Novo Audi Q2 em Genebra

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Com março a aproximar-se a lista do que vai estar em Genebra começa a compor-se - desta vez temos a confirmação de que o Audi Q2 vai estar em Genebra depois de conseguir negociar com a Fiat o uso da denominação Q2. A imagem não tem propriamente o novo modelo, mas sempre temos o Q7, Q5 e Q3 por ordem com um lugar vazio assinalado "Reservado".
Anunciado pelo concept Crosslane Coupé em 2012, é baseado na plataforma MQB e será basicamente um CUV premium rivalizando com as versões mais caras do Nissan Juke, Renault Captur e outros.

Sendo baseado na mesma plataforma do A3 as dimensões e motorizações devem ser as mesmas - deve receber a gasolina os novos EA211 a gasolina com 1.0, 1.2 e 1.4 litros e a diesel o EA288 com 2 litros. Sendo baseado no A3 poderá ter uma motorização híbrida e-tron. Estará disponível com caixa manual de 6 velocidades ou DSG como opção e a tração será principalmente dianteira com integral quattro como opção.
Não será o ultimo novo modelo Q, esta previsto ainda o mais pequeno Q1.

Novidades do Salão automóvel de Genebra 2016

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Esta a chegar aquela altura do ano - o Salão de Genebra está quase aí, o salão automóvel mais importante do ano. E como de costume comecemos a listar as novidades esperadas:

Alpina
B7 - M7 não BMW

Aston Martin
DB11 - substituto do DB9

Audi
Q2 - novo SUV compacto
RS Q3 Performance - nunca se tem cavalos a mais

Bentley
Coupe SUV - Bentayga tipo X6

Citroen
SpaceTourer - novo MPV acessivel
SpaceTourer HYPHEN concept - concept de uma banda

Ferrari
GTC4Lusso - sucessor do FF

Fiat
Tipo - versão hatchback da sedan já conhecida

Ford
Vignale - Edge, Kuga e Mondeo recebem tratamento luxo

Hyundai
Ioniq - rival inovador do Prius

Jeep
Compass - SUV entre Renegade e Cherokee para rivalizar Qashqai

Lamborghini
Centenario - hipercarro comemorativo

Maserati
Levante - enfim versão final do SUV Maserati

Nissan
LEAF - com carregamento sem fios e bateria maior

Opel
GT - concept inspiração de design e quem sabe algo mais
Mokka X - restylingo do Moka
Astra biturbo - novo motor biturbo diesel

Porsche
718 Boxster - nova geração com motores 4 cilindros

Renault
Scenic - nova geração
Megane Sport Tourer - nova geração

Skoda
Vision S - novo concept para SUV de 7 lugares

Volvo
V90 - versão carrinha do S90

Porque é que a gasolina está tão baixa

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Desde que escrevi sobre o aumento do imposto dos combustíveis e impostos sobre automóveis recebi alguns emails menos agradáveis com algumas ilusões à mistura. Não vou debater se comparar Joao Galamba a cão de colo de Estaline é ir "longe demais" (pista: é uma metáfora inspirada no Octávio Machado) mas que o preço dos combustíveis vai continuar baixo decididamente vale a pena abordar - porque não vai ficar assim muito tempo. 
Em junho de 2014 o preço do barril de petróleo andava nos 110 dólares e mais ou menos nessa altura países fora da OPEC começaram a injetar petróleo no mercado puxando o preço para os valores que temos atualmente. E as consequências são conhecidas - em Dezembro de 2014 10 dos 12 países da OPEC confirmaram que não podiam contar com as vendas de petróleo para manter os seus orçamentos nacionais.

Esperava-se que a OPEC cortasse a produção para subir o preço e alguns países da OPEC pediram isso mesmo, mas na reunião ministerial da OPEC em Novembro de 2014 (e sobre forte influencia da Arábia Saudita) decidiram manter os níveis de produção até empurrarem para fora do mercado os novos produtores que utilizavam tecnologia mais cara de produção de petróleo. Este plano foi a ideia do ministro saudita do petróleo Ali al-Naimi teve algum sucesso levando ao encerramento de varias extrações nos EUA e Canada por exemplo. 

