvez menos audaz em termos de design mas anuncia performance de um desportivo. Mas é o primeiro de muitos - a Audi terá 12 SUVs até 2025 com 5 modelos Q eléctricos e um Sportback e-Tron pelo meio.

Se inicialmente os automóveis eléctricos se distinguiam dos convencionais, atualmente parece que vamos na direção oposta - sejamos sinceros, o atual Leaf parece o resultado de uma noite tórrida entre uma Micra jovem e o Pulsar mais velho que já foi reformado. Este e-Tron tem os faróis e grelha do Q3 e atrás temos o Q8. O único detalhe que verdadeiramente sobressai, e é um opcional, são as câmaras que substituem os espelhos retrovisores laterais - uma novidade em automóveis de série (o Volkswagen XL1 não conta porque é produzido por encomenda, não em série) que permite reduzir a largura do carro em 15 centímetros melhorando a performance aerodinâmico. 
Este Audi tem 4.90 metros de comprimento (fica entre os Q5 e Q8) e o Mercedes EQC é um pouco mais compacto com 4.68 metros. O perfil traseiro é bastante inclinado para uma aspecto dinâmico mas reduz a capacidade da mala - mesmo assim ainda consegue uma bagageira de 660 litros.

Em termos de designe exterior é simples "separar" os Audi e-Tron dos Mercedes EQC - se procura um SUV eléctrico que não se distinga muito do convencional quer o e-tron, se procura algo mais vistoso mas elegante então quer o EQC.

No interior temos a mesma situação, muito próximo dos mais recentes modelos de topo da Audi incluindo os touchscreens e o Virtual Cockpit. A ausência do túnel de transmissão ajuda ao espaço interior.



Mecanicamente falando este Audi e-Tron tem 2 motores eléctricos, um em cada eixo para tração integral e alimentados por 700 quilos de bateria de lítio com 95kWh alojada no fundo do carro, para um total máximo de 300kW ou 408 cavalos e 664Nm de binário - se soa familiar é porque é a mesmo que o Mercedes EQC debita. Em modo normal debita um pouco menos: 265kW de potência e 561Nm de binário, o suficiente para atingir os 100km\h em 6,4 segundos de silencio e uma autonomia WLTP de 400 quilómetros.

Infelizmente carregar uma bateria de 95 kWh na tomada de 220 volts em casa é inconcebível - para ajudar na recarga o e-tron consegue usar pontos de recarga até 150 kW onde 30 minutos bastam para uma carga. Para as residências a Audi oferece 2 escolhas de wallbox - a Compact de 11kW carrega o e-Tron em 8,5 horas e a "Charging System Connect" de 22 kW que o fará em 4,5 horas.


update 13-12-2018

[update]Novo Range Rover Evoque apresentado

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Já temos a segunda geração do Range Rover Evoque, do que bem podia ser a estrela do filme "Querida, encolhi o Velar!" com algumas novidades significativas debaixo do capot.

Substituir o modelo mais vendido (mais de 750.000 unidades desde 2011) nunca é fácil e a marca britânica não arriscou muito - manteve o perfil do modelo anterior mas com o design do Velar: pegas das portas retrateis, faróis finos e os traseiros ligados por uma faixa negra. O comprimento mantêm-se nos 4,37 metros mas a distancia entre eixos aumenta 2 centímetros para ajudar ao espaço interior. Desaparece a versão 3 portas o que coloca em risco também a versão descapotável.


No interior o tablier é completamente novo - mais ou menos, é o do Velar à escala. Temos um painel de instrumentos completamente digital e 2 ecrãs tácteis na consola central para controlar a climatização ou os assentos.

O sistema multimédia é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, recebe o "capot transparente" no ecrã central e para melhorar a visibilidade para trás o espelho retrovisor vira um ecrã que transmite a câmara traseira.

Mecanicamente é um misto - a plataforma é basicamente a mesma da geração anterior (e já tem uns anos: é a plataforma C/D que data dos tempos da Ford) mas graças ao redesenhar das suspensões (que podem ser activas em opção) permite melhorar o comportamento, conforto e o espaço interior (a mala passa de 575 para 591 litros).

