[update]Renault Twizy - Diário de bordo

Além dos posts individuais dedicados as aventuras com o Renault Twizy resolvi fazer um post que vou completando ao longo do tempo com as experiências e lições tiradas da vivência com o Renault Twizy e possíveis melhorias a fazer. 

29-09-2016: Mãos ociosas e um Twizy
Há poucos dias notei o som caraterístico de uma peça solta dentro da porta esquerda do Twizy e depois de um exame visual notei que uma das peças que tem a rosca para aparafusar um dos suportes das janelas tinha desaparecido. O som que ouvia era essa peça a tombar dentro da estrutura da porta - tinha que desmontar a porta.

E seguindo as instruções do inevitável Christian Dehais (se tem questões sobre Twizy ele é a pessoa que procura) deitei as mãos ao trabalho.
Tem que desmontar o espelho retrovisor que é suportado por 2 parafusos.

Depois desapertar os 3 parafusos que suportam a caixa exterior da porta.
E já está.
Esta é a peça que se soltou do suporte interno - é apenas uma questão de o voltar a encaixar e já esta.


Devia ter acabado por aqui não devia? Pois devia. Mas era uma tarde de sábado sem grande coisa para fazer...e notei que para tirar as portas eram só mais 2 parafusos! E claro que tive que as tirar para dar uma volta!
Tenho que confessar que conduzir sem portas é uma sensação espetacular! Adorei! Só faltava mesmo arranjar um maço com um cabo comprido para jogar Polo ou uma lança comprida como os cavaleiros e CARGA! Claro também tem as suas desvantagens - ao ter as portas ganha espaço para transportar objetos entre as portas e o assento e está mais protegido dos elementos...mas que sensação de condução.

Se planeia tirar as portas ao seu Twizy deixo apenas 3 avisos: é um trabalho para 2 pessoas, ao recolocar as portas terá que ter o cuidado de as realinhar para que fechem em condições e fica sem espelhos retrovisores algo que a Policia é capaz de não gostar.


08-09-2016: Trocas inevitáveis
Tal como todos os automóveis o Renault Twizy tem vários elementos de desgaste e este Verão tive que trocar os pneus traseiros e como estavam a dar sinais de desgaste aproveitei e troquei também os calços dos travões nas 4 rodas - quer os calços quer os pneus que tinha instalados eram os originais que vieram com o carro, ou seja, duraram 3,5 anos e 15 mil quilómetros.

Antes de avançar mais há algo que queria deixar logo à partida: os calços de travão e pneus duram mais, infelizmente a minha cara-metade adora conduzi o Twizy como um kart e o acelerador é basicamente "Ligado" ou "Desligado". Se travar usando a regeneração e não fizer as curvas com uma roda no ar (como a minha moça faz) sou capaz de apostar que estes elementos teriam durado mais 1 ano.

Primeiro trocar os calços dos travões e há noticias boas e menos boas. A boa noticia é que o custo dos calços baixou consideravelmente - para a frente custaram 47.20 euros e para trás 40.42 euros mais a mão de obra. Se tiver experiência é um trabalho relativamente simples que pode fazer em casa.
A noticia menos boa é que não é um componente facilmente localizar - o mecânico que me assistiu já tinha experiência com Twizy's e sabia onde adquirir mas mesmo assim foram 2 dias de espera.

Igualmente raros são também pneus para o Twizy: para o eixo dianteiro (125/80R13 65M) só existe mesmo o Continental EcoCont (a 42.24 euros cada mais montagem) e para o eixo traseiro apesar de existirem vários pneus com a medida 145/80R13 só há apenas um com o índice de velocidade M. O factor de velocidade mais baixo significa que é um pneu de baixo atrito (índice aderência E) logo mais autonomia, os restantes de índice T são mais aderentes (índice F) o que implicaria menos autonomia. Depois de alguma reflexão decidi manter os Continental Conti eContact 145/80R13 75M que me iriam custar (com montagem incluída) 137,36 euros.
Mas quando fui levantar o Twizy notei algo de estranho - o piso era completamente diferente! Eles tinham montado os pneus errados!!
Antes
 Depois

Após verificar a ordem de encomenda concluímos que foi o fornecedor que meteu os pés pelas mãos e mandou Continental EcoContact3 145/80R13 75T. Para ajudar à festa o fornecedor não tinha (e aparentemente nunca teve) os pneus que queria.

Legalmente não é um problema - os pneus são da mesma medida e índice de carga, apenas o índice de velocidade é diferente e esse não vem no livrete. Face à escolha de voltar a colocar os pneus velhos ou manter estes e ver no que dá...escolhi ficar com os 75T. Ficaram mais baratos (95,36 euros versus 137,36 euros) mas também é curiosidade: não consegui encontrar ninguém na comunidade dos Twizy que tenha experimentado, para uso corrente, outros pneus que não os originais. Posso dizer que parecem mais confortáveis, mas a grande questão é se afetam de forma significativa a autonomia - assim que puder irei fazer mais um "teste de autonomia" para ver.


08-07-2016: algo partiu
Era inevitável algo avariar no Twizy e infelizmente esse dia chegou - quando liguei o Twizy para o tirar da garagem isto foi o que vi.

