Depois do sucesso do novo Renault 5 E-Tech chega a hora do novo Renault Twingo - será capaz de unir com sucesso a nostalgia da 1ª geração com a mais recente tecnologia elétrica para a cidade? Eis alguns números, pontos fortes e pontes fracos.
Pontos fortes
1) Preço acessível
Se quiser o elétrico mais barato até agora a resposta era o Dacia Spring. E ainda é, 16.900 euros se for para a versão 70 essential que nem inclui ar condicionado e demora 13 segundos a atingir 100 km\h. Para ter ar condicionado tem que ir para a versão expression que custa 18.700 euros.
Não fica muito longe do 19.490 euros do novo Twingo Evolution que além de ar condicionado inclui os tampões de rodas mais fixes do mercado!
E antes que diga Hyundai Inster esse começa nos 26.200 euros.
2) Made in Europa
Sim, é fabricado na Europa.
3) Visual
Acima referi a diferença de 800 euros no custo entre o Spring Expression e Twingo Evolution, mas a diferença de visual é muito muito maior. Mesmo na versão mais baixa recebe um belo tom de vermelho, luzes diurnas que parecem sorrisos e os mais belos tampões de rodas dos últimos anos, tudo numa bela reconstituição do perfil do icônico Twingo mk1. Mas a cor não se fica apenas por fora, no interior trás alegria e felicidade - olhe para o interior de um Dacia Spring, Citroën eC3 ou o de um BYD Dolphin Surf e depois diga alguma coisa.
4) Prático e pequeno
Um dos fatores mais importantes do primeiro Twingo era conseguir ser pratico e pequeno (3,45 metros de comprimento). Este novo Twingo é apenas 30 centimetros mais comprido e graças aos assentos traseiros rebatíveis e deslizantes em calhas consegue (segundo a Renault transportar objetos com até 2 metros de comprimento.
5) Ágil na cidade
Se vir um novo Twingo ao seu lado nos semáforos não se meta com ele: com 80 cavalos e 175 Nm de binário logo no arranque é capaz de atingir os 50 km\h em apenas 3,8 segundos.
Pontos menos positivos
Digo "menos positivos" porque são principalmente limitações de ser um citadino.
1) 4 lugares apenas
Sim, só leva (está homologado para) 4 pessoas (tal como os antigos Twingos creio) mas sejamos sinceros - quando citadinos dizem que levam "5 pessoas" na realidade significa que atrás só cabem 3 crianças.
2) carregamento rápido opcional
Para manter o preço sobre controlo ambas as versões do novo Twingo não incluem carregamento rápido para a bateria de 27,5 kWh. É discutível se é necessário carregamento rápido para um automóvel citadino - é um citadino, não um Grand Tourer para viagens transcontinentais. De série o novo Twingo inclui um carregador interno AC de 6,6 kW que permite a carga completa em 4 horas numa wallbox de 7 kW ou 9 horas numa tomada de 220 volts.
O carregamento rápido só está disponível como opcional (500 euros) no pack Advance Charge que inclui carregamento AC de 11 kW e CC de 50 kW (este ultimo permite ir de 20 a 80% em 30 minutos).
3) 262 quilômetros de autonomia
Com uma bateria pequena seria de esperar uma autonomia mais pequena - 262 quilômetros. Mas se me é permitido, grande parte das deslocações diárias dos portugueses por automóvel são abaixo dos 50 quilômetros o que significa terá de carregar ao fim de 4 dias. Se mora nos arredores é melhor fazer as contas - para evitar dores de cabeça selecione o pack Advance Charge e instale uma wallbox em casa.
4) Autoestrada não recomendada
O Renault Twingo sempre foi desde o inicio um carro para a cidade e arredores - esta nova geração não é diferente. Está limitado a 130 km\h e se em cidade consegue 260 quilômetros de autonomia, na autoestrada provavelmente só conseguirá fazer pouco mais de 100 quilômetros até ter que carregar.