Tentar fazer sentido da união PSA Opel

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Algo de interessante no dia de São Valentim 2017: a possibilidade da PSA "unir-se" com a Opel - antes de mais creio que é importante fazer uma clarificação: a PSA (Peugeot, Citroën, DS) e Opel (não, não vou falar da Vauxhall porque são Opel's com o volante no lado errado) ainda estão em falar da possibilidade da união, não já em discussões para a união propriamente dita - ou seja, isto ainda pode (novamente) dar em nada. Não esquecer que a Opel já esteve para venda antes e era uma marca que despachava CEO's mais depressa que o diabo esfrega um olho.

É importante tentar compreender o que está em jogo, quais as vantagens e desvantagens desta união, bem como os grandes obstáculos e campo minado a ultrapassar.

Isto tudo parece muito familiar...
Se isto cheira a Deja vu, permita-me recordar o passado recente - para ver os posts da altura sobre a "anterior" aliança entre a GM e a PSA cliquem na tag AliançaOpelPSA. Para mais sobre a confusão que tem sido a Opel nos ultimos ano recomendo a tag ConfusOpel e TelenovelaOpel com a Magna.

No pico da crise financeira e automóvel na Europa o presidente da GM Europa Steve Girsky fez uma aliança com a PSA em 2012 numa tentativa de recuperar perdas. Ambas as marcas estavam fechadas na Europa e dependiam fortemente de pequenos automóveis com curtas margens de lucro, e tinham à perna marcas como a Hyundai e Kia que alem dos preços tinham melhor qualidade de construção e garantias longas conseguindo cada vez mais acertar com o estilo europeu.

A ideia desta aliança era conseguir que cada marca poupasse mil milhões de euros via varias medidas como cooperarem em automóveis pequenos e compactos, SUVs e monovolumes, chegou-se a discutir uma plataforma comum para veículos de baixas emissões e a partilha da logística com a Gefco.

Como seria de esperar de uma aliança de 2 "jogadores doentes" não demorou até que as coisas corressem mal. A GM não queria facilitar o acesso da PSA à China ou América do Sul (Buick e Chevrolet) nem dar acesso a plataformas para automóveis maiores com maior margem de lucro (algo que obrigou a PSA a acelerar o desenvolvimento da plataforma EMP-2).

A aliança rapidamente caiu por terra e apenas conseguiram entender-se na produção de 2 modelos Opel com base em plataformas PSA para substituir os Meriva e Zafira. Por isso a GM comprou 7% da PSA que mais tarde vendeu quando a crise na PSA continuou. O grupo francês conseguiu em 2014 convencer a Dongfeng a tornar-se um parceiro estratégico comprando 13.7% das acções da PSA.

Nem grande interesse da GM de falar com a PSA, afinal tirando estes 2 modelos a GM investiu fortemente em assegurar que todos os modelos Opel partilhassem o máximo de plataformas e componentes da GM. Afinal a GM é um construtor de mais de 10 milhões de automóveis por ano consegue mais sinergias que com a PSA.

Infelizmente a coisa não correu conforme o plano - a GM resolveu introduzir a Chevrolet na Europa supostamente como marca de acesso com a Opel a "subir de segmento", que acabou com a Chevrolet a canibalizar as vendas da Opel. Ainda estamos a sentir os problemas da crise da divida publica na zona euro e a ascensão do nacionalismo bacoco representado pelo tiro no pé do Brexit e no senhor Trump em que todos os dias parece que acordamos, entramos numa montanha-russa e vomitamos.

E chegamos então à atualidade - foi com linha de comunicação estabelecida pelo desenvolvimento dos Crossland X e Grandland X que a PSA terá sido levantada a questão para a Opel novamente despachada.


Para que é que a PSA precisa da Opel?
Acima de tudo é uma questão de volume de vendas - se a PSA tomar uma parte dominante na Opel, somando as vendas do ano passado (Opel teve quase 1 milhão de unidades e a PSA aproximadamente 1.5 milhões) seria o 2º maior da Europa com 16% do mercado Europeu logo atrás do grupo VW que detém 21% do mercado com 3.6 milhões de unidades vendidas, mas bem a frente da Renault-Nissan que ficaria em 3º lugar.

Cortar custos e melhorar rentabilidade - adquirir a Opel ira trazer grandes economias de escala à PSA. O número de plataformas, motores e electrónica a desenvolver para as 4 marcas (Peugeot, Citroen, DS e Opel) que competem no mesmo mercado seria muito menor - tal como o grupo Volkswagen faz com a VW", Skoda, Seat e Audi. E o aumento de volume significa também maior poder negocial com fornecedores.

