Novo Ferrari Purosangue apresentado

Durante anos, desde que me consigo lembrar, a Ferrari sempre disse que só produziria automóveis desportivos - mas o mercado mudou completamente e a marca italiana (e os seus acionistas) não teve escolha se não pedir desculpa ao espirito de Enzo Ferrari e ao longo de vários anos desenvolver o seu SUV/crossover para entrar neste formato cada vez mais popular sem ofender os fãs. E chegou o momento de apresentarem o Purosangue - mais crossover que propriamente um SUV, que arrisco parecer uma mistura de Mazda CX-9 com as portas do Mazda RX-8 (ok, o Opel Meriva também as teve) com o design do Ferrari Roma em cima...
A Ferrari define o Purosangue como um "desportivo de 4 portas com 2+2 lugares (como os GTC4 Lusso e FF)", tornando-o no primeiro Ferrari oficial (sim, porque já houveram vários não oficiais) de 4 portas. Mas apesar disso continua a parecer um Ferrari, é fácil de identificar como tal mesmo sem se parecer com qualquer outro Ferrari (ok, tem um pouco do Roma à frente mas basicamente é isso) - o centro de design esteve 5 anos a apurar o exterior do Purosangue.

O design exterior é inspirado no Ferrari Roma (notem os faróis e extrator traseiro) que com a curta distancia ao solo dá-lhe um ar mais dinâmico alem do centro de gravidade mais baixo que os concorrentes. A escolha das portas de abertura oposta com assistência elétrica é simultaneamente uma questão de praticabilidade e uma afirmação - do ponto de vista de praticabilidade facilita o acesso ao assentos traseiros sem ser um "normal 4 portas" como os que os plebeus conduzem todos os dias.







No interior recebe um tablier completamente diferente com a grande novidade é curiosamente a ausência de um grande ecrã táctil centra que dominam todos os tabliers modernos - condutor e passageiro recebem o seu próprio ecrã. Mantem os botões no volante e comandos manuais para a ventilação e se quiser ter navegação ou outros serviços terá que usar o seu smartphone via Apple CarPlay e Android Auto sem fios. E para as saídas em família tem uma mala de 473 litros, mais 23 litros que a do GTC4 Lusso.




Debaixo do capot há muito estava confirmado a presença de um V12 como motor de lançamento, mas outras motorizações devem chegar em breve incluindo certamente o V8 e segundo os rumores uma versão 100% elétrica. Para já tem um V12 atmosférico com 6,5 litros a debitar 725 cavalos e 716 Nm de binário sendo capaz de acelerar 2180 quilogramas de Ferrari (mais leve que os DBX, Urus e Bentayga) dos 0 aos 100 km\h em 3,3 segundos e os 200 km\h em 10,6 segundos. A velocidade máxima do Purosangue é de 310 quilómetros por hora.

O Aston Martin DBX707 é em termos de potencia o concorrente mais próximo com 707 cavalos, seguido pelo novo Lamborghini Urus Performante com 666 cavalos e logo a seguir o Bentley Bentagya W12 com "apenas" 635 cavalos - mas todos estes recorrem a turbos enquanto o Purosangue é atmosférico. Nas performances é mais equilibrado - ambos DBX e Urus igualam a aceleração dos 0 aos 100 km\h de 3,3 segundos, e o DBX atinge a mesma velocidade máxima de 310 km\h (o Urus ficasse pelos 306 km/h).

A potência é debitada nas 4 rodas via uma caixa de 6 velocidades de dupla embraiagem mas não tem qualquer modo de condução todo-terreno, apenas "Hill descent control" para lidar com neve e lama. A nova versão Side Slip Control consegue agora trabalhar com a direção ?as 4 rodas, e-diff, travões e outros elementos. Para assegurar um equilíbrio entre conforto e comportamento desportivo o Purosangue recebe uma nova suspensão ativa chamada Multimatic capaz de controlar a inclinação da carroçaria em curva - mas não varia a distancia ao solo que esta fixa a 18,3 centímetros.

Produção arranca em 2023 (para assegurar a exclusividade a Ferrari vai limitar o PuroSangue a 20% das vendas) para chatear as versões mais potentes dos Aston Martin DBX, Lamborghini Urus, Bentley Bentayga e Rolls Royce Cullinan. Até quando é que a McLaren ficará fora dos SUV\Crossover?

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