Jason is back! O maior entusiasta de quadros brancos do mundo, Jason do Engineering Explained, apresenta-nos o motor de combustão de 4 cilindros tecnicamente mais avançado de sempre - tem uma pré-câmara passiva, injeção de jato turbolento (não relacionado) com na F1, duas velas por cilindro, de ciclo Miller, injeção de combustível dupla, turbo de geometria variável capaz de 35 psi com wastegate, não precisa de EGR e...é produzido pela Jeep.
Para ser exato é a mesma tecnologia do motor V6 Nettuno do Maserati MC20, mas agora para a grande produção.
Ao estudar a longa carreira do Citroen Xantia tropecei na curiosa historia da versão feita na China - o Fengshen-Xietuolong XM. Mas na realidade eram dois carros com o mesmo nome! mas não é só uma historia de nomes...
No final dos anos 80 e 90 importar automóveis completos para a China era dispendioso devido à uma tarifa de 80%, mas importar componentes automóveis era muito mais barato porque era apenas aplicada uma tarifa de 25%. Primeiro os japoneses e pouco depois os europeus aproveitaram-se de uma lacuna na legislação e da diferença de tarifas para importar para a China como "componentes automóveis" veículos basicamente completos - faltava apenas instalar os espelhos retrovisores ou as rodas. E para fintar as autoridades criaram parcerias com empresas chinesas que instalavam as "fábricas" no sul da província de Guangdong onde não existia qualquer autoridade e controlo fiscal.
A Citroen criou na China uma parceria Fengshen-Citroen para "produzir" os XM e Xantia em Huizhou na província de Guangdong. Mas por alguma razão quando chegou a altura de pedir as licenças para produzir os 2 veículos a Fengshen-Citroen apenas pediu autorização para o XM e não para o Xantia! Como resolver a questão? Chamaram "Fengshen-Xietuolong XM" a ambos os carros.
E sim, "Xietuolong" é "Citroen" em mandarim. As autoridades centrais chinesas acabaram por descobrir o esquema e a festa acabou em 1999.
A recente apresentação do novo BMW i3, e apesar de ser diferente (porque usam plataformas diferentes) o novo BMW Série 3 será semelhante ao i3 mas não igual. Mas dos comentários que vejo parece que ninguém gostou do design e que não percebem o que a BMW anda a fazer.
Mas depois lembrei-me de algo - disseram o mesmo do E36 quando foi apresentado em 1990, disseram o mesmo do E46 quando foi apresentado em 1997,disseram o mesmo do E90 quando foi apresentado em 2005, disseram o mesmo do F30 quando foi apresentado em 2012 e até o atual G20 recebeu muitas criticas quando foi apresentado. Desde o E30 que todos os novos Série 3 são criticados por serem feios.
Porém poucos notam que todos os Serie 3 são comercializados durante 9 a 10 anos e cada geração é mais bem sucedida que a anterior. A BMW desenha o carro que quer vender no final de vida e depois trabalha para trás. Sim , a primeira versão vai parecer um pouco sem sal talvez, mas a cada ano que passa a BMW muda um detalhe aqui e acolá, evoluindo lentamente para o que queriam desde o inicio. Podemos não gostar, mas essa abordagem permitiu ao Série 3 ser o padrão do segmento em todo o mundo.
O artigo "Automóveis com longas vidas" dedicado aqueles automóveis que tiveram (com mínimas alterações) uma carreira extremamente longa (alguns ainda em produção algures no mundo) está um pouco comprido e esmaga os posts anteriores - daí que a partir de agora atualizo o artigo mas não o puxo para a frente, basta seguir o link para o artigo completo. Desta vez, acrescentamos o Citroen Xantia .
Este é o novo Smart #6 hibrido plug-in PHEV acabado de ser apresentado na China, mas será que chegará à Europa?
É um sedan compacto com 4,9 metros de comprimento e 1,92 metros de largura com uma motorização hibrida plug in que combina um motor de 1,5 litros turbo com 160 cavalos ajudado por um motor elétrico de 115 kW alimentado por uma bateria LFP fornecida pela CATL.
Este é o novo BMW i3 da geração Neue Klasse inaugurada pelo iX3. Mas deixo desde já uma nota - este não é o novo Série 3 e vão ter designs parecidos mas diferentes porque são baseados em plataformas diferentes: este i3 é baseado na nova plataforma NCAR (estreada pelo iX3), e o novo Série 3 será baseado numa evolução da atual plataforma CLAR.