Desenvolvimento alemão - podemos não nos aperceber mas muito do desenvolvimento para a GM é feito na Alemanha, particularmente os Buick, Chevrolet e Holden muitos rentáveis para GM fora da Europa e nos EUA. Há muito conhecimento técnico na marca alemã.

Acesso ao mercado norte-americano - como moeda negocial para tomar uma posição maioritária na Opel a PSA pode tentar incluir acesso da PSA a este mercado via a rede da GM. Seria um mercado interessante para a DS.

Mercado inglês - o mercado inglês é um dos mais estáveis da Europa e importantes da Opel, é o 4º maior mercado da GM depois dos EUA, China e Brasil. Por vendas, no Reino Unido a Vauxhall ocupa o segundo lugar no Reino Unido com 250.955 unidades em 2016 atrás da Ford com 318.316 unidades. Ou seja, é dinheiro assegurado.


E o reverso da moeda?
"Opostos atraem-se" - Um velho ditado que faz sentido nas alianças automóveis. É importante que as marcas a discutirem união tenham gamas, posicionamentos e distribuição geográfica bastante distinta para não calcarem nos pés do parceiro. Basta olhar para a Fiat e Chrysler ou Renault e a Nissan. Algo que não acontece com esta união PSA-Opel. Uma das grandes tarefas da remodelação do grupo PSA após a falência foi conseguir "separar" no mercado a Peugeot, Citroen e DS...a Opel calca nos calos de todas elas.

Sindicatos também vão certamente fazer-se ouvir - afinal quer Opel e PSA tem actualmente capacidade produtiva a mais e se convergirem para as mesmas plataformas e motores ainda maior se torna esse problema.

Opel perde dinheiro à 15 anos - a Opel é uma marca em declínio. Só existe na Europa (tentou noutros mercados mas falhou), perde dinheiro há 15 anos (em 2016 perdeu 287 milhões de dólares, melhor que em 2015 em que perdeu 813 milhões de dólares) e os modelos mais recentes conseguem acompanhar mas não sobressaem ou ultrapassar a concorrência.

Tecnologias sem interesse - a Opel por si não tem tecnologia que possa interessar à PSA, toda a tecnologia pertence à GM que não abre mão dela. E olhando para os únicos resultados da parceria Opel-PSA parece que é mais os franceses a ajudar a Opel que o inverso - o Opel Crossland X baseado no novo Citroën C3 e o futuro Grandland X será baseado no Peugeot 3008. Mas Carlos Tavares poderá negociar o acesso a plataformas e tecnologias chave com a GM, afinal a PSA irá ficar com todos os problemas da Opel.

Homogeneizar dos produtos - os consumidores vão ter menos escolha. Tirando alguns detalhes visuais não há grandes diferenças entre os Volkswagen Golf, Skoda Octavia ou um Seat Leon. Agora vamos ter o mesmo na Peugeot, Citroën, DS e Opel.

Sergio Marchionne de certeza que não está feliz - o CEO da FCA Sergio Marchionne anda há imenso tempo a falar sobre a necessidade de reduzir a sobre-capacidade produtiva e tentou levantar várias vezes uma possível fusão com a GM e PSA e agora vê-se ignorado.

Karl-Thomas Neumann não merece - quando Neumann foi colocado como o CEO da Opel em 2013 estava decidido a inverter o percurso da Opel e esperava voltar ao verde em 2018. Infelizmente poderá não ter hipótese de o conseguir - apesar de ter talvez melhor direcção dos últimos tempos o passado da Opel poderá enfim ter-se tornado pesado demais. Também não ajudou a ideia macaca da GM de introduzir a Chevrolet na Europa competindo com a Opel.

Governos levantam pêlo - para ajudar à festa, Carlos Tavares terá pela frente governos de 3 países que não se gramam um ao outro. Governo alemão diz que irá acompanhar com grande atenção as conversações entre os construtores e tem grande interesse no futuro da Opel. Afinal a Opel emprega 19.000 pessoas na Alemanha, e alem das 3 fabricas na Alemanha tem unidades na Áustria, Hungria, Polónia, Espanha e Inglaterra.

