DieselGate - ponto de situação 10-07-20178

Todas as alturas são boas para um apanhado das notícias ligadas ao dieselgate e há bastantes novidades interessantes - ficam abaixo os principais desenvolvimentos como sempre sem tretas, conservantes ou adoçantes acrescentados.

Daimler pára produção de motores
A Daimler suspendeu temporariamente a entrega de motores de camiões após detetar que em certas condições de condução as emissões de oxidos de azoto podem ultrapassar os limites legais.

Segundo o Bild am Sonntag e Daimler em certas condições o software da ECU do motor de camião OM 501 parava a injeção do aditivo AdBlue. Aparentemente isto é suposto acontecer quando o camião está a trabalhar com biodiesel que com AdBlue em excesso libertaria amónia que é prejudicial às vias respiratórias. Este motor é Euro5 e apenas é para exportação, não para venda na Europa, mas até resolverem a questão não há mais entregas.


VW perde tentativa de manter relatório secreto
Quem tem seguido aqui o dieselgate deve recordar-se de que a Volkswagen recusou-se a partilhar com as autoridades alemãs o relatório da auditoria interna efectuada pela Jones Day, apesar de o ter feito com as autoridades americanas. Não satisfeitos a procuradoria teve uma ideia de génio - como a Jones Day tinha sido contratada como auditora não como representação legal os procuradores simplesmente fizeram uma visita aos escritórios da empresa de advogados e levaram o que precisavam. Claro que a VW recorreu para os tribunais para que os procuradores não tivessem acesso a essa informação reclamando privilégio advogado-cliente.

Infelizmente para o grupo Volkswagen o tribunal constitucional federal alemão disse que o privilégio cliente-advogado não se aplica a investigações internas - ou seja, devemos ter novidades interessantes muito em breve!


Nissan admite falsificação de emissões
A Nissan admitiu que falsificou emissões nos seus automóveis produzidos no Japão - segundo a Nissan, detetaram em Setembro de 2017 não conformidades no processo de inspeção final e iniciaram uma investigação interna.

Este problema foi detetado por uma revisão interna despoletada pelos problemas do ano passado (em Outubro de 2017 a Nissan admitiu que durante anos automóveis deixaram a linha de produção sem uma inspeção feita por técnicos qualificados tendo que recolher 1,2 milhões de automóveis no Japão): de uma amostra de 2.200 testes em 6 fábricas foram detetadas 1.200 "irregularidades" em 5 das fabricas. Em 19 modelos vendidos no Japão, incluindo o Note e o Juke, as condições para os testes de emissões e economia não estavam conforme (duração dos testes e velocidades dos veículos) os requisitos legais locais e os relatórios de inspecção finais eram baseados em "medições alteradas" porque o equipamento não estava corretamente calibrado e porque os ensaiadores declaravam mais quilómetros que os realmente percorridos para melhorar as contas.

A Nissan contratou um auditor externo para investigar e implementar medidas correctivas (indica que deve durar 1 mês), mas insiste que apesar da manipulação nenhum dos modelos afetados afasta-se dos consumos ou emissões anunciados. Segundo a marca japonesa estas falsificações começaram em 2013 e envolve 10 funcionários.

Mas que raio se passa com o Japão? Primeira a Takata, depois a Kobe Steel, Mitsubishi, Subaru e agora a Nissan...Mas que raio se passa por lá?!

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