Mas o custo está a ser grande demais para alguns países da OPEC como a Venezuela, Angola e o Irão mas agora está a começar a ser grande demais para o principal defensor desta abordagem e maior produtor mundial: a Arábia Saudita.
O preço do petróleo está tão baixo que a Arábia Saudita tem um buraco no seu orçamento de 15% ou 98 biliões de dólares e teve que introduzir novos impostos e reduzir ajudas estatais na água, eletricidade e combustíveis para compensar. Verdade que além do baixo preço do petróleo a Arábia Saudita também está a ajudar militarmente os opositores ao regime de Bashar al-Assad na Síria e também no Yemen. 

A pergunta é até quando é que a Arábia Saudita consegue aguentar este défice e a pressão dos restantes países (OPEC e não OPEC) bem como dos seus próprios cidadãos para cortar a produção para que o preço volte a subir - nessa altura duvido que o governo português corte no imposto sobre os combustíveis.

Portanto, se está a contar com o preço baixo dos combustíveis saiba que não vai durar muito.

João Galamba abre a boca. Sai asneira.

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João Galamba, parte Dom Quixote, parte Donald Trump, parte cão de colo de Estaline continua na sua demanda de demonizar o governo anterior e fazer passar o actual como o salvador da pátria. Dai que devolveram todos os rendimentos imediatamente, dizem sim a todas as vontades dos sindicatos mas surpresa surpresa ficou um grande buraco no orçamento para tapar e como referi no outro dia o automóvel ira pagar a conta de todas as benesses - mas admitir que isso é um aumento de impostos? Nunca! A parte interessante de pessoas como João Galamba é que mesmo de frente com provas de que está errado há que negar tudo e dar a volta...e publicou isto na sua página do Facebook.
E devemos considerar-nos com sorte, porque se dependesse de João Galamba todos teríamos um Trabant. Todos não obviamente, todos os que jurarem juramento à Esquerda portuguesa obviamente - quem ousar não concordar com Galamba seriam enviados para campos de trabalhos forçados no Alentejo.

Nota-se que os anos em carros do estado e subsidio de deslocações às custas toldaram a visão a João Galamba - ele acha que um Citroen C1 é o automóvel perfeito para a família da classe média portuguesa e que agora está mais barato.

A proposta do Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), entregue sexta-feira na Assembleia da República, revê as taxas do ISV com uma atualização da componente cilindrada em 3% e aumentos da componente ambiental entre 10% e 20%. Isso significa que todos os outros ficam mais caros um Volvo V40 D2 a gasóleo pagarás mais 294 euros de imposto, um Honda Jazz 1.3 i-VTEC pagará mais 238 euros de ISV e por diante - um automóvel familiar custará mais em ISV 200 a 300 euros relativamente a 2015. E sem contar com o aumento do imposto de circulação que também sobe.

Ao novo valor de ISV é aplicado o IVA a 23%, o que faz aumentar ainda mais a receita fiscal para o Estado e espera para 2016 uma receita líquida do ISV de 660,6 milhões de euros com base na "tendência expectável de recuperação na venda de veículos automóveis, acompanhando a tendência verificada neste imposto em 2015, bem como o efeito esperado das alterações legislativas propostas em sede de Orçamento do Estado".

Segundo a Autoinforma.pt e considerando apenas ligeiros de passageiros, todo-terreno, monovolumes e comerciais ligeiros, foram vendidos 269.133 veículos ligeiros em 2010 mas as vendas caíram constantemente até 2013 quando atingiram 124.123 unidades. Em 2014 e 2015 houve realmente uma recuperação e atingiu 209.352 unidades no fim de 2015. É essa tendência que o governo espera aproveitar para tapar o buraco - só que não vai acontecer: segundo o diretor de uma das principais marcas automóveis em Portugal o mercado de privados vale apenas 30% das vendas e o resto são empresas. A recuperação de 2014 e 2015 deve-se principalmente à necessidade de actualizar frotas que as empresas adiaram até que não terem escolha e este novo aumento vai causar nova retração nessas vendas. Os privados vão segurar os automóveis que têm enquanto podem - pessoalmente, é o que me preparo para fazer.

E desengane-se que este aumento só o afeta se comprar um automóvel novo - se as frotas pagam a maior parte da conta, eles vão transferir esse custo (incluindo o do combustível) para o consumidor final, todos nós. Peço desculpa, meu erro "todos" excepto o governo e deputados como João Galamba porque recebem subsídios de deslocação.