Para acalmar os ânimos na Alemanha a CEO da GM Mary Barra visitou os escritórios centrais da Opel em Ruesselsheim (especialmente porque a direcção da Opel não estava ao corrente das negociações) e Carlos Tavares espera reunir-se em breve com oficiais alemães incluindo Angela Merkel. Na Alemanha os sindicatos podem vetar decisões estratégicas e estes, bem como o governo alemão, não gostaram nada de saber que estas conversações estavam a decorrer sem os incluir. Uma fonte dentro das negociações disse que Tavares manteria a Opel como uma empresa alemã em conformidade com a lei alemã, seria uma aliança entre um construtor francês e outro alemão - ou seja, o mesmo que a aliança Renault-Nissan em que Carlos Tavares foi um dos principais influenciadores.

Governo francês reconhece as preocupações alemãs...enquanto esfregam as mãos maleficamente provavelmente.

Mas os ingleses suam mais que os restantes - afinal têm franceses e alemães a negociarem o futuro de uma marca com 2 fabricas no Reino Unido (fabricam comerciais e o Astra) de 4.500 empregos diretos mais os indirectos, e o lado britânico da operação é talvez o menos favorável com a Vauxhall vulnerável a ser cortada numa inevitável redução de custos.
Particularmente a fabrica de Ellesmere Port que produz o Astra em conjunto com a fabrica em Gliwice na Polónia - apenas 24% dos componentes fabricados localmente, o resto vem do Continente, não está muito ancorada em Inglaterra. Com as condições certas, a produção do Astra passa toda para a Polónia. Curiosamente, foi pela mesma razão em 2007 que a PSA fechou a fabrica que tinha em Coventry - era caro demais enviar peças para Inglaterra para fabricar carros que eram enviados para a Europa.

E claro, há que para ajudar à festa temos o Brexit que arrisca a tornar a industria automóvel inglesa pouco competitiva, algo que já obrigou a primeira-ministra a prometer (a custo de dinheiros públicos) compensar a Nissan por quaisquer perda de competitividade só para manter o atual investimento na unidade inglesa.

Mas é um mercado importante da Opel: Inglaterra é o 4º maior mercado da GM depois dos EUA, China e Brasil. Por vendas, no Reino Unido a Vauxhall ocupa o segundo lugar no Reino Unido com 250.955 unidades em 2016 atrás da Ford com 318.316 unidades. O governo inglês diz que irá acompanhar a situação de perto e já terá contactado o presidente da GM Dan Ammann.


Carlos Tavares o homem certo para o trabalho?
Carlos Tavares é uma pessoa muito ambiciosa. Quando era o número 2 ao lado de Carlos Ghosn disse numa entrevista que gostaria de gerir um construtor como a GM ou Ford e provavelmente por causa de ter dito isso 2 semanas mais tarde deixava a Renault depois de 30 anos. Mas pouco tempo depois ressurge na direcção da PSA que estava pela hora da morte.
Tem a reputação de profissional meticuloso, eficiente e de cortar custos desnecessários, não só ajudou a fazer a Renault-Nissan o que é hoje como recuperou dos cacos a PSA - não só voltou aos lucros como o fez em menos tempo que o previsto e as margens de lucro nunca foram tão altas. Segundo Franck Don, um representante do sindicato da PSA CFTC, em Carlos Tavares há "o culto da performance". E acima de tudo não é um contabilista, é um é um doente dos automóveis que até criou uma equipa de competição correndo no rally clássico de Monte Carlo e nos Formula.

Mas a PSA continua a ser um pequeno construtor e muito dependente (ainda) da Europa, mas já passou de reestruturação para expansão - a PSA já acelerou a sua expansão para outros mercados - tem uma nova fábrica com a Dongfeng Motor Group na China, voltou ao Irão com o levantamento das sanções, planeia um regresso aos EUA como empresa de car-sharing e chegou a um acordo com um grupo indiano para o fabrico local de automóveis (ver abaixo).

Esta tomada da Opel é um grande passo e colocaria-o à frente de "outro Carlos" da industria automóvel, o seu anterior patrão Carlos Ghosn.

Do outro lado da mesa temos Mary Barra (que fez parte do comité da aliança com a PSA) e a GM que desembaraçando-se da Opel não perde grande coisa: em 2016 a GM declarou 12.5 mil milhões de dólares em lucros e 96% desses lucros vieram da América do norte. Se formos buscar os lucros da GM na China e do braço financeiro da GM mais que compensa as perdas da Opel. E acima de tudo, dando a PSA a maioria da Opel os problemas de excesso de produção e funcionários passam a ser dos franceses e não deles. Se a PSA conseguir virar a Opel e fazer lucro a GM recebe a sua parte mas se correr mal é um problema da PSA e não da GM.


