Carga ultrarrápida afeta bateria...mais ou menos

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Com tempo têm sido publicados mais estudos sobre a durabilidade das baterias usadas em automóveis elétricos e este mais recente da Geotab sobre se o uso de cargas rápidas degrada prematuramente as baterias de tração tem um twist: segundo este estudo o uso regular da carga ultrarrápida (igual ou superior a 100 kW) duplica a velocidade da degradação da bateria.

Dito isto parece mau, mas há contexto: a perda de capacidade passa de 1,5% para 3%. Sim duplica...mas continua a ser um valor muito baixo. Isto significa que usando regularmente a carga ultrarrápida após 8 anos a bateria do automóvel ainda terá quase 79% da capacidade inicial. Mesmo assim não abuse deste tipo de cargas.

Para este estudo a Geotab avaliou 21 modelos diferentes num total de 22.700 automóveis e uma coisa é clara - as baterias modernas têm-se aguentado melhor que o esperado: em 2024 a taxa média de degradação observada era de 1,8% por ano passando para 2,3% por ano em 2025. Este aumento não se deve a problemas de qualidade da bateria, mas a uma mudança na utilização com cada vez mais uso do carregamento rápido de corrente contínua (DC). A perda de capacidade é gradual e natural, com a taxa de degradação a depender muito das condições de uso. Mas observou uma constante: os veículos que recorrem massivamente ao carregamento DC a cima dos 100 kW vêm a capacidade das baterias cair mais depressa.

Veículos que utilizam carregamento rápido (acima dos 100 kW) em menos de 12% das cargas totais apresentam uma degradação média anual de 1,5%. Acima de 12% das cargas em DC rápida a degradação sobe para quase 2,5% ao ano. Nos casos mais extremos a perda pode chegar a 3,0% por ano, quase o dobro da de um veículo carregado principalmente em corrente alternada (AC) ou contínua (DC) de baixa potência.

Porque este salto nos 100 kW? A partir deste valor a recarga é eletroquimicamente mais agressiva favorecendo o "lithium plating" que reduz a capacidade útil da bateria. Este fenômeno afeta ambas as baterias LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) e NMC (Níquel, Manganês e Cobalto), mas as LFP resistem melhor a este stress.


Outras conclusões e fatores
- Temperatura: a potência não é o único parâmetro decisivo, a temperatura também afeta a longevidade. Em zonas onde a temperatura média ultrapassa os 25°C a degradação da bateria aumenta cerca de 0,4% ao ano relativamente a zonas de clima temperado. Por outro lado, carregamento rápido em temperaturas abaixo de zero pode causar danos estruturais permanentes sendo critico o uso de sistemas de pré-condicionamento térmico.

- Tipo de veiculo: o tipo de veículo também é importante. Os veículos comerciais ligeiros, carrinhas e veículos multiuso que são submetidos a ciclos intensivos e recargas maiores apresentam uma degradação média anual de 2,7%. Os automóveis particulares ligeiros apresentam um valor aproximadamente de 2%.

- Frequência de uso: os veículos usados mais frequentemente apresentam uma taxa de degradação aproximadamente 0,8% mais rápida que os menos frequentemente utilizados. A diferença é mínima.

- Quebra um mito: carregar a bateria ocasionalmente até 100% não causa problemas. Utilizar uma ampla faixa de carregamento não tem um impacto significativo, a menos que o veículo permaneça por longos períodos com carga abaixo de 20% ou acima dos 80%. É a repetição dos extremos que acelera o envelhecimento.


Em conclusão e resumindo, segundo este estudo após 8 anos uma bateria mantém em média 81,6% da capacidade inicial, 78% para os que mais usam as carga ultrrapidas. Acima dos 70% a 75% SOH das garantias dos construtores.

Badge engineering - atualização

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Infelizmente o artigo "Badge engineering" está tão comprido que esmaga os posts anteriores - daí que a partir de agora atualizo o artigo mas não o puxo para a frente, basta clicar no link para o artigo completo dedicado aos múltiplos casos em que uma marca trocam apenas o logo e o nome num produto pré-existente de outra marca. Desta vez acrescentei o primeiro SEAT Ibiza.

Novo Audi RS5 apresentado

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A Audi acabou de apresentar o seu novo RS5 que vem substituir os anteriores RS 4 e RS 5 mas sem variante coupé. E a Audi Sport definitivamente atirou com tudo o que tinha à mão e ais ainda - ainda mais potência cortesia da sua primeira motorização desportiva hibrida plug-in acima de 600 cavalos e um visual a condizer! Continua disponível em liftback e carrinha Avant para as famílias eternamente atrasadas.


