O grupo Volkswagen apresentou o seu plano de recuperação até 2030 para reduzir as perdas financeiras. E o plano do grupo alemão inclui o encerramento de fábricas, simplificação das gamas incluindo a eliminação de quase metade dos modelos comercializados em todo o mundo. ou seja, menos fábricas, menos empregados e menos modelos.
Os alemães sempre foram fãs de oferecer o máximo de opções e variantes para cada modelo para satisfazer todos os clientes. Uma estratégia dispendiosa e complexa, que agora irá ser invertida reduzindo não só o número de modelos, mas também os acabamentos e as opções disponiveis.
A gama será progressivamente reduzida em/até 50% e concentrada nos segmentos mais rentáveis. A complexidade, principalmente o número de opções de equipamento, será reduzida em/até 75 %. Permitirá focar investimentos em produtos e tecnologias que proporcionam o maior valor acrescentado aos clientes e maior rendimento ao grupo.
E menos modelos significa menos linhas de montagem, seja na Europa e na China. O objetivo é adaptar a produção à procura, ou seja, cerca de 9 milhões de unidades por ano. Atualmente o grupo tem uma capacidade de 10 a 11 milhões de veículos por ano.
Segundo a Bloomberg a direção do grupo Volkswagen esta a considerar o encerramento de quatro fábricas na Alemanha e a supressão de 100.000 empregos em todo o mundo.
Depois de Enyaq (2020), Elroq (2025) e Epiq (05/2026) este é o novo Skoda Peaq (pense Kodiaq elétrico) o maior suv da marca com 4,87 metros de comprimento capaz de receber 7 passageiros e uma autonomia até 640 quilômetros. Se estava a olhar para os Peugeot E-5008, Kia EV9 ou Hyundai Ioniq 9 agora tem mais um para ir ver.
Exteriormente o Skoda Peaq (nestas imagens na versão Sportline) tem presença, um visual sólido e fica algures entre carrinha crossover e SUV, mas sem duvida enorme - 4,87 metros de comprimento (mais 22 centímetros que o Enyaq, mas entre as duas versões do primo ID.Buzz que varia entre 4,7 e 5 metros) e quase 3 metros entre rodas. Mantem muitos do design "Modern Solid" e detalhes do concept Vision 7S como a frente, farois em T e infelizmente as pegas das portas ocultas, mesmo com a Skoda a assegurar que funcionam em caso de acidente.
Gosto do detalhe do pilar C grosso que corta a superfície vidrada como uma extensão do para-lamas traseiro. Apesar do todo o tamanho a Skoda conseguiu que o Peaq conseguisse um coeficiente aerodinâmico de 0,249 enquanto o Ioniq 9 fica por 0,269.
O interior mantem a veia simplista mas apurada do exterior com mais que um zest de Volvo EX90. Temos um tablier horizontal dominado pelo ecrã táctil de 13,3 polegadas do sistema multimédia de base Android, um ecrã de 10 polegadas como conjunto de instrumentos para o condutor atrás do volante mas mantem alguns botões físicos (ao contrário do acima mencionado EX90). Os acabamentos parecem de qualidade, semelhantes aos da Mercedes.
Gosto particularmente do detalhe como a mesinha rebatível na consola central e a possibilidade de guardar a cobertura da mala na frunk! O Peaq parece ser bastante espaçoso, sem dúvida graças à distancia entre eixos de 2,97 metros, permitindo sentar 7 pessoas.
A nível de equipamento pode ter tejadilho de vidro eletrocromático de 2,1 metros quadrados, câmara para visão de 360º, head-up display de alta resolução, sistema áudio Sonos de 755 W, se for para Relax Package recebe assentos dianteiros com massagem e descanso de pés, uma nova versão do Travel Assist, suspensão Dynamic Chassis Control e mais. Em termos de capacidade de mala com 5 lugares o Peaq consegue uma bagageira de 935 litros e com 7 lugares reduz para 299 litros. Mas não acaba aí - à frente tem uma frunk de 37 litros para os cabos de carga e curiosamente a cobertura da mala.
