Tirando uma página do manual da Airbus a Volkswagen prepara uma melhoria substancial do ID.3 - lançado no final de 2019 e atualizado em 2023 o ID.3 Neo chegará a meio de abril com um design mais maduro, novo software, novas funções e tecnologias. Esta atualização chega pouco da apresentação dos novos ID.Polo e ID.Cross e deverá ser a ultima atualização até ser substituído por um ID.Golf. Também vem aí um ID.Tiguan para substituir o ID.4 mas já estou a falar demais. Para já temos apenas alguns teasers e detalhes técnicos do Volkswagen ID.3 Neo.
À frente os farois foram redesenhados melhor integrados na frente. Recebe uma nova grelha mais baixa com uma barra LED no fundo a ligar às luzes diurnas e novo para-choques. É uma versão mais recente e menos futurista do design ID clássico. Atrás perde o contraste em preto, agora é na cor da carroçaria, e novo interior dos farois.
No interior receberá o novo sistema multimédia “Innovision” mais fluido e próximo da lógica/organização de um smartphone, inclui novas aplicações conectadas (streaming de áudio e vídeo, estacionamento, recarregamento da bateria, jogos, etc) e opcionalmente pode ter um chave digital transformando o seu smartphone numa chave mãos-livres. Tudo isto graças à eletrônica mais recente dos ID.4, ID.5 e ID.7 que adiciona ainda modo de condução “One Pedal”, Travel Assist melhorada capaz de ler os semáforos (distinguir entre amarelo e vermelho) adaptando a velocidade, e melhor gestão de filas de trânsito. Mas a melhor e mais importante evolução é que o ID.3 vai abandonar as superfícies tácteis substituídas por botões físicos!
Mecanicamente falando está apenas confirmado que o ID.3 Neo passa a ser compatível com Vehicle-to-Load (V2L) até 3,6 kW via tomada interna ou adaptador especifico.
Lançado em 2022 o 4º Nissan X-Trail recebe enfim uma atualização visual e tecnológica.
Exteriormente recebe uma nova grelha dianteira mais larga com o perfil em V que incorpora os projetores e novo para-choques. Atrás recebe um novo para-choques e novo interior/textura dos farois.
A versão N-Trek recebe 3 elementos cromados na grelha dianteira logo abaixo do capot, duas aplicações em vermelho magma no fundo do para-choques dianteiro e uma aplicação em vermelho nas jantes. No interior recebe um tecido impermeável.
No interior o novo Nissan X-Trail recebe novos materiais incluindo couro preto ou cognac (de série no Tekna), TEP (de série no N-Connecta), e acabamentos em madeira na consola central.
A partir da versão N-Connecta o volante e assentos dianteiros e traseiros são aquecidos, climatização tri-zona, sistema multimédia com um ecrã táctil de 12,3 polegadas e assento traseiro 40/20/40 deslizante em calhas. A versão Tekna adiciona sistema audio BOSE com 10 colunas e para-brisas aquecido.
Ao nível das tecnologias o novo X-Trail recebe a mais recente versão do sistema multimédia NissanConnect de base Google que inclui o Assistant Google e câmara/visão panorâmica 3D com função de "capot transparente" (ver o que está à frente tapado pelo capot), visão em cruzamentos em T e detecção de objetos em movimento.
Debaixo do capot nada de novo - mantem a motorização hibrida e-Power com tração dianteira (204 cavalos e 330 Nm de binário) ou integral e-4ORCE (213 cavalos e 330 Nm de binário em 2WD e 525 Nm em 4WD cortesia do motor elétrico no eixo traseiro).
E no dia anunciado a Dacia apresentou o novo Dacia Striker, uma carrinha crossover de segmento C tipo Audi Allroad que estreia um novo visual da marca romena e estará em breve à venda na Europa. Infelizmente a Dacia ainda não publicou todos os dados ou imagens do interior - teremos que esperar por Junho para saber tudo.
Como disse é uma carrinha com suspensão levantada com 4,62 metros de comprimento, mais 5 centímetros que o Bigster tornando-o no maior modelo da marca. Se olharem para a atual gama Dacia partilha muitos componentes entre cada par de modelos: o Sandero e Jogger partilham muito, tal como o Duster/Bigster. Este Striker não partilha nada com os modelos acima mencionados - tirando o logotipo.
À frente temos farois angulares com luzes diurnas LED que descem pelo para-choques que me lembram os Kias e a traseira arrisco ser bastante Skoda.