Exteriormente temos um design completamente novo, que conserva o perfil de 3 corpos (capot, cabine, mala) mantendo bastante do concept Neue Klasse de 2023. Temos uma nova grelha dianteira fechada, farois bastante discretos e puxados para as extremidades ligados por uma banda central preta que oculta os sensores e inclui a grelha e o logo que pode ser iluminado. A mala é relativamente curta e acaba de forma abrupta verticalmente. Os farois traseiros são finos que corta o aspeto monolítico da traseira.
O design é simples e contido, a versão apresentada inclui o modelo M Sport com as jantes aerodinâmicas de 21 polegadas em azul Le Castellet, com poucos vincos mas alguns detalhes distintos e postura sólida. Em termos de dimensão, relativamente ao atual Série 3, o novo i3 é 5 centímetros mais comprido (4,76 metros), 4 centímetros mais largo (1,87 metros) e 3,5 centímetros mais alto (1,48 metros). Mais adiante termos a versão carrinha Touring.
Mas o projeto Neue Klasse é mais que apenas um novo design - além disso temos novo software, nova organização e engenharia de motorizações - o iX3 foi o primeiro e agora o i3 acelera a implementação do projeto Neue Klasse que tem obrigatoriamente de ser um sucesso.
O interior deste BMW i3 aproveita quase tudo do mano iX3 - o que é bom. O tablier é ligeiramente mais baixo e fino, mas mantem o ecrã central paralelogramo para o sistema multimédia OS X, o audaz volante com os braços verticais e botões no centro, e o Panoramic Vision no fundo do para-brisas.
Ao nível de tecnologias aproveita o que o novo iX3 oferece, incluindo o assistente de condução avançado capaz de mudar de faixa na autoestrada automaticamente bastando apenas que olhe para o espelho retrovisor, e se programar a viagem no GPS até lidar automaticamente com as saídas de vias rápidas.
Passando à mecânica o novo i3 recorre à plataforma NCAR com um sistema elétrico de 800 volts compatível com carga rápida até os 400 kW e carga bidirecional V2X com uma wallbox adequada.
Inicialmente o novo BMW i3 estará apenas disponível na versão 50 xDrive com 2 motores elétricos "Gen6" a debitar um total de 469 cavalos e 645 Nm de binário que segundo a BMW é capaz de uma autonomia de 901 quilômetros, mas qual será o valor WLTP? Com a mesma bateria de 108 kWh o iX3 50 xDrive está homologado para 805 quilômetros WLTP, mas ainda não há um valor homologado para o novo BMW i3 50 xDrive apresentado.
A direção é mais direta, a suspensão e barras antirolamento foram revistas para um comportamento mais desportivo, os amortecedores FSD passivos de série e pneus adequados. Opcionalmente as versões com tração integral podem receber suspensão pilotada M.
Mais adiante teremos as versões mais acessíveis com um motor no eixo traseiro, além claro das variantes como motor de combustão. Também há rumores de uma versão M com 4 motores elétricos!
Lançado em 2018 e atualizado em 2022 como o DS 7 Crossback (o primeiro modelo específico da DS) chega agora a segunda geração completamente nova - este é o novo DS N°7.
Com 4,66 metros de comprimento o DS Nª7 é 7 centímetros que o atual DS 7 com distancia entre eixos a aumentar em 5 centímetros para 2,79 metros, mantendo a mesma altura (1,63 metros) e largura (1,90 metros). Em termos de design os DS sempre foram bastante ousados e este Nº7 não é exceção com um evolução SUV do design do novo Nº8 - particularmente à frente e tejadilho. Atrás temos a mesma assinatura luminosa do Nº8 com grandes luzes LED em L invertido. Arestas bem marcadas completam a assinatura luminosa e grelha dianteira iluminada.
Gosto do pormenor do tejadilho de vidro que desce para a mala mas a linha do tejadilho continua pelo aileron traseiro, e da forma como incorporaram as pegas das portas traseiras no pilar C sem as esconder. E notem como a secção de topo dos para-lamas traseiros em preto (e não na côr da carroçaria) para alinhar com o pilar C e os farois traseiros.
O interior é semelhante ao do Nº 8, com o condutor a receber um volante de 4 braços em X e conjunto de instrumentos digital de 10 polegadas e um ecrã tactil central de 16 polegadas. Poderá optar entre 5 ambientes de interior que combinam diferentes tipos de couro e tecidos como Alcantara, e materiais como madeira, alumínio e outros. Parece que nos encerra num ovo Farbegé de 4 rodas.
Para o melhor conforto o Nº7 recebe vidros traseiros e tejadilho de vidro térmico, climatização de 3 zonas e uma "active scan suspension" em que uma câmara analisa a estrada à frente e ajusta cada amortecedor individualmente para compensar as imperfeições. Para completar o conforto recebe ainda assentos elétricos com aquecimento e massajem, e tal como nos descapotáveis da Mercedes um sistema que atira ar quente para o pescoço dos ocupantes dianteiros.
