Dieselgate - ponto de situação

Altura para fazer mais um ponto de situação das ultimas do Dieselgate - como de costume sem tretas.
V6 3 litros afetado?
Já aqui tínhamos noticiado que a EPA estava a testar os motores V6 diesel que foram instalados de 2013 à presente data nos Porsche Cayenne e Audi A6, A7, A8 e Q5, e pelos vistos detetaram que durante os testes de emissões o V6 TDI estava conforme a legislação americana mas logo após o teste os motores passavam a poluir bastante mais ultrapassando os limites estabelecidos. A EPA conclui assim que algo no automóvel está a falsear os resultados dos testes.

A Volkswagen diz que foi apanhada de surpresa mas que irá colaborar para esclarecer a situação. Segundo a marca alemã a EPA informou-os que o V6 TDI tem software que não está corretamente descrito na homologação e que altera as emissões - algo que a VW nega existir neste motor. Na mesma declaração a VW sugere que o se passa é que software que protege o motor em determinadas condições pode ser o responsável por essa disparidade. Software que protege o motor é legal, que ele seja usado para falsear emissões não. O software de proteção pode não estar corretamente certificado e é por isso que a EPA não sabia da sua existência e funcionamento.

Como consequência desta notificação da EPA, a Porsche suspendeu a venda do Cayenne Diesel nos EUA e a Audi retirou do seu site americano todos os motores diesel.

Consumos e CO2 subestimados
Mas não acaba por aqui a Volkswagen anunciou na terça-feira que no decorrer da sua investigação interna aos diesel descobriu que vários automóveis podem ter sido homologados com consumos (logo emissões de CO2) inferiores às reais afetando cerca de 800.000 unidades na Europa. 
A Volkswagen não diz que motores estão afetados por este problema, apenas diz "que a maioria são diesel", mas segundo a Autonews afeta automóveis da VW, Audi, Seat e Skoda de 2012 a atualmente equipados com os motores diesel de 1.4, 1.6 e 2.0 litros e o 1.4 litros ACT (com desactivação de cilindros) a gasolina.

O novo CEO da Volkswagen Matthias Müller diz que continuará a investigação interna de forma transparente até às ultimas consequências.

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