Resumindo
Adquirir o controlo da Opel significa a curto prazo mais dinheiro a entrar na PSA e a longo prazo grandes economias de sinergias entre os construtores, mas pelo meio muitas e dispendiosas dores de cabeça de uma reestruturação que terá de ser negociada não só entre a PSA e GM mas também com os governos francês, alemão, britânico e espanhol. E com que rapidez a PSA consegue as poupanças para equilibrar a hemorragia financeira da Opel.
Se há pessoa capaz de o fazer Carlos Tavares é sem duvida a pessoa certa, mas é uma jogada arriscada com muita política à mistura - muitas das economias podem desaparecer se as empresas forem forçadas a assegurar empregos e fabricas para conseguir aceitar por parte de governos e sindicatos. Como eu disse, um grande campo minado.


Mas não acaba aqui as noticias da PSA - a Peugeot-Citroen comprou o nome Ambassador da indiana Hindustan Motor por 12 milhões de dólares. A PSA tem uma parceria com a C K Birla (empresa do grupo Hindustan Motor) para construir automóveis na Índia - somando 2 mais 2 não é preciso ser-se bruxo. O Ambassador é o antigo Morris Oxford produzido desde 1958 e foi basicamente o carro do povo na Índia. Foi destronado pela Maruti-Suzuki nos anos 80, mas o nome continua a ser muito conhecido e provavelmente será usado como sub-marca para a Índia, tal como a Nissan recuperou a Datsun.

[update 10 milhões]Aposta no híbrido começa a compensar

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Há algum tempo que a Toyota apostou nos híbridos gasolina e evitou os motores diesel onde os construtores europeus dominam - pelos vistos a aposta começa enfim a dar resultados. Com o dieselgate a todo o vapor a Toyota prepara-se para, até ao final da década, os hibridos representarem mais de metade das vendas na Europa - segundo Karl Schlicht da Toyota Europa. De Janeiro a Novembro os híbridos representaram 32% das vendas.
O domínio do diesel começa a fraquejar por cá e a Toyota parece estar à frente com todos os outros construtores a tentarem acompanhar. Mesmo assim a Toyota tem ainda muito que fazer, afinal só detém 4.3% do mercado na Europa, muito longe do maior produtor de diesels - a VW detém 24.1% do mercado. 

Com cada vez mais cidades a planearem proibir a circulação de automóveis diesel (Madrid, Cidade do México, Paris e Atenas até já marcaram a data - 2025) e crescentes restrições às emissões diesel que vão tornar os motores diesel cada vez mais caros é apenas uma questão de tempo - já não temos citadinos a diesel e a próxima geração de pequenos automóveis também não vão ter versões diesel. O novo Toyota C-HR não terá diesel.

update 15-02-2016

Tanner Foust em passeio de domingo - vídeo

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Além de apresentador da versão americana do Top Gear Tanner Foust também compete no Global RallyCross Championship. E no vídeo abaixo podemos ver Foust num passeio de domingo a bordo do seu Volkswagen Beetle...versão RallyCross.

[update]Hyundai Ioniq apresentado

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Eis os primeiros detalhes do mais recente rival ao novo Toyota Prius, este é o Hyundai Ioniq que terá versões híbrida clássica, híbrida plug-in e 100% elétrica. É uma novidade mundial digna de nome - o primeiro automóvel que está disponível nestas 3 variedades deixando ao cliente a escolha da motorização de acordo com as suas particularidades e orçamento.
A nível de design exterior segue as mesmas linhas do Prius e Volt, é baseado numa nova plataforma criada de raiz para mecânicas alternativas à combustão interna (será possível receber a motorização de pilha de combustível do iX35 quem sabe?) e apesar do salão de Detroit estar ao virar da esquina ele só será apresentado no salão de Genebra em Março.

Visualmente as versões híbrida e híbrida plug-in são iguais, mas a versão 100% eletrica tem uma frente diferente para melhor performance aerodinâmica.

Graças a detalhes como difusor e aileron traseiro, proteção do fundo do carro e outros consegue um coeficiente aerodinâmico de apenas 0.24. Também no tema da eficiência recebe um sistema chamado ECO-DAS (Eco-Driving Assistant System) que é basicamente um assistente à condução que cruza a informação da rota introduzida no GPS com a informação de tráfego na estrada.
No interior temos um tablier semelhante ao do Hyundai Tucson, incluindo o mesmo ecrã táctil. O interior parece simples, com poucos botões e segundo a Hyundai os materiais são amigos do ambiente.