É debaixo do capot estão as maiores novidades - recebe uma versão mild-hybrid que combina um novo 3 cilindros de 1.5 litros turbo a gasolina (basicamente um motor de 4 cilindros Ingenium com um cilindro a menos) e um sistema de 48 volts com um pequeno motor eléctrico que assiste o motor de combustão quando necessário, e mais adiante também terá uma versão plug-in deste sistema (com uma bateria de 11 kWh e um motor eléctrico de 80 kW no eixo traseiro). Aproveita ainda os motores Ingenium do primo E-Pace, todas de 4 cilindros e 2 litros: a gasolina com 200, 250 ou 300 cavalos, e a diesel com 150, 180 e 240 cavalos. Todas os motores recebem a caixa automática de 9 velocidades, uma versão melhorada da disponível na geração anterior.

Quase todos os modelos recebem tração integral com Terrain Response 2, diferencial traseiro bloqueavel e graças ao Driveline Disconnect é possível passar transitar entre 2WD e 4WD em menos de 400 milissegundos. 

Para manter as emissões e versões "acessíveis" também vão haver modelos de tração dianteira apenas.


update 12-12-2018

Škoda Kodiaq RS - vídeo

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O Škoda Kodiaq RS em acção

Os melhores da turma de 2018 do Euro NCAP

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Parabéns à Hyundai, Mercedes e Lexus (em duplicado no caso da Lexus) pelas performances nos testes de segurança do Euro NCAP em 2018.

Audi e-tron GT a caminho

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Recentemente a Audi apresentou (enfim) a versão de série do SUV eléctrico E-tron, mas não será o único eléctrico da marca alemã: em 2020 devemos ter este e-tron GT que irá rivalizar o Tesla Model S.

Este e-tron GT é ainda um concept mas parece bastante realista - basicamente pegaram no design do e-tron SUV e aplicaram-no ao A7 Sportback (apesar das medidas mais compactas: 4,96 metros de comprimento, 1,96 metros de largura e 1,38 metros de altura). 


Mas de concept pouco tem - o próprio designer disse que usaram como base um modelo de pré-produção e acrescentaram alguns detalhes: tirem as jantes e simplifiquem os faróis e temos o modelo de série.


No interior (que tal como o exterior parece basicamente de série) temos o máximo de ecrãs tacteis, o mínimo de botões e muita vontade de agradar aos vegans com até os tapetes serem fabricados de redes de pesca recicladas.


Mecanicamente é baseado na mesma plataforma PFE (Premium Platform Electric) do Porsche Taycan - equipado com 2 motores eléctricos alimentado por uma bateria de lítio de 90 kWh para um total de 590 cavalos/434 kW nas 4 rodas é capaz de ir dos 0 aos 100 km/h em 3,5 segundos e os 200 km/h em 12 segundos atingindo uma velocidade máxima de 240 km/h. A autonomia WLTP é, segundo a Audi, de 400 quilómetros.

Eléctricos Hyundai e Kia reduzem autonomia

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A Hyundai e Kia já completaram a sua gama de eléctricos e confesso-me impressionado quer pelo design (adoro o Niro) quer pelas autonomias anunciadas inicialmente - que infelizmente segunda a Autocar britânica foram revistas em ligeira baixa porque detectaram um erro no processo de teste independente.
Estes novos modelos foram já testados pelo novo protocolo WLTP (Worldwide Harmonised Light Vehicle Test Procedure) que dita a verdade caiu um pouco do céu aos trambolhões por causa do Dieselgate e houveram bastantes dificuldades em testar todos os automóveis e houveram marcas a ter que suspender e mesmo acabar com a venda de certos modelos (incluindo vários híbridos plug-in) . No caso da Hyundai e Kia foi detetado que durante o teste (feito por uma entidade independente e não o construtor) do WLTP destes modelos o circuito urbano (mais favorável aos eléctricos) foi mais longo que o definido e isso deu uma maior autonomia. Depois de acertadas as contas eis como ficam as autonomias dos eléctricos da Kia e Hyundai:
- Kauai Electric 64 kWh: de 469,92 para 449 quilómetros;
- Kauai Electric 39,2 kWh: de 300 para 289 quilómetros;

- Kia e-Niro 64 kWh: de 484  para 453 quilómetros;
- Kia e-Niro 39,2 kWh: de 310 para 288 quilómetros;

As diferenças não são muitas, mas no caso das versões com a bateria mais pequena atravessa a barreira psicológica dos 300 quilómetros de autonomia. Para os mais reticentes podem sempre ir para o Niro PHEV plug-in...

