[update video]Peugeot 208 Hybrid FE em Frankfurt

Depois da apresentação em Frankfurt, a Peugeot continua o trabalho com o Peugeot 208 Hybrid FE e publicou um vídeo deste protótipo de investigação. Tomem nota que algumas soluções aqui vistas podem estar no vosso automóvel muito em breve.



Post original de 02-09-2013
Este é um concept em que o mais importante é o que se esconde debaixo do metal - será possível construir um automóvel económico e ecológico preservando o prazer da condução, performances e o preço? Um projecto que a Peugeot achou bem dar ao seu braço desportivo que ficaram com algum tempo livre depois de terem mandado um certo Loeb montanha acima mais depressa que um gato escaldado.
 
E é um projecto interessante porque muitos temem que com as pressões para reduzir emissões (logo consumos) se perca aquilo que apenas certos automóveis conseguem transmitir pelos fundilhos das calças - e tudo isto por um preço acessível (ou seja, nada de hibridismo plug-in).
 
Entregaram um Peugeot 208 Access com o motor 1.0 litro VTi a gasolina de 68 cavalos (emite 99g/km de CO2 e atinge os 100km/h em 14 segundos) e o resultado desejado é que o produto final seja capaz de atingir os 100km/h em 8 segundos e emitir apenas 49 g/km de CO2 - basicamente ser capaz de consumos de 2l/km. Ficam aqui as principais diferenças do Peugeot 208 FE ao 208 que podemos comprar:
1. O FE é 25% mais aerodinamico que 208 normal, sem tirar espaço ao passageiro e mala. Todos os componentes da carroçaria que afectavam o fluxo de ar foram modificados. A grelha dianteira deixa entrar mais ar o que significa que pode ser mais pequena. Os pneus especiais da Michelin são altos e finos para ajudar a aerodinamica, as jantes de 19 polegadas têm apêndices aerodinamicos e os espelhos retrovisores substituídos por câmaras.
 
2. As vias traseiras foram reduzidas em 20 milímetros de ambos os lados melhorando aerodinamica a volta e por debaixo do 208. Recebeu uma asa no topo do tejadilho atrás, arestas traseiras foram suavizadas e há um novo extractor para puxar o ar que vem do fundo completamente plano deste FE.
 
3. Apesar de manter o chassis do 208, o FE é 20% mais leve ao substituir os painéis laterais e do fundo por materiais compositos, fibra de carbono ou mistura de ambos e os vidros foram substituídos por policarbonato.
 
4. As suspensões no FE são diferentes, poupando 20 quilogramas, pelo uso de uma lamina em materiais compositos incluída num sistema tipo McPherson que substitui uma série de componentes da suspensão de série. Em conjunto com os pneus com menos 20% de resistência ao rolamento é muito mais fácil rodar o volante, logo a direcção assistida deixou de ser necessária.
 
5. O ar condicionado foi sacrificado, e pouco mais se sabe do interior - excepto que os painéis interiores das portas foram subtituidos por uns de polipropileno misturado com fibras naturais sendo m15% mais leve, a consola central e ventiladores são de plástico mais leve.
 
6. O 3 cilindros de 1 litro foi aberto para 1233 cc e recebe injecção directa, quase todos os componentes moveis foram reconstruídos em novos materiais para reduzir o peso, compressão do motor aumentou de 11:1 para 16:1, diâmetro das válvulas aumentado, escape e colector de escape redesenhados e alteração da localização das tubagens de refrigeração - a potencia mantém-se nos 68 cavalos mas o binário aumenta em 25%.
 
7. Bateria e motor eléctrico do carro de Le Mans desenvolvendo 30kW e 30Nm de binário para a frente e 100Kw como gerador energetico pesando apenas 7 quilos. A marcha-a-trás e feita em modo electrico (sem usar o motor classico) e funciona como alternador e motor de arranque, bem como alguns quilometros em modo electrico.
 
8. A bateria de litio de 0.56kWh (90 células de 3,5 Volts cada) pesa 25kg e esta na mesma sub-estrutura do deposito de gasolina de 20 litros por debaixo do banco traseiro (melhor distribuição de massas). O inversor e ECU estão debaixo do capot à frente.
 
9. Redução em mais de metade das normais fricções internas do motor (normalmente 20% do esforço do motor vai para fricção) através do uso de novos metais.
 
10. Tirando o exterior da caixa, a caixa de velocidades semi-automática é a de série - foram reduzidas as fricções ao cobrir as engrenagens com novo material que permitiu usar menos óleo (que normalmente também rouba energia). O óleo da caixa de velocidades foi desenvolvido de raiz pela Total apartir de fontes naturais (não de base de petróleo) e tem um índice de viscosidade muito elevado (acima de 250) e permite uma redução de consumos de 3% - devemos ouvir falar deste novo óleo em breve.
 
E funcionou? Bem, segundo a Peugeot o prototipo foi testado por um laboratório independente e atingiu os alvos colocados. A Peugeot estima que a redução de peso, melhorias aerodinamicas e os novos pneus tenham contribuído com uma redução de 20g/km DE CO2, o sistema híbrido cortou mais 20g/km e as alterações ao motor e caixa de velocidades outros 10g/km de CO2 a menos. Em termos de performance, o peso, aerodinamica e pneus contribuiram com uma redução de 4 segundos e o sistema híbrido com menos 2 segundos no tempo dos 0 aos 100km\h.
 
Vão ser produzidos 2 exemplares (um deles ai estar no Salão de Frankfurt) e vão servir para avaliar as tecnologias e discutir possibilidades com os fornecedores de componentes para futura aplicação. Visto do Autoblog.com

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