Descobrir a Euforia do Futebol com o Mercedes Classe A

Aprecio a evolução: algo que é verdade absoluta hoje, amanhã pode cair por terra - parar ou deixar de questionar é morrer. Tanto na ciência como na vida - alguns exemplos pessoais: durante anos não percebia nem apreciava motas , mas há pouco tempo uma luz surgiu no fundo do tunel e enfim percebi o encanto das 2 rodas.

Agora foi a vez do futebol: até há pouco tempo dias de grandes jogos eram óptimos dias para ir às compras, cinema ou jantar fora com a família - sinceramente nestes dias era capaz de assaltar um banco que ninguén queria saber. Mas uma recente deslocação a Lisboa trouxe grande mudança - cortesia de um Mercedes.

Aproveitei uma viagem de trabalho a Lisboa (parece que ando sempre de passagem por Lisboa) para deixar umas coisas em casa de um amigo e acabei por me deixar convencer a ficar para jantar - infelizmente tarde demais me apercebi que era dia de FC Porto versus Nápoles para o apuramento dos "quartos" da Liga Europa.
 
Em poucos minutos a trupe deu-me o resumo do cenário - o Porto preparava-se para discutir o acesso aos quartos-de-final da Liga Europa no campo do Nápoles. Um sítio chamado San Paolo onde aparentemente (segundo um cromo que lá estava e que nunca vou convidar para jantar em minha casa) nenhuma equipa portuguesa venceu até hoje. Apesar da vantagem de 1 golo para o Porto todos me diziam que se preparavam 90 minutos de uma luta infernal.
 
Confesso que não liguei muito...no inicio. Mas o que se seguiu ao apito inicial foi simplesmente avassalador - aos 3 minutos quando o Nápoles quase marcava o meu coração ia saltando fora do peito, algo que foi aumentando de intensidade com os sucessivos ataques dos Italianos e quando enfim marcaram (e empataram a eliminatória) só me apetecia renegar toda a comida italiana...com a possível excepção de canelonnes que não consigo viver sem!
 
Mas a ira transformou-se em êxtase, assombramento mesmo, no momento que Ghilas saltou do banco e marcou aos (sugestivos) 69 minutos - foi quanto tempo foi preciso para o Porto fazer um remate na direcção da baliza adversária. E não é que 6 minutos depois marcaram outro?! Olá Porto, onde andaste até agora?!
 
Sim, a ira e vontade de reacordar o Vesúvio voltou quando os italianos marcaram o 2º golo aos 2 minutos do prolongamento. Sou uma pessoa calma, mas naquele momento expirava fel e enxofre. Mas no fim o FC Porto venceu e pulei, saltei, abracei vários homens - senti euforia raramente ao alcance dos mortais. Mas a montanha-russa de emoções não ficou pelo êxtase e ódio - ao ver o jogo não era possível não idolatrar Fabiano, o salvador do FC Porto. Foi o guarda-redes brasileiro que segurou os italianos, fez sucessivas defesas possíveis e impossíveis. Especialmente na 1ª parte em que o Napoles simplesmente furava a defesa. Um pedestal para ele sonho fazer.
 
No final da noite, muita cerveja ingerida e suor excretado, o FC Porto estava apurado para os "quartos" da Liga Europa e os italianos não devem querer ouvir o nome "Fabiano" nos próximos tempos. E agora que o jogo acabou, não sei se consigo simplesmente "desligar" - quero voltar a sentir "a euforia"!
 
Mas perguntam vocês, o que catalisou esta grande mudança ao futebol? Curiosamente, foi o novo Mercedes Classe A que um amigo me emprestou nesse dia na esperança que o comprasse - esqueci-me de lhe dizer que a minha esposa exige que o próximo automóvel da família seja de 7 lugares...
 
Este novo Classe A era um novo começo para a Mercedes, nova imagem, novo dinamismo, nova vida - e de certa forma conseguiram. Visualmente parece uma flecha e o interior transborda da imagem Mercedes, muito bem acabado e desejável.
 
Mas na procura do dinamismo e fazer esquecer o anterior modelo acabaram por penalizar em demasia o conforto. Em nacional era inflexivel e ruidoso demais - bom quando se conduz rapidamente mas não quando se rola calmamente numa estrada secundária. Em tudo excepto auto-estrada era desconfortável e desnecessário.
Sim, quando se puxa por ele é muito bom, curva e agarra-se à estrada que nem uma lapa, mas em condução calma do dia-a-dia é simplesmente agreste demais e os bancos duros demais - se tem testiculos sensiveis evite.

Creio que apenas os que sonham com automoveis desportivos vão gostar - e aí está o problema: este devia ser "o Mercedes" que devia aumentar o publico da marca alemã, mas com este comportamento e suspensão apenas os que aceitem o desconforto como um mal/preço necessário vão gostar do novo Classe A.
E foi por causa do novo Mercedes Classe A que mudei relativamente ao futebol - quando tive hipótese "de fugir" do futebol (e acreditem que eu fujo sempre), preferi ficar e adiar o mais possível a viagem de regresso. Pena.


 
Nota - escrevi este artigo há algum tempo atrás e antes de publicá-lo surgiu a possibilidade de o adaptar para uma campanha de marketing que estava perfeitamente assinalada. Com o acordo da empresa de marketing venho agora publicar o artigo como o escrevi inicialmente.

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