Mecanicamente falando o novo DS Nº7 é baseado na nova plataforma STLA Medium (já usada pelos Opel Grandland, Peugeot 3008 e outros) e terá uma motorização hibrida ligeira de 48 volts (com o 1,2 litros a gasolina de 145 cavalos e 230 Nm de binário) e três motorizações 100% elétricas com um sistema de 400 volts: "FWD" (com uma bateria de 74 kWh a alimentar um motor de 230 cavalos para uma autonomia de 543 quilômetros), "Long Range" (com uma bateria de 97 kWh a alimentar um motor 245 cavalos para uma autonomia de 740 quilômetros) "Long Range AWD" (com uma bateria de 97 kWh a alimentar 2 motores elétricos debitando um total de 350 cavalos e 509 Nm de binário para uma autonomia de 679 quilômetros.
A DS indicou que mais adiante o Nº7 terá uma nova motorização full hybrid.
Eu sei, tentem não parecer surpreendidos. Em novembro de 2025 durante a reunião de acionistas da Tesla Elon Musk assegurou que a 1 de abril 2026 iria haver uma demonstração do novo Roadster2 (que será diferente do anteriormente demonstrado) com a produção a arrancar 12 a 18 meses depois, mas agora Musk anuncia que afinal "será no fim de Abril".
Para recordar o novo Tesla Roadster foi prometido para 2020, depois para 2021, depois para 2022, depois para 2023, depois para 2024 e depois passou para final de 2025 antes de prometido para 1 de Abril 2026.
A Volkswagen deverá apresentar a versão de série do Volkswagen ID.Cross (a versão crossover do novo ID.Polo) em setembro e enquanto esperamos a marca alemã publicou alguns detalhes incluíndo o preço base de 28.000 euros.
A Volkswagen confirmou as dimensões (4,153 metros de comprimento com 2,60 metros entre eixos, 1,794 metros de largura e 1,581 metros de altura), que poderá ter jantes até 20 polegadas e rebocar até 1,200 quilogramas.
Baseado na plataforma MEB+ terá um sistema elétrico de 400 volts, e segundo a Volkswagen o ID.Cross terá 3 escolhas de motor elétrico dianteiro: 85 kW/116 cavalos, 99 kW/135 cavalos e 155 kW/211 cavalos. O ID.Polo deverá ter na versão GTI um motor de 166 kW/226 cavalos mas não deverá estar disponível no ID.Cross.
Em termos de baterias o ID.Cross terá uma bateria de 37 kWh FPL (provavelmente para as 2 versões menos potentes) com a carga rápida limitada a 90 kW, e outra de 52 kWh NMC (provavelmente para a versão mais potente) com a carga rápida aumentada para 105 kW permitindo uma autonomia máxima de 450 quilômetros.
Sou um grande fã do A2 original, e agora a Audi confirmou que ele vai voltar em breve como o A2 e-tron para substituir os A1 e Q2. Para já temos apenas o teaser abaixo, que parece inspirado no A2 original mas será um crossover/SUV baseado na plataforma MEQ do usada nos Volkswagen ID.3 e outros. A apresentação deverá ser no salão automóvel de Munique em setembro.
Parece que surgiram imagens do novo BMW i3 na internet antes da apresentação amanhã. E tal como antes parece que a BMW desenhou o modelo que pretende e depois cria versões diluídas desse design que comercializa primeiro. Depois vai regularmente atualizando o modelo esticando a vida do produto até atingir o que sempre quis comercializar.
Sempre que a BMW apresenta um dos seus novos modelos todos se queixam do design sem sal ou interesse, mas no final acabam sempre a assobiar uma musica diferente...
O dia do pai aproxima-se (19 de março) e lembrei-me que tenho dois filhos portanto porque não dar "algumas sugestões"? Melhor ainda, o meu mano doente da bola tem uma miúda espetacular portanto Pi toma nota!
Para o meu mano teria que ser o troféu oficial do mundial do futebol da Lego, porque sejamos sinceros apesar de ele adorar o futebol ele não quer correr o risco de ser selecionado pela segurança de aeroporto norte-americana para "uma revista especial".
E porquê seria ele chamado? Porque varias vezes ele descreveu, corretamente, a cerveja americana como urina morna. Eu concordo plenamente e incluo a Fosters australiana na mesma descrição.