Mecanicamente este Peaq usa a mais recente versão da plataforma MEB do grupo Volkswagen e estará disponível com 2 baterias (63 kWh e 91 kWh) e 3 motorizações: o Peaq 60 com a bateria de 63kWh debita 204 cavalos e anuncia uma autonomia até 450 quilômetros, ambos com a bateria de 91 kWh o Peaq 90 com 286 cavalos e uma autonomia de 640 quilômetros e no topo da gama o dual motor Peaq 90x com 299 cavalos e uma autonomia de 610 quilômetros. O sistema elétrico permite carga rápida até 200 kW e carga bidirecional.
Infelizmente o artigo "Badge engineering" está tão comprido que esmaga os posts anteriores - daí que a partir de agora atualizo o artigo mas não o puxo para a frente, basta clicar no link para o artigo completo dedicado aos múltiplos casos em que uma marca trocam apenas o logo e o nome num produto pré-existente de outra marca. Desta vez acrescentei o 4º Chevrolet Spark...que provavelmente conhece por outro nome.
Oficialmente "Kia" combina os caracteres coreanos "ki"(起) que significa "originar/erguer" e "a"(亞) que significa "Ásia Oriental" - basicamente "erguer/originado da Ásia Oriental". E sim, este é o logo atual da KIA, não dos filtros do ar KN!
Mas curiosamente há outro significado para a palavra Kia, particularmente em várias línguas de África (como o Kikuyu falado no Quénia) em que significa "nascer", "começo" ou "novo começo". Basicamente, significa vida.
A família ID da Volkswagen continua a crescer e depois do ID.Polo (e dos Skoda Epiq e Cupra Raval) eis que a marca alemã apresenta a versão de série do SUV: ID.Cross. Se estava indeciso entre a Renault 4 e um dos muitos primos do Peugeot e2008 agora tem mais um para considerar.
O designe exterior é clássico Volkswagen, sem exuberâncias e bastante compacto. Tirem o logotipo e mesmo assim conseguem adivinhar que é um Volkswagen.
Apesar de ser mais comprido que o ID.Polo em que se baseia (+10 centímetros para 4,15 metros) e mais alto (+5 centímetros para 1,58 metros) é basicamente do mesmo tamanho que a Renault 4 (4,14 metros de comprimento).
O interior e tablier é o do Volkswagen ID.Polo, com um ar de qualidade e resistência.
Atrás o formato SUV e grande distância entre eixos (2,60 metros) permite que o ID.Cross ofereça mais espaço para os ocupantes. Na mala tem o o mesmo o contentor oculto no fundo para um total de 475 litros, além da frunk de 22 litros.
Mecanicamente o Volkswagen ID.Cross estará disponível com 2 baterias: uma bateria LFP de 37 kWh uteis compatível com carga até 90 kW associada com um motor de 116 ou 35 cavalos ambas capazes de uma autonomia de 316 quilômetros, e uma bateria de 52 kWh uteis compatível com carga até 105 kW associada com um motor de 211 cavalos capaz de uma autonomia de 436 quilômetros.
Este é o novo Mercedes-AMG CLA 45+ 4Matic, agora sem o 4 cilindros turbo mais furioso do mundo - seja em sedan ou Shooting Brake esta versão recebe uma motorização elétrica derivada do recente AMG GT que debita mais 250 cavalos que a motorização anterior - 680 cavalos e 1.759 Nm de binário.
Exteriormente mantem o visual sóbrio da versão normal, mas facilmente identificável pela nova grelha Panamericana de 6 barras verticais iluminadas, superfícies aerodinâmicas ativas seja para refrigeração ou melhorar a aerodinâmica. Recebe novos para-choques à frente e atrás, e de série não inclui a barra luminosa a unir os farois, sendo o espaço libertado usado para mais entradas de ar. Mas pode adicionar a barra via o pacote opcional Night Package.
