O troféu "European Car of the Year Award" (ECOTY ou Trofeu Automóvel Europeu do Ano) é uma competição internacional criada em 1964 por várias revistas automóveis de diferentes países europeias. A distribuição do painel de jornalistas é definida pela dimensão da indústria e mercado da cada pais, e não é uma eleição por categorias - só pode haver um vencedor. Neste vídeo temos os vencedores desde 1964 até 2026.
Confesso que perdi a conta dos concepts que a Stellantis trouxe ao salão de Paris, e alguns muito interessantes como o 2 Cavalos, 2 cavalos fourgonnette, E-T16 e RCZ mas tenho deixei para o fim o mais belo de todos - o concept Alfa Romeo Cuorerosso, um manifesto para o futuro do design da marca e em particular para o próximo Giulia.
Este concept Cuorerosso introduz um design inspirado no 33 Stradale (e arrisco também do SZ Coda Tronca dos anos 60), mais fluido, curvilíneo e sem arestas ou formas geométricas do Junior por exemplo mas sem cair na armadilha do novo retro e conseguindo um coeficiente aerodinâmico de 0,28. Segundo a Alfa Romeo este concept foi desenhado com 3 ideias em mente: vermelho, Itália e desportividade. Não sei o que pensam, mas acho que acertaram na mouche!
Com 4,7 metros de comprimento, 1,98 metros de largura e 1,33 metros de altura explora também novas tecnologias e funcionalidades e é a base para o desenvolver uma nova gama multi energia (incluindo versões Quadrifoglio) até 4,70 metros de comprimento.
Temos o icónico Scudetto à frente atualizado com LEDs triangulares que segundo a Alfa pulsam quando o proprietário se aproximar do carro. Tendo em conta a moda das grelha iluminadas e os farois com iluminação personalizada contem com este "novo scudetto" em breve na lista de opcionais. Já o mesmo provavelmente não se pode dizer do magnifico vermelho liquid ink com um verniz vermelho transparente aplicado na carroçaria de aluminio do Cuorerosso.
Para aceder ao interior o Cuorerosso usa 4 portas de abertura oposta para permitir acesso aos 4 assentos desportivos num mar de couro, nubuck, alcantara e metal.
Os assentos dianteiros são separados por uma fina consola central elevada em angulo que recebe alguns comandos manuais e integra um ecrã.
O condutor recebe um conjunto de instrumentos digital batizado Cannocchiale Vivente e um volante reduzido à mais básica das funções: conduzir.
Entre as várias noticias da Stellantis uma das mais interessantes foi o anuncio da nova plataforma STLA One para híbridos e 100% elétricos e que será a plataforma mais usada no grupo. O primeiro automóvel nesta plataforma chegará em 2027.
Esta plataforma STLA One escalável irá substituir 5 outras plataformas (incluindo as populares CMP, STLA Medium e STLA Large) reduzindo custos e complexidade. Poderá ser usada de citadinos a monovolumes de 7 lugares, permite as mais recentes tecnologias de "steer-by-wire" e condução autônoma "STLA Drive", motorizações hibridas e 100% elétricas - estas ultimas usando baterias LFP num sistema de 800 volts.
A Stellantis diz que servirá de base a mais de 30 novos modelos espalhados por todas as marcas incluindo 5 novos Peugeot, o próximo Opel Corsa, um novo SUV compacto para a Alfa Romeo e a versão de série do concept Citroen ELO.
O CEO da Stellantis Antonio Filosa apresentou enfim o seu plano para o futuro próximo da Stellantis e das suas 14 marcas - reduzir a produção na Europa, reorganização de plataformas, reorganização da carteira de marcas e novas tecnologias.
Segundo o plano FaSTLAne 2030 vamos ter, em toda a Stellantis, 60 novos modelos e 50 atualizações/refrescamentos cortesia de um investimento de 70 mil milhões de dólares (aproximadamente 60 mil milhões de euros).
Foi também anunciada uma reorganização das marcas. A Peugeot, Fiat, Jeep e RAM passam a ser as 4 marcas mundiais e principais da Stellantis que vão receber 70% dos investimentos para novos modelos/programas. Por outro lado, a Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo foram relegadas a um papel secundário, sendo consideradas marcas regionais limitadas aos seus mercados atuais. A Maserati irá ter 2 novos lançamentos, um sedan e um SUV, até 2030. São capazes de ter notado de não ter referido a DS e Lancia - deixam de ser marcas independentes e passam a ser geridas pela Citroen e Fiat respetivamente.
A Stellantis vai também reorganizar as suas plataformas/arquiteturas - até 2030 50% das vendas mundiais vão ser de modelos baseados em apenas 3 plataformas e em 2027 irá lançar uma nova plataforma designada STLA One. Esta nova plataforma será usada para novos modelos (de citadinos a monovolumes) com motorizações elétricas e hibridas.
Ao nível de mercados a prioridade vai para os Estados Unidos com 60% fundos investidos nos próximos 4 anos (36 mil milhões de euros), e na direção oposta vai a Europa com uma redução de 20% da capacidade industrial para 3,8 milhões de viaturas. Tudo isso enquanto aumenta a utilização da fábrica de 60% para 80% via parcerias com fabricantes chineses: as fábricas de Madrid e Zaragoza vão produzir dois modelos da Leapmotor, enquanto a fábrica de Rennes (França) montará modelos da Dongfeng e a fábrica de Poissy será reestruturada para outros modelos.