Zero estrelas para o Fiat Panda no EuroNCAP

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Mais uma ronda de testes do EuroNCAP e mais dois resultados em automóveis novos que normalmente só vemos associados a automóveis da China - o novo Jeep Wrangler conseguiu apenas 1 estrela e o pequeno Fiat Panda conseguiu fazer ainda pior com ZERO estrelas. ZERO.
O Jeep Wrangler acabado de chegar ao mercado e não conseguiu bons resultados - 50% na protecção de adultos, 69% na protecção de crianças e 49% na protecção de peões. A nota geral foi ainda puxada para baixo na categoria das assistência de segurança já que o Wrangler não pode ser equipado com travagem automática de emergência ou lane assist.

Mas seguindo nas pisadas do Fiat Punto (agora descontinuado) o Fiat Panda, que ainda está a ser comercializado, obteve zero estrelas.

Ainda na ultima roda de testes do EuroNCAP o novo Hyundai Santa Fe e novo BMW X5 levaram as 5 estrelas para casa mas com problemas para resolver:
- no novo Santa Fe se equipado com o tejadilho de vidro opcional os airbags de cortina podem romper-se não protegendo os ocupantes (Hyundai vai recolher as primeiras unidades para resolução);


- no novo X5 o airbag dos joelhos do condutor não activou correctamente - curiosamente o Serie 5 teve o mesmo problema em 2017;


O EuroNCAP testou tambem os Audi Q3, Jaguar I-Pace, Peugeot 508, Volvo V60 e S60, não só conseguiram todos as 5 estrelas como obtiveram os melhores resultados de sempre.

Audi Q3:


Jaguar I-Pace:


Peugeot 508:


Volvo V60/S60:

CarlosGate - ponto de situação 11-12-2018

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Mais um apanhado das noticias ligadas ao CarlosGate, e para seguir este tópico basta clicar na tag respetiva - ficam abaixo os principais desenvolvimentos como sempre sem tretas, conservantes ou adoçantes acrescentados.

Ghosn, Kelly e Nissan indiciados por declarações rendimentos
A procuradoria de Tóquio acusou formalmente Carlos Ghosn, o seu ajudante Greg Kelly (segundo a Nissan Kelly é o "cérebro" por detrás deste esquema) e a Nissan de sub-declararem os rendimentos de Ghosn em vários milhões de dólares ao fisco durante 5 anos. Numa manobra que recorda Vale e Azevedo, eles foram libertados e imediatamente presos novamente prolongando a estadia de ambos na prisão pelo menos até 20 de Dezembro - altura em que podem apresentar novas acusações e repetir o processo.

A firma de advogados Go Kondo que representa Ghosn não comentou as acusações. Os média japoneses dizem que Ghosn terá negado as acusações. O advogado de Kelly, Yoichi Kitamura, terá recusado as acusações e vão a tribunal. Se considerados culpados Ghosn e Kelly podem passar até 10 anos na cadeia e multas.

Carlos Ghosn terá já apresentado uma queixa relativamente a esta "re-detenção" - tendo em conta que é um processo normal no Japão provavelmente vai cair em ouvidos moucos.

A Nissan, como entidade corporativa, foi também indiciada - o atual CEO Hiroto Saikawa terá assinado papeis relativos à "compensação deferida" de Ghosn quando este se reformar como "consultadoria" mas terá dito aos procuradores que não tinha ideia que se referiam a este esquema e a procuradoria terá acreditado no CEO.


Ghosn e Nissan lutam por apartamento recheado
A Nissan e Ghosn estão agora envolvidos numa luta legal pelo acesso ao apartamento do ex-CEO no Rio de Janeiro que supostamente contem dinheiro, peças de arte e pertences pessoais de Carlos Ghosn mas o apartamento pertence à Nissan. Ou seja, o CarlosGate já está a decorrer também no Brasil.

O apartamento, avaliado em 3 milhões de dólares, já terá sido auditado pela Nissan que indicou conter 3 cofres por abrir além de obras de arte. O conteúdo dos cofres é o que preocupa a Nissan - dado acesso Ghosn pode destruir potenciais provas.


Ghosn planeava remover o CEO da Nissan Saikawa
Uma noticia interessante - citando uma fonte interna o The Wall Street Journal noticia que antes da sua detenção Carlos Ghosn planeava despedir o atual CEO da Nissan CEO Hiroto Saikawa. Parece que Saikawa adiantou-se a Ghosn que parecia pronto para discutir a reorganização em Novembro passado.

