Falhas do sistema elétrico são as mais frequentes

Uma coisa que o meu pai sempre disse era que "comprar um carro não é caro, manter um carro isso é que é caro". Creio que ele disse o mesmo acerca do casamento mas divago. Se quando algo avaria dentro da garantia as vezes é um inferno convencer as marcas a chegarem-se à frente, então no dia seguinte à garantia acabar a carteira sofre. A empresa CarGarantie analisa anualmente os custos de reparação pós garantia (em automóvel novos e usados) e a mais recente edição desta análise tirou algumas conclusões interessantes.

1ª conclusão - o custo médio por reparação em 2025 foi de 764 euros, muito acima dos já elevados 718 euros do ano anterior. Consequência de Trump, desafios económicos globais, Trump e a crescente complexidade tecnológica dos automóveis modernos. Cheguei a referir o jesus laranja?!


2ª conclusão - o timing dos problemas mantem-se estável. Em 2025 nos veículos usados 27,5% das avarias/incidentes ocorreram nos primeiros 5.000 quilómetros (27,1% em 2024), apenas 20,0% das avarias/incidentes depois dos 25.000 quilómetros (21,0% em 2024) e 26,7% das avarias/incidentes ocorrem depois dos 360 dias (25,8% em 2024).


3ª conclusão - evolução nos custos das avarias.
Nos automóveis usados o motor continua a ser o componente com os custos de reparação mais elevados mas curiosamente o numero de participações a descer: a sua participação no montante total das indemnizações por avaria é de 24,2%, ligeiramente abaixo dos 26% registados no ano anterior. O sistema de alimentação (incluindo o turbocompressor) surge em segundo lugar com 17,2% (desce também relativamente a 2024 em que foi 17,7%) e em terceiro lugar o sistema elétrico que salta de 12,9% para 13,6%. Problemas elétricos são cada vez mais complicados de diagnosticar o que significa mais mão-de-obra, além do custo dos componentes.

Nos veículos novos a evolução é também interessante - em 2025 o sistema elétrico é a maior despesa de reparação com 19,3% de participações, ultrapassando pela primeira vez problemas de motor que desce para o segundo lugar com 16,9% (18,4% em 2024) das participações, seguido pelo sistema de alimentação em terceiro lugar com 13,4% (15,5% em 2024).


4ª conclusão - evolução no que avaria com maior frequência
Seja em automóveis novos ou usados, o sistema elétrico é o componente que avaria com maior frequência. Aumenta de 21,5% para 23,2% em automóveis usados, e aumenta de 28,8% para 26,1% em automóveis novos. Maior complexidade também significa maior frequência de avarias.



Nos automóveis usados o 2º lugar pertencia ao sistema de alimentação (incluindo o turbocompressor) com 17,6% (redução face a 2024 que era 18,2%) e em 3º lugar o motor com 12,4% (13,5% em 2024).
Nos automóveis novos o 2º lugar pertencia à eletrônica de conforto (sistemas multimédia incluídos) com 15,2% (14,9% em 2024) e em 3º lugar o sistema de alimentação com 10,8% (12,9% em 2024).

Resumindo, se for comprar um automóvel usado não foque apenas no estado do motor e peça uma inspeção pré-compra.

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