Novo Toyota Prius - vídeo

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O espaço de publicidade mais caro do mundo são os anuncios no intervalo do Super Bowl e a Toyota vai levar o novo Prius.

França testa estradas solares

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Nos próximos 5 anos a agência do ambiente e energia em franca vão testar um novo sistema de painéis solares instalados em estradas.

Cerca de 1.000 quilómetros de estradas já existentes (não vão construir estradas propositadamente) onde vão ser colados painéis solares desenvolvidos pela Colas e o instituto francês de energia solar. Estes painéis, chamados Wattway, têm apenas 7 milímetros de espessura mas são suficientemente resistentes para aguentar veículos pesados enquanto oferece o mesmo nível de aderência que o pavimento normal.Aparentemente 4 metros destes painéis são suficientes para as necessidades elétricas de uma casa normal (tirando aquecimento) e cobrindo as estradas francesas com estes painéis seria o suficiente para as necessidades elétricas de 5 milhões de pessoas.

Continental recolhe 5 milhões de airbags

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Já não é só a Takata pelos vistos - a Continental Automotive Systems diz que pode ter produzido cerca de 5 milhões de unidades de controlo de airbags defeituosas utilizados em veículos da Honda, Fiat Chrysler, Mercedes, Mazda e camiões Volvo de 2006 a 2010. Segundo a empresa estes sistemas eletrónicos podem falhar e não activar os airbags na eventualidade de um acidente ou ativa-los sem aviso ou acidente.
Segundo documentação apresentada o problema surgiu pela 1ª vez em Janeiro de 2008 quando a Mercedes entregou à Continental uma unidade de uma reclamação de um cliente e a investigação que se seguiu detectou o problema na ECU redesenhando o elemento.

A Honda diz que esta a recolher 341.000 Accord's nos EUA de 2008 a 2010 para substituir estes elementos e contabiliza 2 feridos confirmados devido a estas unidades defeituosas, outros 74 feridos estão ainda por confirmar. A Fiat Chrysler diz que tem queixas de 25 airbags que dispararam sem razão. 

Cerca de 1.2 milhões dos 5 milhões de automóveis afectados estão na Europa, se bem que não há ainda grande detalhes de quais são os modelos afectados - para já estão confirmados alguns modelos que são encaixotados nos EUA e montados cá: os Dodge Journey/Fiat Freemont e Chrysler/Lancia Voyager modelo de 2009.

Takata volta a matar

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11 vítimas mortais por airbags Takata confirmadas - segundo a Takata houve mais uma vitima desta vez na Índia envolvendo um Honda Civic de 2007.
E a Honda vê-se a recolher mais 2.23 milhões de automóveis por causa dos airbags da Takata - neste caso o airbag lateral do condutor PSDI-5 - segundo a Takata, no total foram produzidos e vendidos 3,9 milhões destes airbags, os PSDI-5 podem explodir violentamente causando ferimentos potencialmente fatais aos ocupantes do automóvel.

Neste momento, nos EUA até Dezembro já estavam com ordem de recolha 19 milhões de automóveis para um total de 23 milhões de activadores de airbags feitos pela Takata e na semana passada já tinham sido acrescentados mais 5.1 milhões de airbags laterais do condutor incluindo os acima citados - portanto quase 30 milhões de airbags.

Opel Mokka X apresentado

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O Opel Mokka já cá anda desde 2013 e com uma concorrência cada vez mais numerosa esta mais que na hora de um restyling.

Deverá ser apresentado no salão de Genebra e chegará ao mercado português em outubro. O Mokka X tem novas linhas no exterior (novos faróis, grelha dianteira e para-choques), habitáculo completamente renovado e um sistema multimédia com ecrã táctil de 8 polegadas compatíveis Carplay e Android Auto. Pode ter acesso mãos-livres, faróis 100% LED e alerta de saída de faixa. 
Debaixo do capot vai estar o turbodiesel 1.6 CDTI de 110 ou 136 cavalos e o mais recente 1.4 Turbo do novo Astra com 152 cavalos, que estará associado a transmissão automática com Start/Stop e a um sistema de quatro rodas motrizes.

