Em 2022 o CEO da Mercedes Ola Källenius anunciou que de futuro a Mercedes seria uma marca automóvel de luxo e iria abandonar o segmento premium de volume. Basicamente vender menos carros mas ganhar mais dinheiro em cada venda - mais modelos de topo, menos modelos acessíveis.
Mas 4 anos passados a marca alemã teve que rever drasticamente os seus planos para se adaptar à realidade atual - Trump, crise dos chips, tarifas, subida de preços dos combustíveis, Trump, queda de vendas na China e subida de preço das matérias primas. Eu cheguei a referir o jesus laranja?
A primeira alteração foi o anuncio de que em 2028 teremos um novo Classe A! A produção dos atuais Classe A e Classe B devia terminar no final de 2025, depois adiaram o fim do Classe A para 2028 mas agora parece que vamos ter uma nova geração nesse ano.
Em fevereiro passado Källenius disse aos investidores que a prioridade absoluta a médio prazo era crescimento/volume - de 2019 a 2025 as vendas desceram de 2,3 para 1,8 milhões de unidades mas nos próximos 5 anos a Mercedes pretende atingir os 2 milhões de unidades anuais. Resumindo em 4 anos foram de "lucro acima de volume" para "volume acima de lucro". A Mercedes pretendia atingir uma margem de lucro por veiculo de 14% mas atualmente é de apenas 2,6% - bastante abaixo dos 7,7% que a BMW consegue atualmente.
Claro que a Mercedes continuará a apostar no luxo - vejam-se os novos Classe S e GLE, mas ao invés de ir atrás apenas dos milionários afinal não vai virar costas ao "resto do povinho". Obrigado acho eu...

0 comentários:
Enviar um comentário