Exteriormente recorda-me daquela música dos Roxette - "She's got the look". É agressivo e bruto, e provavelmente o ultimo Audi assimtendo em conta o que o Concept C anuncia para o futuro design da marca. Relativamente ao modelo base tirando o tejadilho, mala e capot quase todos os outros painéis exteriores são diferentes - modificados ou específicos para o RS.


À frente temos uma grelha maior ladeada com entradas de ar, luzes diurnas recebem padrão em bandeiras de xadrez que podem ser complementadas por elementos com em fibra de carbono, para-lamas foram alargados e as vias dianteiras e traseiras alardas em 40 milímetros para receber as jantes de 20 ou 21 polegadas. Relativamente ao A5 "normal" é 4,5 centímetros mais largo de cada lado para um total de 1,95 metros sem os retrovisores.



Atrás recebe um aileron de 2 peças, um difusor traseiro inspirado no Porsche 911 type 992 e 2 grandes saídas de escape ovais capazes de cuspir os gatos engolidos pela grelha! 

O interior mantem bastante do A5 "normal" com a possibilidade de ter 3 ecrãs no tablier, mas recebe assentos desportivos ventilados e massagem, acabamentos em fibra de carbono e microfibra Dinamica por todo o interior e o volante recebe comandos rotativos para "boost" e seleção do modo de condução incluindo dois modos de condução específicos para aproveitar o diferencial RS Torque Control: "RS Sport" para maximizar a aderência e "RS Torque Rear" quando lhe apetecer divertir-se um pouco e deixar a traseira sair um pouco. Ambos modos mantêm a bateria constantemente a 90% para assegurar potência máxima está sempre disponível.

Os assentos traseiros parecem ser práticos para adultos mas a mala é de apenas 361 litros devido à bateria de 25,9 kWh (22 kWh uteis) no fundo.

Debaixo do capot temos o V6 biturbo de 2.9 litros do anterior RS 4 passa a de 450 para 510 cavalos graças à nova geometria de turbos, novos intercoolers, novo ciclo de combustão e mais - segundo a Audi 60% do motor foi modificado. É ajudado por um motor elétrico de 177 cavalos alimentado pela acima mencionada bateria de 22 kWh que permite uma autonomia elétrica de 80 quilómetros. Tudo somado e temos 639 cavalos e 825 Nm de binário (mais que o V10 no ultimo Audi R8) debitados nas 4 rodas via uma caixa automática de 8 velocidades e sistema quattro com um diferencial central Torsen capaz de distribuir a potência entre o eixo dianteiro e traseiro conforme as necessidades (varia entre 70/30 a 15/85 frente/trás).

Infelizmente o sistema hibrido plug-in levou a um aumento de peso - 2.355 kg no sedan/liftback e 2.370 kg em carrinha (quase mais 500kg que o RS4 B9). Para lidar com o peso o RS5 recebe um diferencial eletrônico RS Torque Control que inclui um pequeno motor elétrico capaz de debitar até 40 Nm de binário numa fração de segundo (para ser exato 5 milissegundos para o calculador tomar a decisão e 15 milissegundos para aplicar). Parece pouco mas graças à desmultiplicação cada roda pode receber até 2 000 Nm, que permite torque vectoring e melhor tração, estabilidade de travagem e aceleração quase instantânea.
 
Recebe uma suspensão pilotada com amortecedores de câmara dupla, o chassis é 10% mais rígido e suspensões revistas com nova geometria: novos braços de suspensões e silentblocs à frente e uma suspensão traseira especifica para receber o diferencial.

Tudo isto sonado e o novo Audi RS 5 é capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 3,6 segundos e atingir 285 km/h...opcionalmente. Para travar o RS 5 recebe discos de travão de aço de 420 mm à frente e 400 mm atrás. Opcionalmente os discos podem ser de carbo-ceramica de 440 mm à frente e 410 mm atrás que são 30 kg mais leves.

Tesla perde recurso

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Escrevi recentemente sobre como a Tesla foi considerada parcialmente responsável e condenada a pagar 210 milhões de euros por um acidente devido ao seu sistema Autopilot não funcionar conforme anunciado. Como seria de esperar os advogados da Tesla recorreram da decisão para o tribunal federal...e perderam

Volto a recordar que os advogados das vitimas propôs um acordo de 60 milhões para encerrar o caso e os advogados da Tesla recusaram. Agora parece que vão ter que pagar muito mais e criam um sério precedente que certamente irá resultar em muitos mais processos legais semelhantes: é o primeiro veredito de um juiz federal relativamente a um acidente fatal envolvendo o Autopilot.