Debaixo do capot o Ioniq híbrido "normal" tem um motor de 1.6 litros e 105 cavalos Kappa GDi a gasolina combinado com um motor elétrico de 44 cavalos - segundo a Hyundai a versão híbrida tem uma eficiência térmica de 40%, a par com o Prius. É capaz de atingir 120 km\h em modo 100% elétrico e a bateria esta debaixo do assento traseiro não reduzindo a capacidade da mala ou do habitáculo. A tração é dianteira via uma caixa de dupla embraiagem de 6 velocidades otimizada para o híbrido.

Não há grandes detalhes sobre as outras 2 variantes - sabe-se que versão plug-in recebe um motor elétrico adicional no eixo traseiro e claro a possibilidade de carregar na tomada elétrica, e a versão 100% elétrica troca o motor a combustão por uma bateria de lítio de maior dimensão que permitira uma autonomia de 200 quilómetros.

As versões híbridas usam o mesmo motor de 1.6 litros de ciclo Atkinson GDI com 105 cavalos, mas enquanto na versão plug-in esta acoplado a um motor elétrico de 60 cavalos/45 kW alimentado por uma bateria de 8.9 kWh capaz de uma autonomia elétrica de 50 quilómetros, na versão híbrida clássica o motor elétrico tem apenas 43 cavalos e alimentado por uma bateria de 1.56 kWh. A versão 100% elétrica do Hyundai Ioniq tem um motor elétrico de 120 cavalos e 295 Nm de binário, alimentado por uma bateria de 28 kWh capaz de, segundo a Hyundai, uma autonomia de 250 milhas. Está limitado a uma velocidade máxima de 165 km\h.

Esta mecânica deverá surgir noutros modelos do grupo, em particular o futuro Kia Niro que deve chegar também em 2016.


update 15-02-2017

[update videos]Novo Hyundai i30 apresentado

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Ao fim de 5 anos temos a 3ª geração do Hyundai i30 - e receita vencedora não muda, evolui: linhas mais suaves, interiores mais cuidados e novas tecnologias.
As linhas são menos agressivas que a geração anterior, é mais comprido em 4 centímetros (4,34 metros no total), mais largo em 15 milímetros (1,795 metros no total) e 15 milímetros mais baixo (1,455 metros no total). Se me é permitida a ousadia, é bastante "europeu" no design. E se na traseira temos um pouco de Golf ou BMW serie 1, o perfil é um pouco Peugeot 308.

A julgar por uma pequena imagem da apresentação dá para perceber que irá ter 3 carroçarias diferentes: 5 portas hatchback, carrinha e coupe.

O interior é muito mais simples, com menos botões. O tablier é dominado pelo ecrã táctil que pode ser de 5 polegadas na versão base (inclui Bluetooth e camara de marcha-atrás) ou de 8 polegadas na versão mais cara (que inclui compatibilidade Apple CarPlay, Android Auto e carregamento de telemóveis sem fio)mas o conteúdo tecnológico não fica por aí: cruise control ativo, leitura de avisos de estrada, ajuda a manutenção da fila de transito entre outras.



Debaixo do capot confirmam-se as novidades, mas só a gasolina: recebe o 3 litros de 1 litro turbo T-GDi (120 cavalos e 170 Nm de binário), e o 4 cilindros de 1.4 litros em versão atmosférica MPI (100 cavalos e 134 Nm de binário) e turbo T-GDI (140 cavalos e 242 Nm de binário). A diesel mantém-se o 1.6 litros CRDi com 95 cavalos/280 Nm, 110 cavalos/280 Nm e 136 cavalos/300 Nm. Poderá escolher entre uma caixa manual de 6 velocidades (única opção nos 1.4 MPI, 1.0 T-GDi e diesel de 95 cavalos) e uma de dupla embraiagem de 7 velocidades (opcional no 1.4 T-GDi e restantes diesels).

A Hyundai também está decidida que o i30 se demarque em termos de comportamento: chassis 22% mais rígido, bastante do desenvolvimento feito no Nurburgring, boa performance aerodinâmica (apenas 0.30), todos os modelos recebem suspensão traseira multi-link, amortecedores acertados para performance e direção mais rápida e direta.

update 15-02-2017

Rétromobile 2017 - vídeos

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A Rétromobile é das maiores exposições de automóveis clássicos da Europa que decorreu no centro de exposições da Porta de Versailles em Paris - exibições de construtores, exposições temáticas, clubes, artistas, oficinas de restauração, venda de peças e outra memorabilia, basicamente tudo o que o amante dos automóveis clássicos pode pedir. Encontrei vários vídeos do evento, abaixo ficam os melhores.