Para completar o visual crossover recebe ainda jantes de liga leve de maior diâmetro, proteções de carroçaria de plástico, aplicações em preto brilhante nas portas dianteiras e superfícies onduladas para um visual mais elegante.
Infelizmente a Dacia não publicou imagens do interior, mas deverá usar uma versão melhorada do tablier dos Duster e Bigster, e espaço para 5 passageiros. Em linha com o exterior, o interior deverá ser mais refinado que os primos.
Mecanicamente falando o Striker usa a plataforma do Bigster adoptando os mesmos motores - A Dacia apenas confirmou que estará disponível em hibrido (provavelmente o Hybrid 155), hibrido 4x4 (provavelmente o Hybrid-G 150 4x4) e GPL (provavelmente o ECO-G 120).
Fica a questão de se será uma boa ideia ter 2 modelos tão próximos - Bigster e Striker? A marca romena quer subir ao segmento C e tentou separar visualmente os dois modelos, concebendo este Striker como mais elegante e menos rustico. Mas será suficiente para convencer mais compradores à marca sem roubar vendas ao Bigster?
Para terminar fica a nota que esta não será a ultima novidade da Dacia - no futuro próximo podemos contar com um novo Sandero e um novo Spring baseado no novo Renault Twingo. Pelo meio quem sabe decidem o que fazer do concept Hipster.
Um modelo 100% novo e não é um SUV?! E é uma monovolume?! Enquanto mando alguém ver se o inferno congelou falemos da nova Mercedes VLE que vem substituir a EQV lançada em 2019. Este é a 1ª variante da nova Classe V que conta com um sistema elétrico de 800 volts, autonomia até 700 quilômetros, carga rápida até 300 kW e as mais belas jantes que já vi numa carrinha.
Antes de mais é preciso falar da designação - o "E" em "VLE" não significa elétrico mas é uma referencia ao Classe E em colocação na gamam. Sim, vamos ter uma VLE com motorização hibrida e mais adiante teremos a VLS que alinhará com o Classe S. Será que vamos ter uma Maybach VLS?
Exteriormente é uma versão (ligeiramente) suavizada do concept Mercedes Vision V, mas mantendo aquela enorme grelha dianteira com o contorno iluminado, flancos trabalhados, o tejadilho a descer para a traseira aerodinâmica em que o vidro abre independentemente da tampa da mala. Adoro o pormenor como na traseira os farois LED incorporam o terceiro STOP e envolvem toda a traseira.
Falando em vidros, aqueles enormes vidros laterais descem completamente para dentro das portas - não há vidros de abertura a compasso como nas "carrinhas comuns". Pode escolher entre vários padrões na relha dianteira e jantes até 22 polegadas.
Estará disponível com 2 comprimentos (5,30 e 5,49 metros) e 2 distancias entre eixos (3,34 e 3,52 metros), 1,99 metros de largura e 1,94 metros de altura. Mas para compensar o tamanho terá direção no eixo traseiro permitindo um diâmetro de brecagem de 10,90 metros - basicamente o mesmo que novo CLA que só mede 4,72 metros de comprimento. Se isso não o convence o assistente de estacionamento é de série.
No interior o tablier da nova VLE pode receber até 3 ecrãs - um conjunto de instrumentos digital de 10,25 polegadas para o condutor, um ecrã táctil central de 14 polegadas e outro igual para o passageiro todos a correr a mais recente versão do sistema MBUX. Isto se for para as versões mais caras claro.
O condutor recebe ainda um headup display de 23,1 polegadas e os passageiros traseiros em ecrã retrátil de 23,1 polegadas no formato 32:9 resolução 8K e um sistema áudio de 22 colunas para que os 6,8 ou 9 passageiros possam ver um filme durante a viagem.
As portas deslizantes elétricas de série, com 3 fileiras de assentos a VLE ainda consegue uma bagageira de 795 litros que passa para 4.078 litros se retirar os assentos traseiros.
Esta Mercedes VLE é baseada na plataforma VAN.EA, que também servira de base às versões como motores a combustão - apesar de designações diferentes (VAN.EA para elétrica e VAN.CE para combustão) partilham mais de 70% de componentes, logo basicamente idênticas. Estas plataformas também vão ser usadas nas próximas Vito e Sprinter previstas para 2027. A Classe V actual continuará a ser comercializada até a VLE hibrida chegar ao mercado.