Fiabilidade Nissan Note e Micra

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Os Nissan Note Note (E12) e Micra (K13) estão a ser recolhidos para corrigir um elemento que pode cortar a corrente à ignição desligando o motor. 
Este problema afecta os Nissan Note produzidos entre 06/08/2015 a 11/01/2016 e os Micra produzidos entre 09/07/2015 e 05/01/2016 que receberam um novo sistema de ignição em que um componente elétrico pode entrar em curto-circuito causando cortes no motor ou desligar por completo.

Fiabilidade Dacia Dokker, Logan, Sandero e Lodgy

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Os Dacia Dacia Dokker, Logan, Sandero e Lodgy estão a ser recolhidos para corrigir um problema com a direção destes modelos.
Os modelos afectados são os Dokker (X67), Logan/Sandero I (X90), Logan/Sandero II (X52) e Lodgy (J92) produzidos entre 17/09/2015 e 04/12/2015 podem ter um elemento de ligação da direção fragilizado que pode partir o que pode causar a perda de controlo do automóvel.

Ponto de situação Dieselgate: 05-02-2016

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A telenovela dieselgate continua a desenrolar-se, se bem que mais interessante que as portuguesas. Fica mais um ponto de situação sem tretas, conservantes ou adoçantes acrescentados.
Audi deve iniciar recolha em Março
Um porta-voz da Audi anunciou que a marca pretende iniciar a recolha e reparação dos motores EA 189 afectados no dieselgate em Março - isto se a KBA aceitar a reparação proposta, que será valida para toda a Europa. O primeiro modelo a ser recolhido será o A4 com o 2.0 litros TDI e em setembro deverá ser a vez do 1.6 litros TDI.

FCA apresenta resultados de auditoria interna
No seguimento da caças às bruxas que arrancou com o Dieselgate a Fiat Chrysler Automobiles decidiu fazer uma auditoria interna para assegurar que os seus automóveis cumprem as regras. E a conclusão é que os seus automóveis não usam qualquer tipo de truque para dar a volta aos testes de emissões e todos eles cumprem os limites impostos na união europeia. 

Mas não ficou por aí - a FCA diz que apoia testes mais realistas de emissões (tendo em conta que vende principalmente pequenos automóveis para eles não é difícil passar) e irá em Abril atualizar as definições das ECUs dos seus motores Euro6 (incluindo os já vendidos, a atualização será feita durante a revisão) para que estes poluam menos.
O que uma primeira: construtores atualizam ECU's normalmente para corrigir bugs ou problemas, a Fiat encontrou maneira de colocar o motor a funcionar mais eficientemente e ao invés de pensar em quanto dinheiro iria custar pensou no melhor do cliente (menos emissões=menos consumos) e avançou. Obrigado Fiat.

A Fiat também anunciou que apartir do segundo trimestre vai começar a usar nos motores diesel os sistemas SCR (Selective catalytic reduction) com adblue. Ou seja, os Fiat diesel baratos acabam em 2017.

Mercedes rejeita criticas sobre emissões
A Mercedes reagiu aos resultados do testa da Organisation for Applied Science Research (a pedido do ministério do ambiente holandês) ao Mercedes Classe C 220TDi BlueTec em que foi detetado que emite 40 vezes mais óxidos de azoto que o valor de homologação. 

A resposta da Mercedes é, e como seria de esperar, que os resultados seriam de esperar tendo em conta que este instituto utilizou uma metodologia de teste do tipo Real Word a baixas temperaturas e não o procedimento oficial de homologação de emissões NEDC. Ou seja, mais um exemplo de como os resultados oficiais não refletem os reais. 

A Mercedes diz que estes resultados devem-se ao facto que o sistema de recirculação de gases de escape (EGR) funciona diferente a baixas temperaturas (entre os 5 e 7ºC) a que os holandeses testaram o Mercedes para proteger o radiador do EGR e dessa forma assegurar que, conforme a lei, o sistema de controlo de emissões funcione sem desvios e problemas até aos 160.000 km - é algo que é legal e necessário para a durabilidade do sistema. Os testes do NEDC são feitos a 22ºC. 

Claro que os ambientalistas não querem saber disso e já pressionam a KBA alemã (a autoridade de homologação que homologou este Classe C) para retirar a homologação bloqueando assim as vendas na Europa e exigem a remoção dos EGR porque poluem mais a baixas - o que faria os automóveis ainda mais poluentes mas enfim...
A Mercedes também acrescenta que não manipula emissões e que os seus automóveis não têm qualquer dispositivo ou software para manipular as emissões.