À descoberta do Rétromobile 2017 com François Melcion


Coleção Ogliastro


O melhor do design Renault


Os Formula 1 mais peculiares


Renault 5 Turbo


Renault 5 Turbo 1982 à venda


As vedetas no stand da Alpine


70 anos de Ferrari


Lendas do Grupo B


Renault – the turbo years


Pequena retrospectiva

Ford Focus Electric recebe nova bateria

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A versão eléctrica do Ford Focus foi atualizada com nova bateria e nova autonomia.
Troca a anterior bateria de 23 kWh por uma de 33.5 kWh permitindo um aumento de autonomia de 63 quilómetros para um total de 225 quilómetros. Recebe também um sistema chamado Brake Coach que ensina os condutores a aproveitar o máximo da regeneração eléctrica na travagem. No interior recebe o SYNC 3 compatível com Android Auto e Apple CarPlay. A nível de preço, a julgar pelo preço praticado na Alemanha mantém-se inalterado.

Momento "Dia dos namorados" do dia

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Dia dos namorados, aquele dia em que agradecemos ter encontrado alguém que nos ature - especialmente difícil quando se gosta de automóveis. Se sairmos à noite com uma bela moça e no meio da conversa deixar-mos escapar que gostamos de carros, o telemóvel dela vai tocar repentinamente e ela terá de sair porque uma amiga esta a ter um ataque de caspa ou algo parecido. Daí que esta aplicação de encontros soa muito interessante - ao contrario das outras "dating aps" que emparelha pelos gostos partilhados, esta emparelha com base no que ambos odeiam!

É a Hater já disponível para o iPhone para já, supostamente também devia estar disponível para Android mas ainda não apareceu no Play Store. E sim, Donald Trump faz parte da lista de possibilidades. Ao menos no primeiro encontro já têm algo para conversar...

Alpine - está quase aí

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A Renault publicou imagens de um passeio noturno em Paris do novo Alpine - se bem que ainda mascarado e sem grandes imagens do interior.








Muito semelhante ao concept Alpine Vision - dá para notar que trocaram os espelhos retrovisores e as jantes (se bem pintadas de preto nestas imagens). Do interior dá para notar que o tablier pouco mudou com o ecrã digital no centro. Infelizmente pouco mais dá para perceber...

Renault Twizy - Vídeo

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Sem opções é a melhor opção.

DieselGate - ponto de situação 14-02-2017

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Mais uma atualização do dieselgate, como sempre sem tretas, conservantes ou adoçantes acrescentados.

Piech is back!
Ferdinand Piech andava desaparecido desde que perdeu a guerra de poleiro com Winterkorn, mas parece que está de volta à ribalta e parece que anda numa de ajustar contas com a direção que lhe puxou o tapete - segundo um artigo do jornal Bild am Sonntag Piech terá dito aos investigadores internos da que os diretores do grupo sabiam da falsificação das emissões meses antes de se ter tornado publico.

Segundo o Bild Piech disse que soube da falsificação em Fevereiro de 2015 via uma empresa israelita de segurança (como raio é que uma empresa de segurança israelita soube é uma óptima pergunta) informando em seguida Winterkorn e a supervisão que inclui alguns nomes importantes como o primeiro ministro da Baixa Saxónia Stephan Weil, o chefe do sindicato Bernd Osterloh, anterior diretor do sindicato IG Metall Berthold Huber e Wolfgang Porsche.

A Volkswagen nega as acusações de Piech e adianta que a investigação interna já teria desmontado as acusações do anterior membro da direção, mas também acrescentou que considera a possibilidade de fazer queixa por falso testemunho contra Piech.

Claro que saber quem diz a verdade é complicado - de um lado temos a Volkswagen que não precisamos de explicar porque não é de confiança, mas de outro lado temos Piech que tem uma personalidade ditatorial e que até à sua saída do grupo quebrou todos os que se atravessavam no seu caminho.

Além da questão de como é que uma empresa israelita soube do dieselgate, há também um problema de cronologia na história de Piech - segundo as investigações dos americanos, a batota nas emissões começou em 2006 altura em que Piech tirou o tapete ao CEO da Volkswagen da altura Bernd Pischetsrieder substituindo-o por Winterkorn, o seu favorito na altura. Ou seja, a falsificação das emissões começou numa altura em que Piech puxava todos os cordéis no construtor...