Tesla corta preços na Cybertruck

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Depois dos modelos Standard mais baratos dos Model 3 e Y, e descontinuar dos Model S e X, a Tesla reduz os preços na Cybertruck.
O modelo de topo Cyberbeast desce de 114.990 para 99.990 dólares e a versão dual-motor desce para 59.990 dólares...porque retiraram o "Luxe Package" que incluía o Supervised Full Self-Driving e carregamentos grátis na rede Supercharger.

Ford Kuga agora com Blue Cruise

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O Ford Kuga recebeu algumas novas tecnologias, incluindo o Blue Cruise que ajuda na condução semiautônoma na autoestrada.
O Blue Cruise, agora na versão 1.5, é um sistema de condução autônoma que nas "blue zones" (vias rápidas) que inclui controlo ativo das distancias, manutenção de faixa, gestão de tráfego e até mudança de faixa automática. Tudo com controlo ativo do estado do condutor. Está disponível em todas as motorizações com caixa automática como no "Driver assistance pack", opcional nos Titanium e ST-Line mas de série nos ST-Line X e Active X.

A atualização inclui ainda um novo sistema multimédia e novo sistema audio BeO.

Ferrari Luce - vídeos

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A Ferrari ira em breve apresentar o seu primeiro modelo 10% elétrico e esta a publicar uma webseries de vídeos sobre a criação deste novo modelo. Atualizarei este post sempre que um novo episodio for publicado.

Episódio 1: de conceito à realidade
Neste 1º episódio John Elkann (Ferrari Chairman) aborda a visão que iniciou este projeto, Benedetto Vigna (Ferrari CEO) explica os desafios da eletrificação e Gianmaria Fulgenzi (Chief Product Development Officer) fala de como a sua equipa transformou a ideia num novo capitulo da marca.

[update]"Automóveis com longas vidas"

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O artigo "Automóveis com longas vidas" dedicado aqueles automóveis que tiveram (com mínimas alterações) uma carreira extremamente longa (alguns ainda em produção algures no mundo) está um pouco comprido e esmaga os posts anteriores - daí que a partir de agora atualizo o artigo mas não o puxo para a frente, basta seguir o link para o artigo completo. Desta vez, acrescentamos o primeiro Seat Toledo .

Polestar atualiza gama

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A Polestar anunciou que até 2028 ira apresentar e comercializar 4 novos modelos: o Polestar 5, uma nova variante do Polestar 4, um novo Polestar 2 e o Polestar 7. Ao mesmo tempo aumentar a rede de vendas/assistência em 30% e aumentar substancialmente o volume de vendas.

Relativamente à gama atual o "Grand Tourer" Polestar 5 começa a chegar aos seus proprietários no verão e uma nova variante carrinha crossover do Polestar 4 deverá ser apresentado e comercializado no 4º trimestre deste ano.

Relativamente ao futuro o próximo Polestar 2, que continuará a ser um sedan, deve ser apresentado no início de 2027 com entregas ainda na primeira metade de 2027. Em 2028 vamos ter o Polestar 7, um SUV compacto que será produzido na Europa. Infelizmente o roadster Polestar 6 parece fazer companhia ao Tesla Roadster2 e continua sem data para lançamento.

China: mesmo com ajudas condutor é único responsável

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A China parece estar a reagir mais depressa ao crescimento dos sistemas de ajuda à condução que o resto do mundo com regulamentação mais clara e rigorosa. O Supremo Tribunal Popular acaba de estabelecer um princípio claro: ativar um qualquer sistema de ajuda à condução não transfere a responsabilidade para o veículo. Algo que eu tenho levantado a voz repetidamente - cada vez mais as pessoas acham que o carro é que conduz, não elas. E sendo um dos maiores mercados automóveis do mundo, legislação na China pode influenciar as decisões dos construtores - para quê gastar tempo e dinheiro a desenvolver algo que não poderá ser vendido num dos maiores mercados?