Inicialmente ainda pensei que a bateria de 12 volts teria descarregado novamente (pelo bug irritante que a Renault nunca resolveu) e seria uma questão de ligar o carro à corrente novamente. Mas o alerta de Stop e bateria estavam ligados algo que nunca tinha acontecido antes. Lá ativei o seguro de viagem (vem incluído com o aluguer da bateria) e o diagnóstico não demorou - a bateria de 12 volts tinha morrido. Para que não haja duvidas o Renault Twizy tem 2 baterias: uma pequena de 12 volts para os acessórios à frente e a bateria maior de tração mesmo por debaixo do rabo do condutor.

E tal como todas as baterias de 12 volts usadas em automóveis, estas têm um tempo de vida limitado - pelas inscrições na bateria esta tinha sido fabricada em 2012. Foi uma questão de trocar e tudo ficou bem. Tudo exceto a carteira que ficou 100 euros mais leve - infelizmente como precisava do carro rapidamente não tive tempo para ir à procura de um melhor preço, mas é possível encontrar mais barato. De qualquer forma é um dado importante - se esta a ponderar comprar um Twizy usado verifique a idade da bateria.


24-01-2016: novo teste à autonomia
Uma questão que vem muitas vezes à baila com os automóveis elétricos é como envelhecem as baterias de tracção (sim ,os automóveis elétricos têm 2 baterias: uma de acessórios e outra de tração). Desde que adquiri o Twizy era algo que queria testar e para isso criei a minha metodologia de teste que repito anualmente mais ou menos na mesma altura - e no fim de semana passado foi exactamente essa altura!

Condições do novo ensaio - mesmas do primeiro:
- exactamente as mesmas pressões de pneus
- exactamente o mesmo percurso
- exactamente o mesmo condutor
- apontar para a média de 50km\h mas mantendo sempre na 1ª barra de consumo
- ida e volta para anular qualquer vantagem da geografia, ou seja, sem regeneração

Nota - para quem não sabe, o Twizy tem um indicador no topo (aquela barra horizontal) dividida em 3 partes que acende conforme o consumo: uma barra é bom, duas assim-assim e três barras. Não é necessariamente andar devagar - é uma relação entre velocidade, inclinação e aceleração.

Inicio: antes de arrancar tirei as fotos aos dados mais importantes: hora, quilómetros totais e anulei o contador parcial.

A viagem correu sem problemas tirando o facto que a bexiga encheu mais depressa que esvaziei a bateria de electrões - uma pausa foi necessária.

Concluindo:
Consegui chegar a casa desta vez - da outra vez fiquei pelo caminho por erro de cálculo. Eis os dados finais:


 E quando liguei à tomada verifiquei que ainda tinha 4% da carga na bateria.
Total inicial: 12.094 km
Hora de arranque: 11h13m

Pausa: 13h01m às 13h:22m

Total final: 12.176 km
Hora de chegada: 13h33m
Autonomia restante 3Km / 4% bateria

Fazendo algumas contas ficamos com:
- autonomia verificada: 84km (aprox.)
- tempo de viagem (tirando pausa): 2 horas
- velocidade média: 41.2 km/h

O curioso é quando comparo com os valores dos dois anteriores testes:
03/01/2015
- autonomia verificada: 80.3 km
- tempo de viagem: 2 horas
- velocidade média: 40.15 km/h

12/01/2014
- autonomia verificada: 85 km
- tempo de viagem: 2 horas e 16 minutos
- velocidade média: 42.5 km/h

Creio que a viagem em 2015 foi feita com temperaturas mais baixas que as 2 outras mas mesmo assim parece que pouco ou nada mudou. A bateria tem 3 anos, confesso que raramente cumpri a secção do manual de recomendações de como tratar a bateria do manual de instruções, a bateria nem é das mais avançadas nem tem todos os sistemas que mantêm as baterias nas melhores condições de funcionamento - será que o receio do envelhecimento da bateria pode (pelo menos nos Twizy) ser infundado?

19-08-2015: Algo partiu
No sábado passado fui à garagem para colocar o Twizy a carregar e ao abrir a tampa dianteira, como já fiz centenas de vezes, fiquei com a tampa na mão!


Ao estudar as 2 peças ví que são 2 peças coladas (a tampa e um suporte de plástico num eixo metálico), mas a área de contacto entre as 2 peças é extremamente pequena (apenas 8 cm2) e como tem uma mola para vencer (que mantem a tampa fechada ou levantada) com o tempo e esforço acabou por partir!


E via Twitter consegui encontrar uma solução cortesia do lifeintwizy que tem uma reparação relativamente simples.

Vou reparar a que partiu e guarda-la para o futuro, mas como a peça custa 30 euros vou comprar a peça nova para substituir e guardar a reparada para o futuro - sendo uma peça de esforço de certeza que irá voltar a acontecer.

22-05-2015: 10.012 quilómetros feitos
Ontem tive uma consulta no hospital e como era uma viagem de 50 quilómetros em estrada de montanha a meio da tarde levei o Twizy - e na viagem de regresso ultrapassei a barreira dos 10.000 quilómetros! Sei que é apenas um número, mas a vida é feita de marcos e este soube bem.

Foram 10.012 quilómetros, dos quais 99% feitos em cidade, mas foram também quilómetros que não tive que fazer com o meu automóvel a diesel em cidade - o tipo de condução que mais prejudica a saúde do seu automóvel. Quando antes os talões de desconto de combustível nunca chegavam agora passam da validade, não tenho que me preocupar com o filtro de partículas ficar colmatado e certos componentes duram mais: na ultima revisão estava previsto mudar calços dos travões mas como estavam em bom estado não os mudaram.

