Ponto de situação Dieselgate 19-05-2016

Novos desenvolvimento no dieselgate em particular para a Opel - como de costume sem tretas, conservantes ou adoçantes acrescentados.

Opel arrastada para o dieselgate
Como escrevi no outro dia a Opel foi chamada ao comité alemão que investiga as emissões automóveis e admitiu que na Zafira em certas circunstancias desliga o sistema de tratamento de emissões. A Opel confirmou que em "certas condições de velocidade e pressão de ar" isso acontece mas o objetivo é proteger o motor e o sistema de controlo de emissões (evitar condensação nos catalisadores que causa corrosão por exemplo), algo que é legalmente permitido.

A questão e burburinho é sobre se a Opel está ou não a abusar desta premissa - o ministro alemão dos transportes Alexander Dobrindt e comissão suspeitam que sim e pediram à Opel mais informações. Ou seja não, tal como a Volkswagen, tem um software que deteta o teste de emissões e altera as definições do motor como alguns grupos acusavam.

A comissão deu 14 dias à Opel para fornecer a informação técnica necessária, sobra a Zafira e também perguntaram pelo novo Astra que vende mais e tem basicamente os mesmos motores. O CEO da Opel Karl-Thomas Neumann reiterou que os motores da marca cumprem a lei e não usam software ilegal.

Claro que aqui está o problema "o que a lei diz" - é que graças à pressão dos construtores automóveis via países com fortes industrias automóveis a lei europeia está cheia de lacunas, tem um pouco de preto e um pouco de branco entre uma mar de cinzento. Recordemos que a Opel ainda recentemente aceitou recolher um grande número de automóveis voluntariamente por estarem a "esticar demais" a ideia de proteção térmica dos catalisadores.


Fiat é o próximo cliente
Mas não acaba aqui - na sexta-feira a mesma comissão vai confrontar a Fiat com possíveis irregularidades no 500X equipado com o 2 litros diesel que supostamente tem emissões de óxidos de azoto acima dos limites legais.

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