Para mim criançada, o pai precisa de mais um Speed Champion para a coleção ;)
Substituir um modelo bem sucedido é sempre difícil e é o que a Volvo esta a fazer - em 2025 o XC60 foi o modelo da Volvo mais vendido em todo o mundo (com 2,7 milhões de unidades comercializadas) e estamos a falar de um modelo lançado em 2017 atualizado por 2 vezes. Este é o novo Volvo EX60 que estreia uma nova plataforma e uma autonomia de 800 quilômetros
Este novo Volvo EX60 deve chegar aos concessionários no verão na variante Standart, teremos que esperar mais pela variante Cross Country (em branco abaixo). Mas não irá substituir o atual XC60, será vendido ao lado do atual XC60. Sim, basicamente será a versão elétrica do atual XC60 mas só partilham mesmo o "60" no nome porque tudo o resto é diferente....por agora. Estreia a nova plataforma SP3 definida por software e novo processo de fabrico que servirá de base aos próximos Volvo híbridos plug-in e 100% elétricos. É fundamental que os problemas iniciais do EX30 e EX90 não se repitam!
Exteriormente é claramente um Volvo, à frente parece um EX30 particularmente na grelha dianteira e farois dianteiros com o "martelo de Thor" e traseiros em 2 andares. O design é simples com um perfil mais carrinha que propriamente SUV, um pouco como o EX90, e notem as aletas para a abertura das portas sem rebordo dos vidros. Bastante mais simples que os Ix3 e GLC que são mais agressivos e "olhem para mim".
Em termos de dimensões o EX60 é 10,3 centímetros mais comprido que o XC60 (4,81 metros de comprimentos), mas mantem basicamente a mesma largura (1,90 metros) e altura (1,65 metros). Mas mais importante é a distancia entre eixos: com 2,97 metros entre eixos (mais 10,5 centímetros que o XC60) o espaço para os passageiros traseiros deve crescer substancialmente.
E como seria de esperar vamos ter um Volvo EX60 Cross Country para aventuras eletrizantes...ok, eu paro. Basicamente acrescenta alguns detalhes visuais mais aventureiros (proteções de plástico dos para-lamas, skid plates de alumínio) e melhora ligeiramente as capacidades fora da estrada (apenas disponível com tração integral dual motor, suspensão pneumática de série, distancia ao solo aumentada em 20 milímetros e vias alargadas).
No interior continua bastante...elegante escandinavo com infusão discreta de tecnologia, luxuoso sem ostentação, com materiais de qualidade coordenados harmoniosamente com as restantes cores. É claramente um Volvo, e não são precisas pequenas bandeiras suecas para perceber.
O condutor recebe um conjunto de instrumentos digital de 11,3 polegadas e um volante pequeno de 2 braços para facilitar a usa leitura, e no centro um grande ecrã OLED de 51 polegadas táctil para basicamente tudo porque botões físicos apenas no volante. A mala tem uma capacidade de 523 litros que pode crescer para 1640 litros se rebater os bancos e uma frunk de 58 litros.
Mecanicamente falando há um EX60 para todos os gostos, todos com baterias NMC num sistema elétrico de 800 volts. A gama começa com o P6 de base com um motor elétrico EESM de 374 cavalos no eixo dianteiro alimentado por uma bateria de 80 kWh (uteis) suficiente para uma autonomia WLTP de 620 quilômetros. A versão intermédia P10 conta com dois motores elétricos (ASM à frente e EESM atrás) totalizando um total de 510 cavalos alimentados por uma bateria de 91 kWh (uteis) suficiente para uma autonomia WLTP de 660 quilômetros. No topo da gama está a versão P10 com os dois motores elétricos a debitarem 680 cavalos alimentados pela maior bateria de 112 kWh (uteis) que permite uma autonomia WLTP de 810 quilômetros - mais 5 quilômetros que o novo BMW iX3 consegue.
A bateria mais pequena de 80 kWh é compatível com carregamento rápido DC até 320 kW, enquanto as baterias de 91 e 112 kWh permitem carregamento rápido até 370 kW. Qualquer uma permite ir de 20 a 80% da carga em menos de 20 minutos. O carregamento AC é feito via um carregador interno de 22 kW.
A versão base recebe amortecedores FSD Frequency Selective Damping, enquanto as restantes recebem amortecedores pilotados.
Ainda falando na mecânica, como referi no inicio este novo EX60 usa a plataforma SP3, uma grande evolução relativamente à SP2 usada nos atuais EX90 e ES90. Graças ao sistema Superset da VOlvo é mais leve e menos complexa graças à estampagem de grandes peças, e com a bateria a fazer parte do fundo do carro e não simplesmente aparafusada por baixo. Tens as suas vantagens mas provavelmente elimina qualquer possibilidade de reparar células individuais de uma bateria.