A China tem anunciado medida para proibir ou limitar certas tecnologias em automóveis com historiais de serem problemáticas: proibiram as pegas das portas elétricas ocultas, obrigatoriedade de botões físicos e mais recentemente a proibição dos volantes tipo manche de avião/yoke

Agora o Supremo Tribunal Popular da China publicou novas diretrizes de segurança rodoviária relativas ao uso de sistemas de assistência à condução. O principal é que mesmo quando as funções de assistência à condução estão ativas (seja a direção, aceleração ou travagem) o condutor continua a ser o responsável legal. Ativar estes sistemas não transforma o automóvel numa entidade legalmente responsável - em caso de acidente o condutor é o responsável. Aborda também o marketing da "condução inteligente" obrigando a incluir a informação que estes sistemas são apenas uma ajuda ao condutor e este continua a ser o responsável. 

Exceto para os sistemas de ajuda à condução de nível 3 em que em determinadas situações e localizações é permitido responsabilizar a viatura e seu construtor em caso de acidente.

China "proíbe" volantes tipo manche/yoke

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Depois das pegas de portas ocultas/integradas a China aponta proibir a partir de Janeiro 2027 os volantes tipo yoke/manche de avião. Para ser exato eles não proíbem diretamente este formato de volante, mas criam pré requisitos de segurança que este tipo de volante não consegue cumprir. Atualmente creio que apenas a Tesla e Lexus têm um volante destes, mas o novo volante retangular que a Peugeot anda a instalar em todos os concepts e planeia instalar no proximo 208 também encaixe neste formato. Se um dos maiores mercados automoveis do mundo proibe algo será que vale a pena o custo de desenvolvimento apenas para vender ao que resta do mercado?

[update]MazdaDiscovers - vídeo

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A Mazda iniciou uma webseries no YouTube chamada "#MazdaDiscovers" em que viajam pela Europa para ver artesões modernos - primeira paragem foi em Lisboa! Como é habitual irei atualizando este post sempre que sair um novo episódio.


Episódio 1 - de Madrid a Lisboa para ver as pranchas de surf em madeira da Yoni surfboards.


Episódio 2 - de Colónia a Roma para conhecer Nonna Nerina e o fabrico tradicional de Pasta.


Episódio 3 - de Londres a Paris para conhecer Nicolas Pinon, um dos artistas europeus mais conhecidos da Kintsugi: a arte japonesa de reparar uma cerâmica quebrada com laca espanada ou misturada com pó de ouro, prata ou platina.


Episódio 4 - de Versailles a Zurich para conhecer Eric Blumde, um famoso chapeleiro/fabricante de chapéus.


Episódio 5 - de Gotemburgo a Copenhaga para conhecer Pernille Snedker Hansen, uma artista de Marbeling - uma técnica de pintura sobre uma superfície molhada.


Episódio 6 - Ben Jaworskyj visita o Japão, Tóquio para ser exato, para visitar a oficina de Hirata onde marido e esposa fabricam facas usando as técnicas tradicionais japonesas para criar laminas sem rival.


Episódio 7 - Joe Allam explora o mundo do Kaiseki, a versão japonesa do "fine dining".


Episódio 8 - Ellis van Jason viaja de Zurique a Berlim para conhecer o mestre fermentador Markus, criando novos produtos pela arte da fermentação.


2ª época

Episódio 1 - neste 1º episódio da 2ª série do Mazda Discovers Denis Barbas conduz até Praga num Mazda CX-60 para conhecer Oliver Braun, um prodígio na arte do gesso e reboco.


Episódio 2 - no 2º episódio do Mazda Discovers o italiano Oliver Astrologo viaja para a aldeia espanhola de Grazalema para conhecer José Luis Bazán e o seu filho Ben. Ambos artesões/escultores de couro que criam verdadeiras obras de arte que já surgiram em publicações como a Vogue.


Episódio 3 - neste 3º episódio Kay Van Huisseling viaja de Amesterdão a Berkshire no Reino Unido para conhecer Richard que fabrica barcos e canoas de madeira de forma manual usando tecnicas clássicas.


Episódio 4 - de Inglaterra e canoas artesanais para a Austria e o fabrico de skis pelos artesões Michael Freymann e Peter Pfeifer.


Episódio 5 - Viajar de Vienna a Frankfurt ao volante do Mazda CX-60 para conhecer o fabricante de relógios alemão Sinn que faz da medição do tempo uma arte.


Episódio 6 - neste episódio James Matthews aventura-se pelos Alpes ao volante do Mazda 2 para conhecer o artista polaco Jan Bajtlik.


Episódio 7 - neste episódio Eric atravessa Marrocos num Mazda CX-60 para conhecer Jamal e a arte dos ladrilhos marroquinos tradicionais na cidade azul de Chefchaouen.