E deixo uma questão interessante - pelo caminho parei para tomar um café e pedi se me emprestavam uma tomada para aproveitar e carregar um pouco o Twizy. Nem hesitaram e apontaram-me para uma tomada. Se fosse para pedir gasolina será que teria a mesma sorte? Só a perguntar...


18-05-2015: 1º acessório
A semana passada dei um banho ao Twizy porque tive uma visita indesejada: um gato de rua andava a aproveitar-se da abertura que as janelas da Renault deixam para estar quente e confortável! Só um problema - sou alérgico a gatos.

Definitivamente algo tinha que ser feito e encontrei a loja do "La Vie en Twizy" - un site de outro fã dos Twizy mas que desenvolveu alguns acessórios para este eléctrico, incluindo exactamente o que eu precisava.
Alguns dias depois eis que chegam - são umas placas em policarbonato que se suportam no mesmo parafuso das janelas e tapam aquela abertura chata sem tapar completamente a entrada de ar fresco.



Ainda não as testei com mau tempo, mas vão melhorar o conforto do pendura e mesmo sem as janelas reduz alguma corrente de ar para trás.



09-05-2015: banhos!
Lembram-se de perder horas a lavar e limpar o vosso automóvel? Confesso que até gosto - é terapêutico, limpamos o carro enquanto limpamos a nossa mente. Mas não há dias que é uma seca? No Twizy é um pouco mais simples - retiramos os tapetes e abrimos a água! Só uma precaução - não apontar para o tablier. Esse é limpo com um pano e pronto.



Sim, é para isso que aquele buraco no assento serve...
Outra informação interessante - posso assegurar que os porta-luvas do Twizy são exactamente o tamanho para 2 sundaes da McDonalds. Mas como tem 2 porta-luvas, dá para transportar 4 sundaes.



09-04-2015: visita à oficina
Com o aproximar do fim da garantia estava preocupado com alguns problemas no meu Renault Twizy, alguns deles que estavam fora do alcance da oficina oficial da Renault de onde moro: é que nos automóveis eléctricos, incluindo o Twizy, a parte eléctrica só pode ser mantida por técnicos qualificados em instalações adequadas - no meu caso as instalações mais próximas estavam na Renault Chelas em Lisboa. Um pouco fora do alcance do meu Twizy...

Mas antes de mais, a lista de pontos a verificar:
- bateria de tracção: notei alguma perda de autonomia, mas será suficiente para precisar de ser trocada?
- bateria de 12 volts: descarregou 3 vezes durante a noite sem razão aparente. Bug de software? Bateria está em condições?
- 4 piscas avariados: piscas funcionam separadamente mas não os 4 ao mesmo tempo;
- acelerador: em 2 ocasiões acelerava a fundo e o carro movia-se a velocidade de caracol sendo necessário parar e arrancar novamente;
- travões ainda fazem algum ruído;

Então como proceder? Depois de contactar a linha do cliente da Renault rapidamente fui informado que um reboque viria levantar o meu Twizy onde eu quisesse - como não queria ter que me preocupar com isso deixei-o na oficina local da Renault para eles tratarem disso.

Fui contactado 2 dias depois pela Renault Chelas, que estava a fazer a manutenção, a perguntar o que é que me queixava do Twizy - pelos vistos a minha lista de problemas não lhes tinha sido transmitida. Depois de explicar, novamente, o que me preocupava com o meu Twizy não mais ouvi deles durante 1 semana (mais ou menos), ao fim do qual ligaram-me para dizer que o Twizy estava pronto e onde é que eu queria que fosse entregue.

Sim, também me disseram o que lhe fizeram - o interruptor dos 4 piscas foi substituído, as baterias foram testadas (e estão em condições) e a electrónica foi reprogramada para eliminar bugs de software.

O Twizy foi-me entregue na oficina onde o deixei no dia seguinte, muito mais limpo do que o entreguei e como estava ainda dentro da garantia a Renault não me levou nada por todo este processo.
Não foi a primeira vez que levei o meu Twizy ao mecânico (foi 2 vezes à Renault local por causa dos travões), mas foi a 1ª intervenção ao sistema eléctrico e confesso que estava um pouco nervoso de como iria desenrolar mas apesar da confusão inicial correu tudo bem e estou muito satisfeito por ter o rodinhas de volta.


06-03-2015: primeira reparação caseira
Antes de mais um marco: ultrapassei a barreira dos 9.000 km no meu Renault Twizy! Para ser exacto, já vai com pouco mais de 9.300 quilómetros - tirei a foto há algum tempo e demorei a actualizar este diário.

E estive a tentar descobrir o quanto esses 9.000 quilómetros - para ser exacto estive a rever as facturas de electricidade antes e depois de adquirir o Twizy, não em termos do valor da factura mas em termos de potência consumida. E a verdade é que não encontrei nenhuma - o meu consumo de electricidade desceu inclusivamente! E isto num apartamento com 2 adultos e 2 crianças - o que significa que o consumo do Twizy foi tão baixo que foi possível compensar com outras medidas. Sinceramente não sei exactamente quais foram porque não foi algo que estava a tentar fazer mas não deixa de ser um dado interessante.