CARB recebeu proposta de reparação para o V6 3 l TDI
A Volkswagen apresentou ao California Air Resources Board (CARB) e a Environmental Protection Agency (EPA) a sua proposta de reparação do motor V6 3 litros que equipa nos EUA cerca de 85.000 automoveis. A CARB tem agora 20 dias uteis para responder se aceita ou não a proposta.

A proposta não foi detalhada mas relembramos que recentemente o CEO da Porsche sugeriu que os Cayenne diesel de 2013 a 2014 precisam de um catalizador e software novo, enquanto os modelos de 2015 em diante precisam só de actualizar o software. Isto foi uma informação dada com um "talvez precisem" e mesmo que seja a ser correto pode não aplicar-se a todos as variantes do 3 litros instalados nos VW Touareg e Audi A6, A7, A8, Q5 e Q7.

Nos entretantos, continuam sem haver novas novidades sobre o 2 litros TDI - a CARB recusouo a proposta inicial de reparação da VW há poucas semanas e desde então nada.

Tata Zica - a sério

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Dar um nome a um automóvel é, como já escrevi antes, algo de complicado - há optimos nomes (como Viper ou Cobra) e péssimos nomes (LaPuta por exemplo). Mas ter um automóvel novinho em folha para comercializar e depois descobrir que lhe colocaram o nome de um vírus que já atingiu 20 países pelo mundo fora e já é considerado uma emergência mundial pela WHO - este é o Tata Zica.
A ideia do pessoal do marketing era uma contração da expressão inglesa "zippy car" (traduzindo livremente "automóvel desembaraçado") e saiu Zica. É daquelas situações em que o pessoal do marketing não se deu ao trabalho de investigar bem o nome - é que apesar de só agora ter aparecido nas noticias, o virus Zica já foi identificado em 1947.

Infelizmente a Tata já tem toda uma campanha de marketing pronta que agora vai ter que ir toda para o lixo. O novo nome ainda não está definido mas permitam-me uma sugestão: tirem o "A" no fim e metam um "O" e fica Zico.

Construtores vencem, nós perdemos

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Mais uma vez temos uma noticia de políticos sem espinha: ontem o PS, Bloco de Esquerda e Partido Comunista, hoje é o parlamento europeu que vem ceder à pressão dos construtores automóveis (via os governos dos países com maior industria automóvel) fazendo aprovar os planos diluídos para controlo de emissões automóveis que já aqui cobrimos.
Assim sendo, apesar de todos os pedidos para reformas radicais no seguimento do escândalo da Volkswagen e das conclusões que os processos de homologação automóveis europeus são uma anedota, basicamente é "business as usual"

A comissão ambiental do Parlamento Europeu tinha dado a recomendação de veto à proposta da comissão e a primeira votação foi adiada porque era previsível que não iria passar. Foi agora a votos e recomendação de veto só conseguiu 317 votos contra 323 votos.

O parlamento europeu deixa assim passar a proposta da comissão europeia (apoiada pelos construtores automóveis e principais governos) que permite que as emissões de óxidos de azoto automóveis ultrapassem em 110% o valor regulamentar entre Setembro de 2017 e Janeiro 2020, e apartir daí podem ultrapassar o valor regulamentar em 50%.

Claro o lobby da industria automóvel veio logo dizer que o exigido era demais para os motores diesel actuais e que poderia ameaçar a tecnologia e emprego. Curioso que durante estes anos todos estiveram a aproveitar todos as falhas na legislação e metodologia de teste para não terem que melhorar e agora vêm queixar-se que não conseguem cumprir limites estabelecidos e pedir que não sejamos maus com eles...

Seja qual for o ponto de vista, as normas de emissão Euro6 foram diluídas: durante este período de 4 anos as emissões de óxidos de azoto podem ir até 168mg/km quando a norma Euro6 estipula que devem ser de 80mg/km - para referencia o Euro5 era de 180 mg/km. Ou seja, o parlamento europeu definiu os limites de emissões e depois criou regras para que os construtores não tenham que as cumprir.

Numa tentativa de apaziguar, a comissária da industria Elzbieta Bienkowska disse que iria haver uma revisão desta tolerância e imposição do limite legal (sem tolerâncias) antes de 2023 - relembremos que esta senhora também disse logo quando o dieselgate explodiu que iriam implementar regras e processos mais exigentes nas emissões automóveis portanto eu vou esperar sentado para que esta senhora cumpra o que diz...