Lateralmente dá para ver que as vias foram alargadas em 22 milímetros para receber as jantes de 19 polegadas (20 polegadas disponiveis em opção).
Atrás as coisas são mais..."expressivas". Temos um difusor aerodinâmico maior, e um aileron ativo que fica oculto em alguns dos modos de condução (eco, confort ou sport) ou abaixo dos 145 km/h. Na versão sedan o aileron encaixa na mala enquanto na Shooting Brake ele prolonga a linha do tejadilho.
No interior mantem o conjunto de instrumentos digital de 10,25 polegadas, tablier de 3 ecrãs (o do passageiro é opcional) e tecnologia do CLA "normal", mas é mais sombrio e sério. Recebe dois tipos de assentos desportivos (standart ou AMG) e passa de 5 para 4 passageiros.
O volante é específico com manetes atrás para simular as mudanças da caixa de velocidade Speedshift de 7 velocidades do anterior AMG e 2 controladores - um para selecionar um dos 6 modos de condução e outro para o condutor memorizar atalhos a funções preferidas. O sistema multimédia MBUX foi atualizado com um novo menu AMG Performance com novas funções como verificar as temperaturas e pressões dos pneus, forças G e muito mais.
Mecanicamente falando este Mercedes-AMG CLA 45 4Matic+ incorpora um motorização completamente diferente do CLA elétrico "normal". Tem 3 motores elétricos de fluxo radial mais potentes e mais pequenos tirados do AMG GT debitando 680 cavalos - para referencia a anterior geração com o 4 cilindros turbo debitava apenas 421 cavalos. Os motores traseiros debitam a totalidade dos 680 cavalos mas se necessário o motor elétrico dianteiro adiciona mais 360 cavalos. O binário total é de 1.759 Nm.
Toda esta potência é alimentada por a bateria de 94 kWh do GLC elétrico num sistema elétrico de 800 volts compatível com carga rápida até 330 kW que permite adicionar 280 quilômetros de autonomia em 10 minutos. A Mercedes anuncia uma autonomia WLTP de 670 quilómetros para o sedan e 640 quilómetros para a Shooting Brake.
O sistema é capaz de distribuir o binários entre eixos e rodas individuais, sendo possível bloquear 100% da tração para trás para os obrigatórios drifts. Para assegurar que consegue parar quando necessário recebe discos de travagem ventilados maiores (396 milímetros à frente e 350 milímetros atrás), e amortecedores ativos com 3 regulações: Confort, Sport e AMG Force S+.
Tudo somado e este CLA 45 4Matic+ é capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 2,7 segundos e atingir uma velocidade máxima de 250 km/h (ou 270 km/h se for para o pack AMG Dynamic Plus).
E no dia anunciado a Dacia apresentou o novo Dacia Striker, uma carrinha crossover de segmento C tipo Audi Allroad que estreia um novo visual da marca romena e estará em breve à venda na Europa. Infelizmente a Dacia ainda não publicou todos os dados ou imagens do interior - teremos que esperar por Junho para saber tudo.
Como disse é uma carrinha com suspensão levantada com 4,62 metros de comprimento, mais 5 centímetros que o Bigster tornando-o no maior modelo da marca. Se olharem para a atual gama Dacia partilha muitos componentes entre cada par de modelos: o Sandero e Jogger partilham muito, tal como o Duster/Bigster. Este Striker não partilha nada com os modelos acima mencionados - tirando o logotipo.
À frente temos farois angulares com luzes diurnas LED que descem pelo para-choques que me lembram os Kias e a traseira arrisco ser bastante Skoda.
Para completar o visual crossover recebe ainda jantes de liga leve de maior diâmetro, proteções de carroçaria de plástico, aplicações em preto brilhante nas portas dianteiras e superfícies onduladas para um visual mais elegante.