E na semana passada fiz também a primeira reparação caseira no Twizy num dos suportes das janelas. Adquiri o Twizy com as portas e as janelas da Renault, estas são uma estrutura que se apoia em 2 apoios em cada porta. O problema é que estes apoios são 2 peças cravadas e com o uso regular uma delas separou-se completamente. A peça abaixo é outro suporte que está também a abrir mas ainda não separou completamente.


Como isto são 2 peças cravadas, uma espessa e outra é apenas uma folha metálica, a soldadura clássica estava fora de questão porque derreteria a parte mais fina. A solução foi pedir a um amigo (obrigado Nuno) que soldasse usando soldagem electrónica. Abaixo podem ver o resultado.


Para já apenas foi soldada uma das quatro peças, mas é algo que farei as restantes peças mesmo antes que se separem.

03-01-2015: novo ensaio de autonomia
Enfim consegui encontrar tempo para fazer um novo ensaio à autonomia do meu Renault Twizy. Mas como passou bastante tempo resolvi não ir tentar bater o recorde mas sim repetir o mesmo percurso nas mesmas condições para ver como evoluiu a bateria - infelizmente, ao contrário dos bons vinhos, não melhora.

Condições do novo ensaio - mesmas do primeiro:
- exactamente as mesmas pressões de pneus
- exactamente o mesmo percurso
- exactamente o mesmo condutor
- apontar para a média de 50km\h mas mantendo sempre na 1ª barra de consumo

Nota - para quem não sabe, o Twizy tem um indicador no topo (aquela barra horizontal) dividida em 3 partes que acende conforme o consumo: uma barra é bom, duas assim-assim e três barras. Não é necessariamente andar devagar - é uma relação entre velocidade, inclinação e aceleração.

Inicio: antes de arrancar tirei as fotos aos dados mais importantes: hora, quilómetros totais e anulei o contador parcial.



Claro que ao partir sabia que tinha que conduzir o máximo e inverter de marcha quando a bateria chega-se a meio...o problema era saber onde estava o "meio".

E fiz-me à estrada numa bela manha de sábado, até sou capaz de assegurar que a temperatura era exactamente a mesma - fria!


Não havia muito movimento na estrada, tinha basicamente a estrada para mim...e alguns ciclistas que ia deixando para trás.



O primeiro aviso veio quando notei que tinha feito apenas 20 km e já tinha perdido 2 barras - como a estrada estava livre digamos que acelerei um pouco mais, mantendo dentro da 1ª barra ainda atingi-a mais de 60 km\h.

Perto do meio-dia notei que a bateria aproximava-se do meio da capacidade e mesmo com cuidado notei que a quilometragem não ia ser boa.

Dez minutos mais tarde meia-bateria e hora de voltar para trás - infelizmente foi também o momento em que me lembrei que já devia ter invertido: por experiência já tinha visto que a viagem de ida é menos consumista que o regresso...

E temendo que ia ficar pelo caminho fui mais cuidadoso com a viagem...ao ponto de ter um destes atrás de mim. Não me ultrapassava mas também não consegui deixa-lo para trás. Seca.


O primeiro aviso caiu - ou quando se acende "a pilha" no tablier e se chega à última barra do contador.


E 10 minutos passados a última barra já era - estava oficialmente em sarilhos.


Cinco minutos mais tarde a bateria está nas últimas e o Twizy entre em modo tartaruga. Apenas 1 quilómetro de distância a percorrer, mas a inclinação era demasiada e parei para pedir uma tomada emprestada.

Curiosidade - já tive que pedir "uma tomada emprestada" várias vezes e nunca me disseram não. Se tivesse que pedir gasolina provavelmente não teria a mesma reacção.

Enquanto a bateria carregava o suficiente para chegar a casa, tirei as ultimas informações. Só a hora não está correta porque tirei a foto depois de ligar à tomada, alguns minutos depois de parar.


Concluindo
Fazendo as contas então:
- autonomia verificada: 80.3 km
- tempo de viagem: 2 horas
- velocidade média: 40.15 km/h

Recuperando os dados da mesma viagem de há quase 1 ano atrás (12 de Janeiro)
- autonomia verificada: 85 km
- tempo de viagem: 2 horas e 16 minutos
- velocidade média: 42.5 km/h
Parece que passado um ano perdi 5 quilómetros de autonomia.

Isto não é uma relação linear, não significa que perco 5 quilómetros a cada ano que passa - mas a bateria data de Março de 2012 (quase 3 anos de vida), fez quase 8.700 quilómetros e ainda dá uma boa autonomia. Será interessante ver quanto consigo daqui a 1 ano - se tiver a mesma bateria: pretendo contactar a Renault e ver como posso fazer aquela verificação da capacidade que referem e ver se está próximo do limite para troca da bateria por uma nova. Sim, haverá novo capítulo!

22-09-2014 - meter água
Uma pergunta que me fazem muitas vezes é sobre como se comporta o Twizy no inverno, particularmente com a chuva. Claro que na ausência de aquecimento e uma carroçaria basicamente aberta significa que temos que usar roupa mais quente mas se tivermos as portas e janelas instaladas não é assim tão mau. Prova disso as imagens abaixo - deixei o Twizy estacionado à chuva durante o dia inteiro e depois de entrar esta é a quantidade de água que entrou:




Só uma dica - não estacionar em zonas onde se possam formar poças de água que outros automóveis possam calcar.
Se tudo correr bem, este fim de semana terei outra actualização neste tema para fazer.