Está mais que provado a ligação entre as emissões de óxidos de azoto dos motores diesel com doenças pulmonares e mortes prematuras mas face a provas cientificas e médicas escolheram proteger os construtores automóveis.

E ao escrever isto colocou-se a pergunta: como votaram os nossos parlamentares nesta questão? Será que votaram a pensar na nossa saúde ou simplesmente não quiseram saber? E com alguma pesquisa descobri e eis a lista dos parlamentares portugueses que ou não votaram, abstiveram-se ou votaram contra o veto.
Não apareceu/votou
Inês Cristina Zuber Partido Comunista
Paulo RANGEL PSD

Abstenções (contra vontade do grupo que integram)
Ricardo SERRÃO SANTOS PS
Carlos COELHO PSD

Contra
José Manuel FERNANDES PSD josemanuel.fernandes@europarl.europa.eu
Cláudia MONTEIRO DE AGUIAR PSD claudia.monteirodeaguiar@europarl.europa.eu

Mas resolvi fazer algo acerca disso - como podem ver nos nomes que votaram contra a objeção estão os emails no Parlamento Europeu destes senhores e senhoras, e resolvi escrever-lhes com o que penso deste seu voto:

"Bom-dia
É com grande descontentamento que leio que votou contra a objeção à proposta da Comissão Europeia de diluir as regras de controlo de emissões automóveis, em particular para as emissões de óxido de azoto nos motores diesel.

Entre os construtores automóveis e a saúde dos cidadãos que diz representar escolheu, de livre vontade, votar contra a proteção da saúde dos cidadãos. Está mais que provado a ligação entre as emissões de óxidos de azoto dos motores diesel com doenças pulmonares e mortes prematuras e estava em posição de poder fazer algo acerca disso.

Não escrevo na tentativa de mudar a sua opinião ou de o fazer sentir culpado (sei que para ser político é preciso ausência, total ou quase, de valores morais e sentimentos para com o próximo) - apenas relembrar-lhe que da próxima vez que ouvir falar de pessoas com asma, cancro do pulmão ou outras doenças respiratórias tem a sua quota parte de culpa.

Atentamente
4Rodas1Volante"

Duvido que venha a ter alguma resposta mas posso sempre sugerir que se estiver de acordo com o escrevi acima, faça copy-paste dos emails e da mensagem e envie-a.

"O mau, o feio e o estranho do mundo automovel"

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Infelizmente o artigo "O mau, o feio e o estranho do mundo automovel" está tão comprido que esmaga os posts anteriores - daí que apartir de agora actualizo o artigo mas não o puxo para a frente, basta seguir o link para o artigo completo - desta vez acrescentei o Sommer Joker de 1970.

Mercedes celebra 40 anos do W123

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O Mercedes W123, um dos modelos mais bem sucedidos e o antecessor do Classe E, completa 40 anos.
Lançado em Janeiro de 1976 teve tal sucesso que a produção do primeiro ano foi vendida nos 2 primeiros meses de vendas. Disponível como sedan, coupé e carrinha com uma grande variedade de motores (o sedan tinha 9 variantes) mas a Mercedes chegou a comercializar uma versão bifuel e até desenvolveu uma versão elétrica e outra alimentada por uma pilha de combustível - em 1983! Uma novidade que chegou à produção foi a implementação de áreas de absorção de energia de embates em conjunto com uma célula de passageiros resistente.
Esteve à venda ate aos anos 80 tendo sido vendidas 2.7 milhões de unidades.

Forza 6 vai ter pacote expansão Porsche

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Devido a uma gralha da Amazon (ainda não confirmada ou negada pela Turn 10 Studios ou Microsoft) sabemos que o Forza Motorsport 6 vai pelos vistos ter direito a uma pacote de expansão da Porsche no futuro próximo.
Pela descrição poderá correr e personalizar 20 modelos Porsches do passado (desde o 356A Speedster), presente e mesmo do futuro incluindo o 919 Hybrid em 48 novos eventos da história da marca alemã. Terá competições/ligas multiplayer especificas e uma nova pista: a Virginia International Raceway chega ao Forza Motorsport.
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