Emissões - umas mais perigosas que outras

Mais uma acha à fogueira da discussão entre os automóveis "clássicos" e os automóveis eléctricos. Segundo um estudo de 2013 do MIT as emissões poluentes dos automóveis são mais prejudiciais à saúde que as emissões poluentes da geração de electricidade. 

Algo que já várias vezes chamei à atenção é ao argumento das "emissões zero" - dependendo da fonte de energia (ou da percentagem dessa energia que vem de combustíveis fosseis) os automóveis eléctricos têm emissões indirectas. Este estudo do MIT pode ser de 2013 mas as conclusões não deixão de ser um ponto de discussão interessante ao culpar mais as emissões automóveis do que as de produção energética pelas mortes por emissões poluidoras. 

Segundo este estudo, nos EUA, poluição do ar é responsável por 200.000 mortes anuais e dá 2 números interessantes - nos EUA a poluição de automóveis mata 53.000 por ano enquanto a poluição da produção ambiental mata 52.000 pessoas por ano. Verdade a diferença não é muita (mas sempre é alguma) mas temos que ter em conta 2 pormenores: geografia (grande parte de nós habita em cidades rodeados por milhares de automóveis mas as centrais térmicas situam-se no exterior das cidades logo estamos menos expostos a esta poluição) e eficiência (os motores eléctricos são muito mais eficientes que os a combustíveis fosseis). 

 Ou seja, automóveis eléctricos são perfeitos para as áreas urbanas - a poluição local é nula, mas graças à sua maior eficiência causam menos impacto no lado da produção eléctrica, fora das grandes cidades - e se habitar num pais onde grande parte da energia vem de fontes renováveis então maior será a redução de impacto. 

Poluição proveniente da produção de energia é inevitável a não ser que esteja pronto para abandonar muitos dos confortos da vida moderna, mas poluição local por emissões automóveis pode ser reduzida ou mesmo evitada - algo que digo há muito: o automóvel eléctrico é perfeito para a cidade, é preciso é criar condições para convencer os consumidores como fazem na Noruega. 

 Curiosamente este argumento até funciona para os que se recusam a aceitar que exista tal coisa chamada "aquecimento global" (apesar de 95% da comunidade cientifica confirmar que existe) - não estamos a falar de cortar aquecimento global mas sim doenças e mortes por doenças causadas por emissões automóveis.

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