Infelizmente a Dacia não publicou imagens do interior, mas deverá usar uma versão melhorada do tablier dos Duster e Bigster, e espaço para 5 passageiros. Em linha com o exterior, o interior deverá ser mais refinado que os primos.
No interior podemos ver que a Dacia não se ficou por enfiar o tablier do Bigster. No topo do novo tablier temos o ecrã tactil de 10,1 polegadas do Bigster, mas o conjunto de instrumentos digital de 7 polegadas atrás do volante é novo com gráficos 3D semelhantes aos antigos da Peugeot.
Entre os assentos dianteiros recebe uma nova consola central modular que parece muito prática. Já os assentos traseiros não parecem muito confortáveis
O tejadilho de vidro, apenas disponível nas versões mais equipadas, permite mais iluminação no interior que apesar do jogo dos tecidos/materiais entre tablier e portas o interior do Striker parece um pouco sombrio e fechado.
A mala tem uma capacidade de 600 litros no caso da versão de tração dianteira, já a versão 4x4 tem no máximo 580 litros sem o fundo duplo devido à presença do motor elétrico no eixo traseiro.
Mecanicamente falando o Striker usa a plataforma do Bigster adoptando os mesmos motores - A Dacia apenas confirmou que estará disponível em hibrido (provavelmente o Hybrid 155), hibrido 4x4 (provavelmente o Hybrid-G 150 4x4) e GPL (provavelmente o ECO-G 120).
Debaixo do capot poderá escolher entre 3 motorizações já conhecidas. Com tração dianteira o hibrido ligeiro "Mild-hybrid-G 140" com 140 cavalos disponível com caixa manual ou automática com a possibilidade de funcionar a GPL, e o hibrido (full-hybrid) "Hybrid 155" com 155 cavalos. Com tração integral o micro-hibrido "Hybrid 150 4x4" de 150 cavalos.
Fica a questão de se será uma boa ideia ter 2 modelos tão próximos - Bigster e Striker? A marca romena quer subir ao segmento C e tentou separar visualmente os dois modelos, concebendo este Striker como mais elegante e menos rustico. Mas será suficiente para convencer mais compradores à marca sem roubar vendas ao Bigster?
Para terminar fica a nota que esta não será a ultima novidade da Dacia - no futuro próximo podemos contar com um novo Sandero e um novo Spring baseado no novo Renault Twingo. Pelo meio quem sabe decidem o que fazer do concept Hipster.
Estas sãs as primeiras imagens do Fiat Grizzly e Grizzly Fastback, baseados na plataforma do Grande Panda mas maiores e mais internacionais com a apresentação ao público marcada para o salão automóvel de Paris.
Enquanto o Grande Panda é uma viatura do segmento B, os Fiat Grizzly vão ser do segmento C e apontam principalmente aos mercados emergentes como o médio oriente e a América latina, onde o Grizzly Fastback irá substituir o Fiat Fastback e ir atrás do Dacia Logan.
Já o Fiat Grizzly é basicamente a versão italiana dos Citroën C3 Aircross e Opel Frontera diferenciada pela assinatura luminosa, para-lamas e para-choques específicos. Infelizmente não há mais detalhes ou imagens - teremos que esperar para mais informações.
Curiosamente, uma dos mercados emergentes onde os Grizzly e Grizzly Fastback vão ser comercializados vão ser os Estados Unidos de Trumpland via a Chrysler.
Atualmente a Chrysler tem apenas um modelo, a monovolume Voyager, mas conforme o plano Fastlane2030 irá receber três novos modelos até 2030 e dois deles vão ser os Grizzly e Grizzly Fastback com um logo da marca americana e talvez uma frente redesenhada. Segundo a Auto News o Grizzly Fastback será rebatizado Chrysler Arrow e Grizzly será o Chrysler Arrow Cross.