E se ainda não estava suficientemente estranho, é que depois da noticia do Bild am Sonntag a comissão parlamentar alemã que investiga o papel do governo alemão no dieselgate convidou o senhor Ferdinand Piech a repetir as suas acusações e Piech recusa-se a testemunhar. Segundo o advogado de Piech, as afirmações de Piech eram para os investigadores da Jones Day e procuradoria e não para o publico saber tal como não planeia comentar mais nada...O que irá agora fazer a comissão parlamentar é uma boa pergunta.


PSA também em sarilhos na França?

A PSA sempre gabou a sua tecnologia SCR mais cara mas mais limpa que os concorrentes e até agora ninguém tinha a apontar à marca francesa, mas em testes do governo francês 5 veiculos (Euro5 na altura) da PSA acusaram emissões de NOx em estrada muito mais elevadas que o valor legal. O engenheiro chefe da PSA Gilles Le Borgne disse que por design o EGR do motor é reduzido a temperaturas mais elevadas (ou seja a velocidades mais altas) para melhorar consumos e emissões de CO2 fora da cidade onde as emissões de óxidos de azoto são menos criticas. Onde termina "a optimização" do motor e começa a infracção é uma boa pergunta.


Nissan perde recurso na Coreia do Sul
Em 2015 o ministério sul-coreano do ambiente acusou a Nissan de usar um dispositivo nos Qashqai diesel para falsear as emissões nos testes de homologação, tendo multado e ordenado a recolha dos automóveis em questão. Para limpar o seu nome a Nissan processou o ministério, mas o tribunal administrativo de Seoul veio agora dar razão ao ministério.

Tentei via tradutores online ver exatamente o que os Coreanos descobriram que os europeus ainda não teriam detectado, afinal o Qashqai vem da fábrica de Sunderland em Inglaterra com os mesmos motores diesel Renault que nós temos, mas a única coisa que surge consistentemente é que em testes de estrada as emissões de óxidos de azoto são acima dos valores legais e que por isso terá havido falsificação dos testes de homologação. A Coreia tem o seu próprio protocolo de homologação e assim que tiver mais detalhes atualizo.

[update video]Produção do Volkswagen Golf - vídeo

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Além do automóvel, aprecio também todo o conhecimento, trabalho e tecnologia envolvida no design e produção de um automóvel - neste caso o Volkswagen Golf.

[update video]Novo Ford Fiesta apresentado

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Custa a acreditar mas o Ford Fiesta já tem 40 anos - não o modelo atual obviamente, mas o modelo em si. E para celebrar o evento a Ford apresentou a nova geração, que pode parecer um restyling da atual geração (que data de 2008) mas é um modelo (quase) completamente novo que deverá chegar aos concessionários no verão de 2017.
Confesso que inicialmente também pensei ser um restyling visto que os vidros laterais parecem exactamente os mesmos e segundo a Ford a nova geração é baseada numa versão revista da plataforma do modelo atual (e estreada no novo Ka+) - ou seja, evolução mais que revolução no Fiesta. É mais comprido em 7,1 centímetros (4,04 metros), mais largo em 1,2 centímetros (1,734 metros) e com 2,493 metros de distancia entre eixos (mais 4 milímetros) - se isso vai resultar em melhorias no espaço interior é o que falta descobrir, algo que a atual geração perde neste campo para os concorrentes.
À frente o capot é mais direito, os farois menos marcados e atrás a mala é mais larga e os faróis traseiros maiores horizontais em 2 partes. 

A personalização não ficou esquecida e será possível escolher cores diferentes para o tejadilho e espelhos retrovisores, bem como mais cores vivas no interior.

No interior grande evolução - recebe melhores materiais, desapareceram todos aqueles botões que só podiam ser operados por pessoas com dedos da espessura de palitos e aquele minúsculo ecrã central. O novo Fiesta recebe o sistema Sync 3 em ecrãs de 4.2, 6.5 e 8 polegadas - o grande ecrã tactil de 8 polegadas a dominar a consola centrar parece um pouco semelhante ao do novo Toyota CH-R não?

A lista de opcionais é interessante para o segmento: poderá ter um sistema audio Bang&Olufsen com 10 colunas com subwoofer na malaa para um total de 675 watts, tejadilho de vidro panorâmico e múltiplas ajudas à condução - 2 câmaras, 3 radares e 12 sensores ultrasonicos conseguem vigiar até 130 metros à frente do novo Fiesta conseguindo até detetar peões à noite, reconhecer sinais de transito, passagem de máximos automática, cruise control activo, alerta de tráfego em ângulo morto, ajuda ao estacionamento e outras funções.