Ghosn estaria desapontado com a performance financeira da Nissan sob a direção de Saikawa, que terá caído 17% no final do ao fiscal que terminou a 30 de Setembro 2018. Outro ponto de insatisfação seria como Saikawa estava a lidar com os problemas de inspecção final que obrigaram à recolha de mais de 1 milhão de automóveis no Japão - problema que ainda decorre porque a Nissan no inicio do mês ordenou a recolha de mais 150.000 automóveis.

Também havia fricção entre Ghosn e Saikawa sobre o caminho para a Nissan - Ghosn estabeleceu vários alvos quantificados para vendas e percentagem de mercado a que Saikawa se opunha por reduzir o lucro por unidade.

A idade de Saikawa era também um factor, com 65 anos aproximava-se da reforma.

Runge RS - EU QUERO!

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Mas não sei se cabia nele - Chris Runge é um artista, ele cria cartas de amor aos pequenos e leves desportivos dos anos 50 tais como os Porsche Spyder, Jaguar ou Lister. E este é o mais recente poema - o RS, escrito à mão e martelada em alumínio polido com couro, madeira, apenas os essenciais manómetros e canta a doce melodia de um boxer de 4 cilindros arrefecido a ar em posição central...magnifico. Estou apaixonado - não digam à esposa!





EuroNCAP testa condução autónoma

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Com o desenvolvimento dos sistemas de condução autónoma era uma questão de tempo fizessem parte de testes de segurança como todos os outros sistemas incorporados nos automóveis actuais - pela primeira vez o EuroNCAP testou estes sistemas. E a conclusão é que ao contrario do que possamos acreditar AINDA não é possível adquirir um automóvel que conduza sozinho.


Para este teste o EuroNCAP testou a performance de sistemas de condução tipo Highway Assist (combina o Cruise Control Activo, Manutenção em Faixa e Speed Assist) nos seguintes veículos: - Audi A6;
- BMW Série 5;
- DS 7 Crossback;
- Ford Focus;
- Hyundai NEXO;
- Mercedes Classe C;
- Nissan LEAF;
- Tesla Model S;
- Toyota Corolla;
- Volvo V60;
Para testar estes sistemas em condições realistas estes sistemas de ajuda à condução o EuroNCAP desenvolveu vários cenários para testar os sistemas.

Adaptive Cruise Control:
O Adaptive Cruise Control (ACC, ou cruise control ativo) é um sistema que automaticamente ajusta a velocidade do veiculo em resposta a veículos mais lentos mantendo uma distancia segura. O ACC opera de forma independente e por cima de outros sistemas como o lane assist.

Para testar o ACC o EuroNCAP criou um teste baseado no protocolo de teste dos sistemas de travagem automática de emergência AEB mais longo e com velocidades próximas às das auto-estradas europeias. Estes sistemas devem adaptar a sua velocidade em aproximação a um veiculo mais lento ou parado, e se todos se comportaram bem nos testes alguns foram melhores que outros:
- Ambos os DS e BMW oferecem um baixo nível de assistência, com o condutor a ter controlo primário;
- Os Audi, Ford, Hyundai, Mercedes, Toyota, Nissan e Volvo ofereciam um equilíbrio entre assistência pelo condutor e pelo sistema;
- O sistema da Tesla pode dar um sentimento de sobre-confiança já que é o veiculo que principalmente controla;

Mas o teste do ACC não acaba aqui - os cenários mais difíceis de gerir são quando alguém corta à frente do automóvel (Cut-in - alguém salta para a faixa do automóvel de forma inesperada, algo que acontece regularmente e que obriga a uma antecipação por parte do sistema para travar a tempo) e quando um carro à sua frente sai da faixa para evitar um já parado (cut-out) o que deixa pouco tempo ao sistema para identificar e responder à situação.

Sem dúvida o teste mais difícil para estes sistemas e todos os carros tiveram problemas: nenhum dos sistemas foi capaz de ajudar e acidentes foram apenas evitados com travagem ou desvio pelo condutor. Ou seja, sem acção do condutor acidente era certo.


Lane Centering:
O Lane Centering ou Lane Assist ajuda o condutor a manter o automóvel no centro da faixa de rodagem. A quantidade de assistência que um determinado sistema consegue dar é avaliado percorrendo uma curva em S a diferentes velocidades. Outro teste que foi feit avalia o esforço necessário pelo condutor para evitar um pequeno obstáculo como um buraco na estrada - um bom sistema ajudará o condutor durante a manobra e não tentará resistir ou desativar.