11-09-2014 - travões parte 2
Infelizmente depois da primeira intervenção nos travões do meu Renault Twizy ainda se ouvia o ruído de uma pastilha a roçar no disco - algo apenas notório a baixa velocidade porque a circular mais rapidamente os outros ruídos acabam por abafar esse som. Dirigi-me novamente à oficina Renault para que tratassem do problema e até contactei a linha de cliente Renault para tentar assegurar que o problema era investigado a fundo.

A julgar pelos comentários na internet trata-se de um problema comum nos Twizy - ao tirar o pé do travão a maxila recua mas o calço não acompanha completamente. A solução foi simples - aplicar "massa de cobre" nas pastilhas e o problema ficou resolvido. A Renault rapidamente contactou-me a explicar o problema e avisar que estava pronto, e como o problema devia ter sido detectado e corrigido na 1ª intervenção não paguei nada da 2ª intervenção.

21-08-2014 - Primeira despesa...além da electricidade
Ao fim de 2 anos de vida e 7.500 quilómetros eis a primeira visita ao mecânico. Era inevitável: as pastilhas de travões do eixo traseiro começaram a fazer um ruído diferente o que normalmente indica que estão a ficar gastas e precisam de ser substituídas. Comecei também a detectar um problema comum com os Twizy: depois de tirar o pé do travão os calços ficam próximas demais do disco raspando ligeiramente - algo que acelera o desgaste, se bem que não tanto quanto a condução da minha esposa: a rapariga adora conduzir o Twizy como um kart.

Verificou-se que os calços dianteiros estavam bons e que os calços traseiros precisavam de ser mudados - se bem que segundo o mecânico ainda davam para mais algum tempo, mas sendo algo fundamental para parar o carro mandei trocar.

E quanto custam calços de travão para um Renault Twizy? Um conjunto completo para o eixo traseiro 65 euros (mais a mão de obra) - o que é bastante tendo em conta que são até bem pequenos. Para colocar em perspectiva, calços para um Megane começam nos 35 a 45 euros, para um Audi A4 já vai para os 75 euros, uma Honda CBR (roda dianteira) mais de 100 euros.
Infelizmente era algo que temia - são componentes específicos para este carro porque as rodas são pequenas demais e não há economias de escala. Só quando houverem muitos mais Twizy's na estrada é que talvez surjam outras empresas a produzir estes componentes.

Portanto, se tem ou sonha com um Twizy uma dica - melhorar a gestão entre a travagem mecânica com a regeneração eléctrica para minimizar desgaste dos calços. Mesmo assim creio que os calços de travões de um Renault Twizy podem durar entre 8.000 a 8.500 quilómetros.

16-08-2014 "Brinquedo mas não só"
Se há algo que oiço regularmente sobre o meu Renault Twizy é pessoal a dizer "é um brinquedo muito giro", e é o tema para a anotação do dia.
Antes de mais todos os automóveis podem ser "um brinquedo" nas condições certas, mas concedo que o Twizy devido ao peculiar aspeto possa ser levado para a brincadeira mas acreditem quando vos digo que é o automóvel que mais usamos no nosso dia-a-dia, a carrinha familiar passa a maior parte da semana parada. É preciso adaptar e alterar algumas rotinas diárias, mas sinceramente na nossa família de 4 foi fácil de fazer.

Um bom exemplo creio que é a nossa rotina para o período de aulas que se avizinha - somos uma família de 4, 2 adultos e 2 crianças de 9 e 6 anos. Cada filho anda numa escola diferente e entram a horas diferentes (8:30 a mais velha e 9:00 o mais pequeno): é uma questão de organizar para que a mãe prepare os lanches enquanto pai se despacha (ou vice-versa). Pego no Twizy e levo a mais velha já que entra mais cedo. Regresso a casa para ajudar a despachar o mais pequeno e levo-o à escola dele. Regresso para ajudar/apanhar a esposa e partimos para o emprego já que trabalhamos próximo um do outro. À hora de almoço encontramo-nos para vir a casa almoçar ou ficamos nos respectivos escritórios. Ao fim da tarde como regressamos a casa ao fim do dia onde os miúdos nos esperam.
Como carrego o Twizy 2 vezes por semana (esposa tem pé pesado...) isso significa que as deslocações de uma semana custa pouco mais de 1 euro.

Portanto, se vê o Renault Twizy apenas como um brinquedo com 4 rodas olhe que ele pode surpreendê-lo.


07-08-2014
No dia 25 de Junho (ver post abaixo) fiquei parado pela primeira vez sem bateria e na altura fiquei fulo. É que nunca me aconteceu num automóvel clássico e a única vez que um automóvel meu ficou parado na berma por causa de combustível foi porque a minha esposa pegou no meu Yaris a diesel e meteu-lhe gasolina - é que o Yaris dela (sim, cada um tinha o seu Toyota Yaris) era a gasolina. E correu tudo bem - um sensor detectou a gasolina e desligou o motor nesse instante. Foi preciso limpar toda a linha de combustível e trocar um filtro.

