Jaguar XE apresentado

Eis enfim o novo Jaguar XE, a segunda tentativa da Jaguar de se intrometer entre os BMW serie 3, Mercedes Classe C e Audi A4 - e em simultâneo incinerar, cobrir com cal e enterrar o Type X. É um automóvel muito importante para a Jaguar: se não atingir os objectivos poderá significar o fim da marca Inglesa.

Mas comecemos pelo inicio - é uma bela fera. Faróis inspirados nos do XF mas mais finos e alguns detalhes do Type F. Sinceramente, a frente é ousada mas a traseira muito comum - mas neste segmento é preciso algum "classicismo" para sobreviver. É uma espécie de mano mais novo do XF, algo necessário para criar a imagem de família em crescimento e aproveitar o status dos modelos mais luxuosos.


O perfil é sem duvida desportivo, com um longo capot com uma bossa central como que se escondesse algo, e uma cabina puxada para trás onde está a tracção. Conseguir equilibrar tudo isto e mesmo assim oferecer 5 lugares não deve ter sido fácil.

Debaixo do metal
Um dos elementos-chave que a Jaguar usa para se diferenciar dos restantes ocupa a posição 13 na tabela periódica dos elementos - alumínio, que é usado na maior parte da carroçaria e suspensões. O XE é 75% alumínio (em particular da liga de alumínio RC 5754 de alumínio reciclado - algo que já aqui sugeri e que em breve ira ser usada em todos os novos automóveis da JLR) e 25% aço. Motor, suspensões, portas, capot, tejadilho, para-lamas dianteiros e traseiros são em alumínio. O fundo do chassis, suportes das portas e tampa da mala são de aço.

O uso do alumínio permite tornar o XE no mais leve do segmento, que ajuda nas performances e economia mas aumentando a rigidez torcional em 20% - para referência, o XE pesa 1474 quilogramas, o BMW 320d Efficient Dynamics pesa 1495kg e o Audi A4 Ultra pesa 1540kg.

Recebe as suspensões dianteiras de triângulo duplo do Type F (algo normalmente reservado a automóveis do segmento superior como o BMW Série 5) e um novo sistema multibraços atrás muito mais eficaz que os sistemas actuais. A Jaguar afirma que é a melhor suspensão que já tiveram e permite uma condução desportiva sem prejudicar o conforto.

Motores
Não fazia sentido criar um automóvel tão avançado e depois enfiar motores desactualizados debaixo do capot - já aqui falamos da nova geração de motores modulares Ingenium que soam muito próximos ao novo conceito de motores da Volvo.

No lançamento (previsto para Abril/Maio 2015) dois motores vão estar disponíveis debaixo do capot - O modelo de acesso (e provavelmente o que mais vai vender) terá o novo 2 litros diesel com 163 cavalos e 380 Nm associado a uma caixa manual de 6 velocidades - sim, um Jaguar moderno com caixa manual, se bem que também poderá ter uma nova variante da automática ZF de 8 velocidades. Segundo a Jaguar é capaz de consumos médios de 3,8 litros/100 km e mesmo assim capaz de ir dos 0 aos 100km\h em 8,4 segundos e atingir 227 km/h. A outra opção é a versão S com o V6 a gasolina de 340 cavalos e binário de 450 Nm to Type F, capaz de ir dos 0 aos 100km\h em 5,2 segundos. Este terá uma caixa automática ZF com comandos no volante, diferencial traseiro melhorado, regulações especificas da suspensão e um kit estético agressivo.

Estes são basicamente os extremos da gama, e com o tempo vai ser preenchida com variantes do motor Ingenium de 2 litros com variantes diesel, gasolina e híbridas.

Interior
No interior do novo Jaguar XE recebe 5 passageiros num ambiente muito agradável (se bem a julgar pelas imagens os lugares traseiros parecem um pouco apertados).



 O tablier é dominado pelo sistema multimédia InControl, que já conhecemos do novo Land Rover Discovery Sport, com um ecrã táctil de 8 polegadas que permite retirar muitos botões do tablier, é possível usar comandos vocais, tem função hotspot Wi-Fi e é capaz de sincronizar com o seu smartphone. Alias, é possível arrancar o seu Jaguar XE por uma aplicação de smartphone...


A Jaguar tirou uma página do manual dos alemães e carregou na tecnologia disponível - tem um HUD laser a cores de leitura mais fácil mas mais pequeno, travagem automática de emergência, reconhecimento de sinais de trânsito, aviso de saída de faixa de rodagem, cruise control activo, estacionamento automático, sistema áudio Meridian e muito mais.

Mas 2 outras tecnologias sobressaem - aproveitando a experiência da Land Rover e do seu sistema Terrain Response System que adapta a tracção fora da estrada a baixas velocidades, a Jaguar criou o All Surface Progress Control (ASPC) que é um cruise-control disponível a baixa velocidades (de 3,6 a 30 km/h) que facilita a condução em condições de baixa aderência de forma automática.

Outra novidade, não muito apreciada pelos doentes da condução, é a chegada da primeira direcção assistida electricamente à Jaguar. É algo inevitavel hoje em dia já que um sistema destes é capaz de reduzir as emissões em 3%, mas estragam o prazer de condução - o novo Porsche 911 por exemplo. Ma a Jaguar diz que este novo sistema é o melhor que já tiveram na Jaguar com a electrónica a permitir configurar este sistema, centragem automática entre outros acertos possíveis. A condução é daquelas carateristicas fundamentais a um automóvel que pretende destronar os alemães.

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