Jeep Renegade apresentado

Se um automóvel pudesse ser uma anedota, seria este Jeep Renegade. Como noticiamos recentemente a Fiat completou a compra da Chrysler e tirando o Voyager vendido pela Lancia nenhum outro modelo ou marca do grupo americano chega cá a este lado do lago - excepto a Jeep. Mas Europa em SUV-febre oblige e além do novo Cherokee é necessário algo mais compacto para singrar deste lado, daí que alguém achou boa ideia pegar na plataforma do Fiat 500X e fazer um Jeep.


E sinceramente parece algo feito com Legos e para tentar dar um ar másculo, sim porque Jeeps destilam masculinidade e suor, deram-lhe um nome sobre-ambicioso: Renegade (Renegado). E o designe é intitulado "Tek-Tonic", uma referencia às "placas tectónicas" que o Renegade irá atravessar... a caminho do centor comercial.


Mantém a famosa grelha Jeep mas quase não tem nenhuma curva e o para-brisas parece quase vertical - parece que tentarem encolher o Wrangler para caber no Fiat 500X: é mais alto e mais largo que um Nissan Qashqai mas 15 centímetros mais curto.

E se a escola dos seus filhos fica num local de difícil acesso então a versão Trailhawk é para si - pneus específicos, mais 20 milímetros de altura ao solo (distancia ao solo de 22 centímetros) o que melhora os ângulos de ataque, saída e passagem, tracção integral com caixa de redutoras.


Existe também uma versão simplificada deste sistema de tracção integral, se bem que a maioria deverá ser comercializada com tração dianteira apenas, e será possível escolher entre 2 caixas manuais de 5 e 6 velocidades, 1 DSG de 6 velocidades e a nova automática de 9 velocidades do Cherokee. Todos os motores vão ser Fiat - a gasolina temos o 1.4 litros Turbo Multiair com 140 ou 170 cavalos, a diesel temos o 1.6 litros Multijet de 120 cavalos seguido pelo 2.0 litros de 140 e 170 cavalos. Tração integral apenas no 1.4 a gasolina ou nos diesel mais potentes.
Ira fazer frente aos Renault Captur, Peugeot 2008 e Nissan Juke - mas sinceramente, quando conduzo o meu Twizy as pessoas apontam e sorriem à minha passagem. Se conduzisse um destes as pessoas iam apontar e rir...

3 comentários:

  • Sergio Agosta says:
    7 de março de 2014 às 18:49

    Acho que o seu comentario é exageratamente negativo e nao parece objectivo. You should consider it is a car which shows a lot of pluses compared to competition in the segment. It is probably the best choice and the best 4WD in its segment

  • Anónimo says:
    7 de março de 2014 às 19:31

    Estranhei no inicio, mas agora agrada-me este modelo e acho que faz sentido do ponto de vista da filosofia da Jeep, estando inclusive orientado para um tipo de clientes diferentes dos restantes suv da moda. Acho que este será também um daqueles desenhos que resultam melhor ao vivo.

  • Turbo-lento says:
    7 de março de 2014 às 23:35

    Acredito que o publico evoluiu ao ponto de deixar de dar valor a certos "preconcepções" - poucos querem um jipe, querem o aspecto do jipe com o conforto do sedan e o resto que se lixe. Dai 95% dos qashqai e Duster serem tracção dianteira e quase 98% dos juke também. Poucos ou ninguém se ofende com um Porsche a diesel ou um Ferrari sem caixa manual - a jeep insistiu em que tem que ser um verdadeiro todo-terreno com nome macho a condizer e tudo numa designe semelhante ao Cube. Tenta fazer deste mini-jeep algo que ele não é e o publico sabe-o. Mas a parte engraçada é que ninguém pediu que fosse algo mais que um soft-suv.
    Parece que a Fiat tentou imitar o sucesso do Juke que no inicio muitos o rejeitaram e depois foi o que se viu - mas isso é raro de acontecer e nem a NIssan tinha ideia que o Juke descola-se assim.
    Mas sim, aceito que o melhor é esperar para ver ao vivo.

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