Mas depois de pensar um pouco sobre a minha primeira paragem sem electrões vejo que afinal até tem um lado positivo - é que como os sistemas electrónicos não permitem descarregar completamente a bateria (fica sempre 10 a 15% de carga) é impossível danificar a bateria. Daí que depois de carregar o Twizy à noite fiquei exactamente com o mesmo carro - mas e se eu tivesse ficado sem combustível num automóvel a motor de combustão?

Depende um pouco do carro que conduz, mas antes de mais queria esclarecer um mito - ao contrario do que se diz conduzir com pouco combustível não se aspira o lixo que esta depositado no fundo do tanque, é que como o combustível é sugado sempre do fundo do tanque se houver depósitos eles são aspirados qualquer que seja o nível de combustível.

Mas então o que acontece quando o combustível acaba em andamento? Há consequências imediatas e a longo-prazo. Se tiver um automóvel diesel, moderno ou mais antigo, a consequência imediata é a paragem e reboque. Basta um resticio de ar entrar no sistema de alimentação e o motor pára. E só voltará a andar depois de uma ida à oficina para "ferrarem" o sistema de alimentação. Algo que não faz na berma da auto-estrada.
Em automóveis a gasolina mais antigos (em carburadores ou primeiros sistemas de injecção) ao começar a entrar mais ar na mistura ar-combustível isso vai levar a desregular de carburadores e/ou risco de detonação no motor o que pode ser (como o nome indica) prejudicial ao motor - se for um motor turbo ainda pior e corre o risco de partir pistões ou a junta. Nos motores mais modernos há sensores que evitam essa situação.

Outra consequencia indirecta do cortar do motor é que nos automóveis perdem a assistência hidráulica da direcção (não acontece se for um automóvel moderno com assistência eléctrica) e ao fim de algum tempo perde a assistência à travagem - ainda consegue travar o carro, apenas terá que fazer mais força no pedal. Imagine isso na auto-estrada.

A bomba de combustível (em todos os motores) é que não gosta muito de trabalhar a seco - é que o fluxo de combustível ajuda a refrigerar e lubrificar a bomba. Claro que isto não tem impacto imediato, mas se fizer isso muitas vezes poderá acabar por reduzir o tempo de vida da bomba e tudo num automóvel tem um prazo de validade.

E se for num automóvel eléctrico? Bem, nada do acima pelos vistos.

09-07-2014
7.000 quilómetros (ok, quase ;) ) e nada a declarar.


25-06-2014
25 de Junho de 2014, um dia que irá ficar marcado como infame daqui em diante - o dia em que pela primeira vez fiquei sem bateria a caminho de casa. Infelizmente um cálculo optimista da distancia a percorrer para levantar o cão do canil acabou por me deixar a 1 quilometro de casa sem bateria.

Mas quando me apercebi que não iria chegar a casa alterei a minha rota para ir a um sítio onde eu sabia haver uma tomada eléctrica exterior - nas urgências dos hospitais há uma (ou mais tomadas) de 220 volts para manter os sistemas vitais das ambulâncias de resposta rápida do INEM (para poupar as baterias da viatura). Pedi autorização e deixaram-me ligar durante os 5 a 6 minutos necessários para ter carga suficiente para chegar a casa. Há uma primeira vez para tudo...

19-05-2014
Primeira avaria? - não exactamente. Sexta-feira passada começou mal: ao tirar o Twizy da garagem ele recusou-se a colaborar. Rodei a chave, o painel de instrumentos acendeu por alguns segundos e desligou-se sem aviso. Estranho tendo em conta que no dia anterior tinha-o usado e deixei-o com meia bateria.
Contactei a linha da Renault Assistência 24 horas e rapidamente colocaram-me em linha com um especialista dos automóveis eléctricos. Pelos sintomas acharam que poderia ser a bateria de 12 volts que descarregou completamente devido a um "bug" na electrónica. É algo que muitos desconhecem - apesar dos automóveis eléctricos e híbridos terem uma bateria de grande potência e capacidade, todos eles têm de ter uma bateria normal de 12 volts para os acessórios e sem ela nada funciona.

Apesar de terem logo oferecido para recolher o Twizy em minha casa recomendaram primeiro que liga-se o Twizy à corrente durante pelo menos 6 horas para carregar ambas as baterias. Assim fiz e no dia seguinte ele voltou à vida como nada se tivesse passado. E assim continua sem visitar o mecânico...
Tendo em conta que os automóveis eléctricos são uma novidade temia que fosse complicado obter respostas, mas a verdade é que a linha de assistência da Renault foi rápida e eficaz a tirar as minhas dúvidas.


08-04-2014
Fim de semana - fui passear. Distância ao solo um pouco baixa para todo-terreno. Tirando isso...perfeito.







03-04-2014
É curioso as coisas que as vezes fazemos sem nos apercebemos - os automatismos que desenvolvemos no dia-a-dia. E só hoje ao almoço é que me apercebi que desenvolvi uma forma de aceder e sentar dentro de um Twizy, específica ao sexo masculino - portanto se é do sexo feminino ignore o que vou dizer a baixo.
Para aceder ao interior do Twizy é necessário primeiro abrir a porta - que se tiver as janelas opcionais instaladas tem um truque. Depois colocar uma perna dentro do Twizy enquanto agarra "o material" com a mão do mesmo lado da perna que colocou no interior do Twizy. Roda a secção traseira para o interior do Twizy e começa a descer para se sentar no assento, ainda segurando para cima os "tintins".
 Assim que se estiver sentado puxar a outra perna para dentro, e só quando tiver ambas as pernas juntas no interior larga a "prata da casa".
Para os que não percebem esta necessidade de amparar "a fruta" a verdade é que os assentos do Twizy são bastante duros, a suspensão muito curta e devido à posição das rodas não há muito espaço para as pernas do condutor. Daí que se não tiver cuidado em relocalizar as gónadas ao sentar elas ficam apertadas entre as ancas (que é mau) ou entre as ancas e o assento (que é ainda pior).