A outra grande novidade é que a Ford está decidida a oferecer uma versão adaptada a cada cliente, com características diferentes (especialmente a grelha dianteira): além das versões 3 (ainda há quem os produza) e 5 portas "normais", o novo Fiesta terá uma versão luxo chamada Vignale (assentos de couro de maior qualidade e jantes de 18 polegadas especificas - Mini e DS aquanto obrigas)...



...uma versão ST-Line (continua a incluir suspensões e assentos desportivos, volante, jantes e acabamentos específicos)....
...e uma versão crossover Active que conta com suspensão elevada e alargadores dos para-lamas em plástico.


Debaixo do capot não há propriamente grandes novidades utilizando versões melhoradas dos atuais 3 e 4 cilindros, todos com stop-start e um botão Eco para versões de caixa manual. O 3 cilindros Ecoboost a gasolina está disponível com 1 litro turbo (100, 125 e 140 cavalos) ou com 1,1 litros atmosférico com 70 e 85 cavalos. 

Numa novidade mundial, o 3 cilindros Ecoboost turbo passa a estar disponível com desativação de 1 cilindro - ou seja, pode trabalhar apenas com 2 cilindros para reduzir consumos. Todos os 3 cilindros estão disponíveis com caixa manual de 6 velocidades. Pode parecer um pouco exagerado, mas a Ford esta decidida a tornar o novo Fiesta o mais económico possível sem recorrer a hibridização - quando estiver circular a velocidade baixa ou a levantar o pé para um semáforo o motor desliga automaticamente em 14 milissegundos um cilindro para poupar combustível. Segundo a Ford melhora a eficiência em 6%. 

A diesel o eterno 1.5 litros passa a estar disponível com 85 e 120 cavalos. Mais adiante deverá chegar a versão desportiva ST, mas para já mantém o segredo.

update 14-02-2017

[update video]Novo Ford Ka+ apresentado

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Eis o novo mais pequeno Ford: o Ford Ka+. Se em Portugal será KáMais ou KáPlus é uma boa pergunta - dica: que tal "+Ka" ou "MaisKa"? Maior que o anterior Ka, mais barato que o actual Fiesta é uma proposta económica para os citadinos e visualmente dá para perceber que o principal rival é o Dacia Sandero.
E tal como o Sandero, não é propriamente belo ou desejável - é mais um dos automóveis globais da Ford, este "indiretamente" do Brasil. Digo "indiretamente" porque a Ford aprendeu com o desdéns que levou quando trouxe o Ecosport para a Europa sem tentar adaptar "à circunstancia" Europeia - desta vez a Ford demorou o tempo necessário para adaptar este Ka+.
Recebeu novas molas, amortecedores, nova barra de torção traseira e anti-rolamento, pneus, suportes de motor, novo acerto de direção e o quadro dianteiro foi redesenhado para a Europa - bem como um reforço de material de absorção sonora.
Debaixo do capot terá apenas 1 motor com 2 níveis de potência - um 1.2 litros Duratec a gasolina com 84 cavalos e 112 Nm ou 69 cavalos e 105 Nm de binário acoplado a uma caixa manual de 5 velocidades.
Tirando mais uma lição do Sandero, a Ford fez este Ka+ o mais espaçoso possível - é apenas 5 centímetros mais pequeno que o Fiesta (3,93 metros de comprimento face aos 3,98 metros do Fiesta) mas 29 milímetros mais alto.

Mas não é apenas uma caixa com 4 rodas: a Ford inclui ar condicionado, Sync, AppLink, sensores de estacionamento, cruise control e outros equipamentos para melhorar a oferta relativamente ao Sandero.
Com base neste Ka que chega agora não é preciso muito para adivinhar que o próximo Fiesta vai subir um pouco no segmento - quem quiser um Ford barato tem o Ka+, quem quiser algo refinado pagará (um pouco mais que paga agora) por um Fiesta é basicamente a ideia.


update 14-02-2017

GM quer vender Opel à PSA?!

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A Reuters está a noticiar que, segundo 2 fontes dentro do assunto, a General Motors e o grupo PSA PSA estão em conversações avançadas para fusão da Opel e PSA - se bem sucedidas claro, e o anuncio pode ser nos próximos dias. 
A GM e PSA já tem uma parceria para o desenvolvimento de SUVs e monovolumes, e chegaram a discutir a fusão em 2013 quando a GM estava pelas ruas da amargura mas não deu em nada. Para já a PSA confirmou que esta em conversação com a GM para futuras parcerias. Há também outra possibilidade - com a noticia de que a PSA está a ser investigada por falsificação de emissões isto bem pode ser manobra de distracção com base em conversações que estão a decorrer sobre outro assunto.
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