É um assunto muito sério, e todos já ouvimos falar disto, se mais não for quando nos habilitamos legalmente para conduzir. O fenómeno do "aquaplaning" não é recente. Aliás, esteve desde sempre presente nas estradas desde que existem automóveis mas tem sido alvo de uma atenção redobrada a partir de 1960, altura em que começou a ser estudado pela 1ª vez.
Traduzido à letra, esta "planagem na água" resulta da perda de aderência dos pneus com o solo e da sua incapacidade de escoar a água pelos seus canais, seja porque a água é demais para a sua capacidade de escoamento, seja porque os sulcos do pneus não apresentam a profundidade necessária. O carro começa a patinar em cima da água e desliza.
Factores, principais, para ocorrência de aquaplaning:
A velocidade do carro: à medida que esta aumenta diminui a tracção, até ao ponto em que se perde por completo a tracção e o controle do veículo.
O piso dos pneus: à medida que o piso do pneu vai-se reduzindo, vai perdendo a capacidade de resistir ao aquaplaning, ou seja, o pneu perde capacidade de escoamento da água que encontra.
Profundidade da água: quanto mais alto for a altura da coluna de água que atravessámos - desde o solo até ao topo da massa de água à frente do pneu, mais difícil se torna o controle do veículo, se bem que também pode acontecer em camadas finas de água mas principalmente quando os pneus estão gastos.
Por isso, pense 2 vezes antes de pensar "Ó, os meus pneus ainda têm piso e ainda fazem 20 mik km na boa"... só para não gastar nuns novos. No mínimo, é a vida da sua família e a dos outros que está em perigo.
E quanto maior a largura do pneu, maior a probabilidade de entrar em aquaplanning.
Esta é uma das razões pela qual prefiro gastar mais algum dinheiro em pneus desenvolvidos por marcas com experiencia e meios do que por marcas brancas...