Série 3
Episódio 1 - neste episódio James Matthews viaja ao volante de um Mazda CX-60 à cidade de Veneza para conhecer Leonardo (tinha que ser um Leonardo…) para aprender sobre o fabrico tradicional de globos.


Episódio 2 - neste segundo episódio Erik Hedenfalk leva o Mazda MX-30 R-EV até Albufeira (Portugal) para conhecer a artista têxtil Vanessa Barragão, que cia tapetes e tapecçarias inspiradas na vida aquática.


Episódio 3 - neste episódio James leva o Mazda CX-80 até Diedesheim (Alemanha) para conhecer Jens Ritter, que constroi guitarras elétricas para estrelas e colecionadores. Ele construiu a sua primeira guitarra aos 8 anos usando um pedaço de madeira e uma lata de biscoitos...


Episódio 4 - neste episódio Erik Hedenfalk visita o escultor grego Tom von Kaene em Naxos que ainda segue as palavras de Michelangelo: "Eu vi um anjo no marmore e trabalhei-o até o libertar"


Episódio 5 - Neste episódio viajamos para o estúdio da Mazda Europe em Frankfurt para conhecer o diretor de design Jo Stenuit e o novo Mazda6e.



Série 4
Episódio 1 – no primeiro episódio da 4ª série do Mazda Discovers James conduz o novo Mazda 6e 100% elétrico até Estocolmo para conhecer o mestre do vidro Martin Ehrensvärd.


Episódio 2 - neste episódio Jacob viaja num Mazda CX-80 para Florença para explorar a arte italiana do artesanato de terracotta.


Episódio 3 - neste episódio Luke Jackson Clark viaja num Mazda3 pelo pais usado como inspiração visual para o inferno (aka Islândia) para conhecer Asthildur Magnusdaughtir que tece belas peças da famosa lã islandesa.

Este não conhecia - o Colani 2CV Experimental

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Em 1981 o designer Luigi Colani apresentou a sua ideia de um automóvel supereconômico (1,7 l/100km) de low-cost usando como base o icônico Citroen 2 Cavalos.






Usando a plataforma e motor do Citroen 2 Cavalos Coloni montou uma carroçaria em asa desenvolvida em túnel de vento e instalou pneus Goodyear de baixa resistência. Épico!

[update]Novo Volvo EX60 apresentado

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Substituir um modelo bem sucedido é sempre difícil e é o que a Volvo esta a fazer - em 2025 o XC60 foi o modelo da Volvo mais vendido em todo o mundo (com 2,7 milhões de unidades comercializadas) e estamos a falar de um modelo lançado em 2017 atualizado por 2 vezes. Este é o novo Volvo EX60 que estreia uma nova plataforma e uma autonomia de 800 quilômetros

Este novo Volvo EX60 deve chegar aos concessionários no verão na variante Standart, teremos que esperar mais pela variante Cross Country (em branco abaixo). Mas não irá substituir o atual XC60, será vendido ao lado do atual XC60. Sim, basicamente será a versão elétrica do atual XC60 mas só partilham mesmo o "60" no nome porque tudo o resto é diferente....por agora. Estreia a nova plataforma SP3 definida por software e novo processo de fabrico que servirá de base aos próximos Volvo híbridos plug-in e 100% elétricos. É fundamental que os problemas iniciais do EX30 e EX90 não se repitam!

Exteriormente é claramente um Volvo, à frente parece um EX30 particularmente na grelha dianteira e farois dianteiros com o "martelo de Thor" e traseiros em 2 andares. O design é simples com um perfil mais carrinha que propriamente SUV, um pouco como o EX90, e notem as aletas para a abertura das portas sem rebordo dos vidros. Bastante mais simples que os Ix3 e GLC que são mais agressivos e "olhem para mim".




Em termos de dimensões o EX60 é 10,3 centímetros mais comprido que o XC60 (4,81 metros de comprimentos), mas mantem basicamente a mesma largura (1,90 metros) e altura (1,65 metros). Mas mais importante é a distancia entre eixos: com 2,97 metros entre eixos (mais 10,5 centímetros que o XC60) o espaço para os passageiros traseiros deve crescer substancialmente.

E como seria de esperar vamos ter um Volvo EX60 Cross Country para aventuras eletrizantes...ok, eu paro. Basicamente acrescenta alguns detalhes visuais mais aventureiros (proteções de plástico dos para-lamas, skid plates de alumínio) e melhora ligeiramente as capacidades fora da estrada (apenas disponível com tração integral dual motor, suspensão pneumática de série, distancia ao solo aumentada em 20 milímetros e vias alargadas).