Nesta versão elétrica da Mercedes VLE a plataforma VAN.EA inclui um sistema elétrico de 800 volts compatível com carregamento rápido até 300 kW (e postos de 400 volts) e uma bateria NMC de 115 kW capaz de uma autonomia WLTP de 700 quilômetros. A gama começa com a VLE 300 que debita 272 cavalos no eixo dianteiro e a Mercedes VLE 400 4Matic a debitar 415 cavalos nas 4 rodas. Em 2027 chegará a VLE250 com uma bateria de 80 kWh e as motorizações hibridas a combustão.
A suspensão pneumática ativa é opcional, permitindo variar a distancia ao solo em 40 milímetros e adaptar-se ao tipo de estrada graças ao Google Maps para maximizar autonomia. A direção no eixo traseiro é de série para compensar o tamanho.
Depois do "Renaulution" de Luca de Meo o novo CEO do grupo Renault François Provost apresentou o seu plano para o futuro que batizou de FutuREady - um plano ambicioso...excepto para a Alpine. Este plano prevê 36 lançamentos em 5 anos, 22 na Europa (16 deles são elétricos) e 14 para mercados internacionais, elétricos mais baratos e tempos de desenvolvimento mais curtos. Infelizmente também inclui o cancelar da participação Dacia no Dakar e da Alpine no WEC. Podem ver o vídeo abaixo ou ler o nosso resumo.
Dacia
Com o apertar dos limites de emissões de CO2 e multas associadas a marca vai apostar na eletrificação. A Dacia quer atingir dois terços das vendas eletrificadas até 2030 - para atingir esse objetivo contam com o novo Striker de segmento C, o "próximo Spring" baseado no novo Twingo que deverá chamar-se Evader e um Sandero elétrico.
Alpine
O grupo Renault confirmou que vamos ter um novo A110 baseado numa plataforma específica denominada APP (Alpine Performance Platform) capaz de receber motorizações elétricas (com um sistema elétrico de 800 volts e 2 motores no eixo traseiro) e de combustão. Além do coupé de 2 lugares o próximo A110 estará disponível como descapotável e 2+2 lugares. A Alpine ira também apostar na personalização e exclusividade para atrair novos clientes.
Renault
A Renault irá apresentar 12 modelos na Europa e 14 nos mercados internacionais. Ainda muito limitada à Europa a Renault planeia ter até 2030 pelo menos 50% das usas vendas fora da Europa e o primeiro modelo nesse objetivo será o SUV Bridger para a Índia e arredores.
A Europa ainda deverá representar metade dos 2 milhões de vendas anuais da Renault previstas para 2030 com 100% dos veículos sendo eletrificados. Sim, os modelos híbridos continuarão disponíveis na Europa na próxima década, incluindo novas versões full hybrid E-Tech com menos de 150 cavalos.
Novas plataformas
Além da nova plataforma RGEV Medium 2.0 que será utilizada nos 100% elétricos do segmento C (ou seja os próximos Mégane ou Scénic E-Tech) com um sistema elétrico de 800 volts compatível com mecânicas elétricas e elétricas com extensor de autonomia, a Renault apresentou um novo motor elétrico de 3ª geração sem materiais raros. Este consegue um melhor rendimento, consumos mais baixos e potências até 275 cavalos.
Mas os modelos dos segmentos A e B vão continuar a usar um sistema elétrico de 400 volts e uma concepção mais clássica. Eis um resumo das plataformas em uso pelo grupo:
-Plataformas automóveis de passageiros elétricos:
RGEV Small (EV) - segmento A e B
RGEV Medium 1.0 EV (EV) - atual segmento C
RGEV Medium 2.0 EV (EV) - próximos segmentos C e D
-Plataformas elétricas comerciais:
RGEV Medium Van (EV) - carrinhas comerciais ligeiras segmento C
-Plataformas modulares multi-energia:
RGMP Small - segmento B e C
RGMP Medium - segmento C e D
RGMP Pick-Up - pickups
-Plataforma multi-energia acessível/económica
RGEP - modelos acessíveis/Dacia
-Partner Based Platform
RGEA - variante da plataforma GEA da Geely para modelos internacionais
-Performance Platform
APP - próximo A110
Automóveis definidos por software
Esta nova plataforma e motor foram desenvolvidos no conceito de "automóveis definidos por software" que permitira atualizações regulares via internet, tempos de desenvolvimento mais curtos e uma redução de custos de produção de 40% relativamente aos atuais.
