Não ia escrever sobre este tema porque sinceramente já o referi tantas vezes, mas é um ponto de viragem que espero inicie enfim algum bom senso na indústria automóvel. Como já tinha referido a China já tinha legislado o fim das pegas\fechos de portas elétricas em automóveis (e os volantes tipo yoke/manche também), mas decidida a não esperar as autoridades locais ordenaram uma das maiores recolhas de automóveis de sempre - afeta 5 milhões de automóveis na estrada, principalmente Teslas (quase 3 milhões de automóveis).
Como referi antes, a partir do 1º de Janeiro de 2027 a lei chinesa ira impor aos construtores que as pegas das portas tenham um sistema externo de abertura mecânica fácil de usar. Isto para facilitar o socorro a ocupantes na eventualidade de um acidente num automóvel elétrico levar à ignição da bateria de tracção. Mas a legislação também obriga a fechos de porta interiores visíveis e fáceis de usar.
A lista de marcas afetada é longa: Zeekr, Chery, Leapmotor, Xiaomi, Xpeng e a já referida Tesla.
No caso da Tesla vai ser feita uma reprogramação da eletrônica que para no caso de um acidente ser detectado os vidros laterais serem parcialmente abertos para facilitar o socorro...se o sistema elétrico de 12 volts não for comprometido claro. E também vão ter que ser aplicados autocolantes de aviso aos ocupantes que assinalam onde estão os sistemas de abertura manual e como os usar.
Mas como disse acima, a partir de janeiro de 2027 os fechos mecânicos têm que voltar. Nunca pensei em ver bom senso em segurança automóvel ter que ser importado da China. Falando nisso...
DO QUE ESTÃO À ESPERA EUROPA?!
Como é que a Europa está a dormir neste tema?! Do que pude encontrar sobre este tema os alemães do KBA estão à espera da conclusão de um estudo/inquérito oficial a um acidente de 2025 em Schwerte onde um Tesla Model S matou 3 pessoas. Mas já disseram que não vão declarar qualquer recolha ou pedido de alteração.
Talvez os holandeses da RDW peguem no assunto, já que "a legislação exige que os veículos devem poder ser abertos de forma intuitiva e sem ferramentas, tanto por dentro como por fora, em quaisquer circunstâncias – mesmo em caso de falha elétrica.
A única nota positiva, novamente graças à China, é que são um mercado tão grande que as alterações que vão impor em 2027 também devem chegar ao mercado europeu porque fabricar 2 sistemas de abertura diferentes para o mesmo automóvel seria caro demais.

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