Takata - mais noticias

De repente começou-se a falar da Takata e dos airbags defeituosos em Portugal - algo que já aqui tínhamos falado, mas houveram algumas actualizações neste debáculo que é importante falar e esclarecer alguns pontos porque recebi alguns emails e porque mais ninguém parece interessado em falar no tema como deve ser.

Antes de mais, o mais importante é que depois de meses da andaram a dançar em torno da questão a Takata aceitou enfim que afinal o problema era dos airbags e não apenas "de erros na manipulação de componentes durante a fabricação que na presença de humidade elevada em alguns estados que afectava alguns airbags" - isso significa que aceita que mais de 34 milhões de automóveis podem ter airbags defeituosos. 
Mas fica pior - é que a Bloomberg esteve a investigar porque é que este problema afecta apenas automóveis produzidos antes de 2008, e pelos vistos descobriu que em 2008 a Takata percebeu que havia algo de errado com o seus airbags e mudou secretamente a receita do químico usado. Mas não disse nada a ninguém ou tomou medidas para retirar os airbags defeituosos do mercado. Simpáticos...

Pode parecer simples, é apenas necessário substituir airbags: isso é um problema porque simplesmente não há airbags suficientes no mercado - ainda têm ainda de ser fabricados, o que significa que a troca poderá demorar anos.
Nos EUA, esta recolha afecta automóveis da BMW, Chrysler, Daimler Trucks, Ford, General Motors, Honda, Mazda, Mitsubishi, Nissan, Subaru e Toyota - e nos próximos dias eles vão anunciar que modelos são afectados nos EUA. 

E então na Europa?
Não há uma informação que diga exactamente que este ou aquele automóvel tem airbags defeituosos da Takata, mas pesquisando por recolhas em curso em Portugal que incluem a possibilidade de airbags que podem explodir violentamente e encontrei estas informações sobre os Honda Civic e Jazz e Toyota.

No resto da Europa também só encontrei estas recolhas com a informação "Airbags que geram pressão excessiva e que podem projectar fragmentos de metal": 
- na Alemanha os Nissan Pathfinder, Patrol, Pick-up, Terrano 2, X-Trail produzidos entre 2000 e 2003;
- no Reino Unido os Honda Accord (JHMCL7**03C208010 a JHMCN2**04C201797), Civic (1HGEM2**03l600323 a 1HGEM2**04L600407 e JHMES9**03S200092 a JHMES9**04S201251), CR-V (SHSRD8**03U107168 a SHSRD8**04U209338), Jazz (JHMGD1**03S211931 a JHMGD5**04S201690) e o Stream (JHMRN1**03C200525 a JHMRN3**04C200767;

Irei ficar atento a esta questão e actualizar se necessário.

2 comentários:

  • Anónimo says:
    20 de maio de 2015 às 23:04

    Perante tantas modernices, o carro do meu avó era dos melhores - não tinha bomba de injecção electrónica, não tinha filtro de partículas, não tinha airbags, não tinha acelerador electrónico, não tinha vidro eléctricos, mas tinha o resto.... tudo para ser uma grande máquina... dez +/- 1.500.000km sem grandes complicações (tenho ideia que ainda anda a rodar por ai) - era um mercedes 200d w122 de 1975.


  • Turbo-lento says:
    21 de maio de 2015 às 10:37

    As modernices não são propriamente o problema aqui - neste caso é um misto de irresponsabilidade e pura avareza. Esta empresa teve problemas nas suas fabricas e com o composto que desenvolveram porque pelos vistos reage mal à humidade e depois simplesmente encobriam tudo e ficaram calados que nem ratos na esperança que ninguem desse por nada. Infelizmente muitos já morreram e quem sabe quantos mais (princicpalmente nos EUA pelos vistos) andam com uma bomba relogio no carro sem saberem...é assustador

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