No interior continua bastante...elegante escandinavo com infusão discreta de tecnologia, luxuoso sem ostentação, com materiais de qualidade coordenados harmoniosamente com as restantes cores. É claramente um Volvo, e não são precisas pequenas bandeiras suecas para perceber.



O condutor recebe um conjunto de instrumentos digital de 11,3 polegadas e um volante pequeno de 2 braços para facilitar a usa leitura, e no centro um grande ecrã OLED de 51 polegadas táctil para basicamente tudo porque botões físicos apenas no volante. A mala tem uma capacidade de 523 litros que pode crescer para 1640 litros se rebater os bancos e uma frunk de 58 litros.

Mecanicamente falando há um EX60 para todos os gostos, todos com baterias NMC num sistema elétrico de 800 volts. A gama começa com o P6 de base com um motor elétrico EESM de 374 cavalos no eixo dianteiro alimentado por uma bateria de 80 kWh (uteis) suficiente para uma autonomia WLTP de 620 quilômetros. A versão intermédia P10 conta com dois motores elétricos (ASM à frente e EESM atrás) totalizando um total de 510 cavalos alimentados por uma bateria de 91 kWh (uteis) suficiente para uma autonomia WLTP de 660 quilômetros. No topo da gama está a versão P10 com os dois motores elétricos a debitarem 680 cavalos alimentados pela maior bateria de 112 kWh (uteis) que permite uma autonomia WLTP de 810 quilômetros - mais 5 quilômetros que o novo BMW iX3 consegue.

A bateria mais pequena de 80 kWh é compatível com carregamento rápido DC até 320 kW, enquanto as baterias de 91 e 112 kWh permitem carregamento rápido até 370 kW. Qualquer uma permite ir de 20 a 80% da carga em menos de 20 minutos. O carregamento AC é feito via um carregador interno de 22 kW.

A versão base recebe amortecedores FSD Frequency Selective Damping, enquanto as restantes recebem amortecedores pilotados.

Ainda falando na mecânica, como referi no inicio este novo EX60 usa a plataforma SP3, uma grande evolução relativamente à SP2 usada nos atuais EX90 e ES90. Graças ao sistema Superset da VOlvo é mais leve e menos complexa graças à estampagem de grandes peças, e com a bateria a fazer parte do fundo do carro e não simplesmente aparafusada por baixo. Tens as suas vantagens mas provavelmente elimina qualquer possibilidade de reparar células individuais de uma bateria.
update 09/02/2026

[update]Vendas Tesla Janeiro 2026 - evolução

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Depois de uma queda de vendas de 27,8% em 2025 parece que janeiro começa tremido com base nos primeiros dados de 2026: subiram na Suécia e Dinamarca mas caíram na França e Noruega.

Mercados em queda:
Noruega: vendas caíram 88%;
França: vendas caíram 42%;
Holanda: vendas caíram 66,9%
Bélgica: vendas caíram 31%;
Portugal: vendas caíram 3,1%
Reino Unido: vendas caíram 57%;

Mercados em crescimento:
Suécia: vendas cresceram 26,4%;
Dinamarca: vendas cresceram 3,2%;
Espanha: vendas cresceram 70%;
Itália: vendas cresceram 75%;

A queda na Noruega não é surpreendente - com o fim da maioria dos apoios estatais em 2026, as vendas dispararam no fim de 2025 e como seria de esperar cairam abruptamente mal 2026 arranca. 

Será que a queda de vendas dos últimos anos continuará ou irá inverter em 2026?
2023 para 2024: caiu 10%;
2024 para 2025: caiu 27,8%;

Fiabilidade Hyundai IONIQ 6

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Devido a um problema com a fixação da tampa da tomada de carga os Hyundai IONIQ 6 estão a ser recolhidos.

Segundo a nota SR/00020/26 e código interno 51D295 nos Hyundai IONIQ 6 produzidos entre 29/08/2022 e 03/01/2025 podem perder a tampa da tomada de carga quando a viatura está em movimento,

Fiabilidade Opel Corsa

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Devido a um problema com airbags do passageiro o Opel Corsa D estão a ser recolhidos.

Segundo a nota SR/04255/25 e código interno KKC o airbag do passageiro dos Opel Corsa D produzidos entre 28/04/2009 e 19/05/2009 pode não ativar como deve ser na eventualidade de um acidente.