14-03-2014
Enquanto espero ter hipótese de aproveitar esta aberta de bom tempo para nova tentativa ao recorde de autonomia, ficam algumas imagens.
 Ao fim de 1 ano e pouco lá cheguei aos 6.000 quilómetros percorridos.

 Já percebi porque é que as janelas/portas do Twizy não fecham completamente...

E sim, é possível ir à lavandaria num Twizy e preciso mesmo de o lavar!

12-01-2014
Enfim consegui arranjar tempo para responder a uma pergunta muito importante - qual é a autonomia máxima do Renault Twizy? Não vou dizer já e não passem para o fim, deixem primeiro explicar como é que este teste foi feito.
De maneira a melhor equilibrar o realismo com a economia fiz este ensaio da seguinte forma - tentar manter uma média de 50km\h, um percurso o mais plano possível e feito em ida e volta, ou seja, reduzir ao máximo a recuperação de energia e qualquer vantagem que tenha na ida é anulada no regresso.
Só há um problema - decidir quando voltar para trás. É que o indicar da autonomia engana um pouco ou seja tenho que me reger pela escala de barras que é mais fiável. Só que se a ida for mais económica e virar quando chegar a meio da bateria o mais certo é ficar pelo caminho...algo que não quero claro.
A temperatura estava um pouco fresca, mantive as janelas para efeito de chuva que podia cair e eu peso uns 95 quilos graças ao Natal.
Arranque - eis aqui a informação à partida. Notem os quilómetros totais (5485 km) e a hora de partida (11:07). Os 67 km de autonomia estimada devem-se a alguma condução desportiva do dia anterior...mea culpa.



E fiz-me à estrada. Como podem ver tinha a estrada um pouco só para mim, mas como disse tentei manter os 50km\h de velocidade - podia ir mais devagar e ganhar quilómetros mas na vida real seria um chicane móvel e isso seria perigoso. Tentei equilibrar essa velocidade com o indicador de consumo (manter na 1ª barra).


Pelo caminho ainda tive algumas paragens de semáforos e obras...

Meio caminho - e eis que vejo a 6ª barra desaparecer e viro logo para trás - devia esperar para chegar a meio da 5ª mas como não tinha maneira de o saber exactamente e as minhas contas de cabeça não batiam certo simplesmente inverti a marcha.

E acabei por ver que inverti um pouco cedo demais já que quase 10 km depois e aquilo ainda indicava metade da bateria...mais vale a mais que a menos!

Continuando ...


Eis que alguma chuva começa a cair...
E cai o primeiro aviso - a bateria entra na ultima barra, o que faz soar um bip e o carro entra em modo de conservação de bateria, ou seja, limita a potência e velocidade máxima. Infelizmente foi também este o momento em que a minha bexiga atingiu capacidade máxima e apesar do Renault Twizy ser à prova de água e o assento ter um orifício para escorrer água do banco tive que parar. Ainda não cheguei a casa....


Fim - e eis a chegada de volta à garagem, onde tinha arrancado 2 horas e 15 minutos antes.



Concluindo
Fazendo as contas então:
- autonomia verificada: 85 km
- tempo de viagem: 2 horas e 16 minutos
- velocidade média: 42.5 km/h (não descontei a paragem necessária)
- ao carregar a bateria o mostrador indica que ainda tinha 1% da bateria
- custo de electricidade: 54 cêntimos ;)
85 quilómetros - podia ser mais?
Sim, podia: não sou propriamente leve, a pressão dos pneus dianteiros não era a do manual (2 quando devia ser 2,3 bar logo mais atrito) para um pouco de conforto, acho que viagem de ida estava a ser um pouco menos consumista que a de regresso, a temperatura era baixa e estive a apontar para uma média de 50km\h (se tivesse ido sempre a 40km\h provavelmente iria mais longe). Mas como disse no início esta a tentar ser o mais "realista" possível.
Agora já sabem - a autonomia do Renault Twizy é de 85 quilómetros.


17-10-2013
Antes de mais peço desculpa pela ausência mas entre trabalho, família e outros problemas vários tive que fazer escolhas, até tempo para o 4rodas1volante tem sido limitado. mas espero entrar nos eixos assim que possível. E para começar vamos lá atualizar o diário de Bordo.

- A viagem mais longa
Ainda não fiz o teste de autonomia que desejava, mas já fiz a minha primeira viagem longa de um total de 142 quilómetros (ida e volta) com uma recarga pelo meio. Devo dizer que cheguei ao destino ainda com 20km de autonomia e a mesma viagem de regresso mas com os faróis ligados ele previa 15 km ainda possíveis.

Dito isto, não foi o melhor percurso porque o gps meteu água e tive que subir ao centro da cidade ao invés de a contornar pela parte baixa logo isto ainda dá para muitos quilómetros...