No teste de curva em S encontraram diferentes níveis de assistência mas o da Tesla deu tanta assistência que podia dar uma sensação de sobre-confiança ao condutor. No teste do pequeno desvio todos os automóveis testados com a excepção do Tesla permitiram ao condutor gerir a condução - o sistema da Tesla é desactivado assim que o condutor exercer uma determinada força e este pode não detetar que deixou de ter assistência.


Revisão documental:
O EuroNCAP também verificou a informação disponibilizada pelos fabricantes (em publicidade, anúncios, vídeos, manual de instruções e outros) para verificar a presença de alguma falsidade ou exagero das capacidades destes sistemas, e se a informação sobre as limitações era clara e completa.
Verificou-se que os manuais eram claros sobre as limitações do sistema, bem como o marketing oficiais com excepção da BMW e Tesla que tinham vídeos promocionais em que se via o condutor a retirar as mãos do volante indicando que este era capaz de condução autónoma - algo que não batia certo com a informação do manual de instruções.


Concluindo, funcionam?
De forma resumida, não. Claramente não são autónomos, apenas dão uma assistência melhorada o que permitirá uma condução mais confortável, menos stressante e até segura mas continuam a exigir um condutor atento atrás do volante - demonstrado principalmente pelos testes do "cut-in" e "cut-out" em que nenhum veiculo conseguiu evitar sozinho. Para o melhor e para o pior o condutor continua a ser a peça central, se bem que cada vez mais ajudado por sistemas de segurança activa e passiva mais avançados - apenas ainda não autónomos.

Para os curiosos eis os resultados individuais por veículos:
- Audi A6;


- BMW Série 5;


- DS 7 Crossback;


- Ford Focus;


- Hyundai NEXO;


- Mercedes Classe C;


- Nissan LEAF;


- Tesla Model S;


- Toyota Corolla;


- Volvo V60;

[update video]Polestar 1 - produção

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O Polestar 1 foi oficialmente apresentado há um ano atrás, mas desde então a Polestar esteve fechada dentro do seu complexo e pouco mais ouvimos deles desde então - mas há novidades: já começaram a produção da primeira série de protótipos de verificação de estrada (road-going verification prototype) para afinação, testes de estrada e os inevitáveis crash tests.


A produção destes protótipos é feita quase toda à mão numa unidade especializada em Gotemburgo e é a primeira fase de testes para a produção em série do Polestar 1.
update 10-12-2018

[update video]Mercedes-AMG Classe A 35 apresentado

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A nova geração do Classe A inclui uma nova carroçaria de 3 volumes e agora 2 sabores da versão AMG - tal como nos modelos maiores temos os modelos 53 abaixo dos 63, nos modelos mais pequenos temos o 35 abaixo do 45 - mesma dinâmica mas menos potência. Não é um Expresso, mas também não é um descafeinado. Ou seja vamos ter o tenebroso A 45 mais adiante, para já chega a nova variante: este é o Classe A 35 4Matic.


A receita é simples - exteriormente um vistoso pacote AMG com para-choques com grandes aberturas, saias laterais, aileron traseiro vistoso, jantes especificas de 18 polegadas, dupla saída de escape e extrator aerodinâmico. Para boa medida recebe um placa de alumínio debaixo do motor para melhorar a rigidez.





No interior temos o tablier do Classe A com o sistema MBUX atualizado para utilização em circuito com o Track Pace AMG que regista dados e oferece mapas 3D de vários circuitos. O conjunto de instrumentos digital tem um novo modo Supersport com um grande conta-rotações no centro, recebe assentos desportivos, um novo volante para as novas funções infotainment e AMG para alternar entre as configurações do automóvel (semelhante ao da Porsche), e recebe manetes atrás do volante para mudar as velocidades.


Como nos restantes modelos AMG poderá alterar a performance via os modos de condução: Slippery (escorregadio), Comfort, Sport e Sport+. A novidade é o modo Slippery/escorregadio que aplica uma curva de binário plana em condições de baixa aderência.
Debaixo do capot estará um 4 cilindros turbo de 2 litros a gasolina que debita 306 cavalos e graças à tração integral 4Matic via a caixa 7G Speedshift DCT acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,7 segundos - menos um segundo que o Civic Type R e o mesmo que um Focus RS.


update 10-12-2018
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