Depois de um 2025 em queda e um mês de fevereiro incerto, em março de 2026 viu-se uma grande recuperação de vendas em vários grandes mercados na Europa. Mas os resultados globais do 1º trimestre atiram um balde de água fria no entusiasmo.
Os números não mentem - relativamente ao ano passado em França as vendas de março saltaram 203% (um mercado que cresceu 12,9% no mesmo período), subiram 96% na Dinamarca, 95% na Noruega, 48% na Suécia, 32% na Itália e 25% em Espanha. Portugal foi no sentido oposto, se bem que somos um mercado marginal, as vendas caíram 1,7% num mercado em que a vendas dos elétricos cresceu 24%.
A maior concorrência (especialmente dos construtores chineses), as posições politicas de Musk e uma gama envelhecida arrastava a Tesla para o fundo. Mas a chegada das versões mais baratas, novos incentivos aos elétricos e a crise do golfo de Ormuz que levou ao disparar dos preços de combustível inverteu esta tendencia.
Tudo soava bem...até ao relatório trimestral aparecer
Com o fim do trimestre a Tesla apresentou os seus números de vendas e produção para este período e um pormenor salta à vista: neste período produziu 408.386 automóveis e venderam 358.023 unidades. Têm atualmente 50.363 unidades acumuladas algures - um recorde para a marca, segundo o Bussiness Insider o recorde anterior era de 46.500 unidades no primeiro trimestre de 2024!
Os analistas estavam a prever a venda de 370.000 unidades, e a Tesla normalmente batias essas expectativas, mas neste trimestre ficaram abaixo com 358.023 unidades - uma queda de 14% relativamente ao anterior trimestre.
Nos números de vendas há outra informação importante - das 358.023 unidades vendidas neste 1º trimestre 341.893 unidades foram dos modelos base dos Model 3 e Model Y o que significa margens de lucro mais baixas.
Estes números levaram a uma queda de 5% no valor das ações da Tesla. Neste 1º trimestre acumulado as ações caíram 20%.

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