Melhorara fidelização de clientes
A Renault procura também melhorar a experiência do cliente para nos próximos 10 anos conseguir uma taxa de retenção de 80% - ou seja, alguém compra um Renault e quando o vender volta para comprar outro.
Esperemos que a prevista redução de custos de produção em 20% e ciclos de produção mais curtos não estraguem esse objetivo - fiabilidade é um fator critico para fidelizar um cliente e cortar nos custos e tempos de desenvolvimento soa contraproducente.
A Renault apresentou a sua nova plataforma que irá ser usada nos seus próximos automóveis elétricos/eletrificados - a RGEV Medium 2.0. O concept Renault R-Space Lab já usa esta plataforma, mas a Renault não deu muitas informações uteis.
Esta nova plataforma poderá ser usada em modelos de diferentes dimensões, desde o pequeno Captur à grande Espace, será usada nos modelos europeus incorporando um sistema elétrico de 800 volts e permitirá a inclusão de um motor de combustão como range extender capaz de 1.414 quilômetros. Para já foi confirmado duas variantes elétricas: uma single motor com autonomia até 750 quilômetros e outra dual motor AWD capaz de rebocar até 2 toneladas.
Além do novo Dacia Striker e do concept Renault Bridger a Renault apresentou um outro protótipo chamado Renaut R-Space Lab. A Renault classifica-o como um laboratório de ideias e inovações, mas acredito que iremos encontrar estas linhas e tecnologias em futuros modelos como o próximo Megane. Não há almoços grátis nesta economia!
Eu falei num futuro Megane (provavelmente o próximo Mégane E-Tech) porque desde a chegada do 5 o atual diminuto Mégane E-Tech não faz grande sentido sendo mais pequeno (4,21 metros) que o atual Captur. Este R-Space Lab mede 4,50 metros (menos 0,2 metros que a atual Espace) que o coloca no campo do Megane.
E depois temos o nome R-Space. Este nome já tinha sido usado num concept de 2011 que anunciou a 4ª Scénic de 2016.
E este concept R-Space Lab de 2026 recupera o perfil de monovolume com o para-brisas avançado que parece ser esticado pelo tejadilho até ao fundo do vidro traseiro com um zest de coupe tipo Citroën DS5 com os vidros sem enquadramento. Gostei do pormenor que ao contrário de muitos protótipos que recorrem a portas de abertura oposta este R-Space Lab usa portas clássicas mas com abertura de quase 90 graus!
No interior temos uma faixa digital curva a todo o comprimento do tablier que já tinha sido vista no concept Renault Scénic Vision de 2022 e colocada em prática no novo BMW iX3.
A direção é steer-by-wire, sem coluna de direção a ligar o volante às rodas dianteiras, colocando à frente do condutor um volante meio retangular Peugeot hypersquare meio yoke (manche) da Tesla. Basicamente a versão Renault da One Motion Grip da Lexus/Toyota.
Gostei do pormenor do grande botão de volume cromado para o sistema multimédia, do arrumo de grandes dimensões entre os bancos dianteiros e acima de tudo o regresso aos assentos traseiros individuais que a Renault abandonou a partir da Scenic 4. A minha esposa gostava da Scenic 4 mas quando soube que os assentos traseiros eram na realidade um clássico 1/3 + 2/3 ela nem quis ensaiar uma.
Mecanicamente falando este concept usa a nova plataforma RGEV medium 2.0 (abandonaram o Ampère) com um sistema elétrico de 800 volts e que permite (segundo a Renault) carga rápida e maior eficiência. Esta plataforma também permite motorizações elétricas com range extender algo já testado pela parceira Nissan.
A Renault apresentou um concept que anuncia um novo modelo para a Índia em 2027 - este é o concept Renault Bridger, que nos recorda os tradicionais 4x4 quadradões como Suzuki Jimny...que infelizmente já não podemos ter na Europa. Infelizmente a marca francesa não deu muitos detalhes sobre este concept.
Temos superfícies limpas, planas com ângulos, a frente é dominada por um painel preto que engloba a grelha dianteira, farois dianteiros e logotipo iluminado, para-lamas alargados, traseira vertical com o pneu montado no exterior para libertar espaço interior.
Mecanicamente temos a nova plataforma da Renault que permite motorizações de combustão, hibridas e 100% elétricas.
Este é o primeiro de 12 novos modelos que a Renault pretende lançar por todo o mundo até 2030. Este Bridger deverá ser apenas para mercados internacionais como a Índia que baixou as barreiras comerciais a marcas estrangeiras.