- As primeiras chuvas
O ultimo carro em que me senti verdadeiramente aterrado foi um 911 Turbo da 1 geração de um colega da faculdade: saia-se das curvas, acelerava-se, havia um ou 2 segundos em que se ouvia o turbo a carregar e tínhamos tempo para agarrar o volante porque aquilo ia sair disparado a qualquer segundo e não havia grande garantia de onde íamos parar. O Twizy à chuva consegue dar a mesma sensação de terror mas a velocidades bem mais baixas, especialmente no paralelo: baixo peso (500 quilos), tração traseira, pneus finos e de baixo atrito, sem ABS ou controlo de tração é a receita mais imprópria para a chuva no paralelo ou pisos polidos.

Se se for ligeiramente bruto com o acelerador é fácil sentir a traseira a sair. Mas acelera o coração, afaga o ego e trás aquele sorriso à cara que só alguns conseguem...desde claro não acabe na valeta ou no passeio!

- Mostrem-me o dinheiro!
O que conto a seguir é a pura das verdades. Usamos o twizy diariamente nas nossas deslocações dentro da cidade particularmente para o trabalho. Ora um senhor apareceu à porta do escritório a perguntar pelo proprietário do Twizy. Ainda pensei que ele me tinha estragado o carro mas afinal ele tinha um negócio e queria pôr publicidade no carro por troca do valor do aluguer mensal da bateria. Não é propriamente o que eu imaginava mas é menos uma despesa e isso é que conta!

- Conforto
Ainda não alterei o assento, projeto adiado já que iria custar pelo menos 100 euros e é dinheiro que quero agora gastar.

- Tempo de recarga
Observei algo interessante: a Renault diz que carregar a bateria completamente demora 3 horas e meia, mas a verdade é que carregar 95% da bateria demora 3 horas e os últimos 5% demoram os restantes 30 minutos. A recarga destes últimos 5% é muito ineficiente e para os quilómetros que faço vejo que não vale a pena (só mesmo para aqueles cuja deslocação exige a descarga complete), 3 horas de carga basta.



23-05-2013
- Autonomia
Infelizmente parece que não consigo ir além dos 70 quilómetros de autonomia por mais que tente no dia-a-dia. O que não é mau tendo em conta que moro numa cidade localizada num vale e todos os dias o Twizy anda acima e abaixo com 2 passageiros relativamente pesados. E infelizmente a esposa anunciou que gosta muito de conduzir o Twizy como um kart, o que significa que a autonomia não vai ficar melhor.
O que me deixa com a proverbial pulga atrás da orelha - quantos quilómetros dá a bateria afinal? Mas decidido a responder a essa pergunta resolvi fazer uma Maratona. Espero num sábado de Junho arrancar estrada fora com a bateria ao máximo e assim que a bateria atingir os 50% vou inverter a marcha e regressar. No final terei a minha resposta. O percurso que tenho em mente é relativamente plano, se bem que com algumas subidas pelo caminho e o rabo pesado continua a bordo dai que a experiência terá valor.

- Conforto
Projecto numero 2 - encontrei um senhor que vai ajudar a alterar os assentos do Twizy para melhorar o conforto. É que mesmo em paralelo ele é aceitável mas o problema são mesmo as lombas de velocidade exageradas e alguns buracos. A ideia é trocar a esponja do assento ou melhor ainda meter umas molas.

E enfim consegui apanhar o jeito ao estacionamento em lugares que normalmente diria "não cabe ali".


Estive a medir um lugar de estacionamento e seria possível estacionar 4 Twizy's num lugar de estacionamento. O que coloca uma pergunta - se estacionarmos 2 veículos num lugar de estacionamento pago tira-se 1 ou 2 talões? Afinal só se ocupa 1 lugar de estacionamento...há aí alguém da EMEL?


22/04/2013 4ª semana
Autonomia - boas noticias!
Percorri 261 km nestas 4 semanas - esta ultima carga deu para percorrer 71 quilómetros  melhorando a média para 65.3 km por carga de bateria. É interessante o impacto que algumas pequenas alterações conseguem, como disse antes, uma questão de gerir a condução de forma inteligente. Ok, e também andei a esticar a bateria.

E há um ganho adicional - sem me aperceber tomo os mesmos cuidados no automóvel normal e creio que isso vai ajudar nos consumos. E já que falo nisso, como disse antes gastava normalmente 1 tanque de gasóleo por mês - ora ao fim de 1 mês de Twizy, apenas gastei 1/4 de deposito de gasóleo  Claro que no próximo fim de semana terei que ir a Lisboa ao IKEA e isso vai estragar as contas, mas se olhar apenas para este mês, o mesmo deposito que iria gastar num mês daria para 3 ou quem sabe 4 meses!
Muitos queixam-se da ideia do aluguer da bateria mas neste meu mês vejam bem as contas:
- custo em 4 cargas: aproximadamente 2,4 euros/mês
- aluguer da bateria - 50 euros
Ora este mês no Twizy gastei um total de 52.4 euros em "combustível", quando em diesel gastaria pelo menos 70 euros.

Condução
Pequenas mudanças podem ter um impacto significativo. Creio que ainda posso melhorar a autonomia, mas tendo em conta a geografia de onde moro provavelmente não irei muito mais longe.
Quando conduzi o Twizy pela 1ª vez queixei-me da ausência da direcção assistida, mas até esse detalhe é fácil de contornar - basta recordar o mesmo truque que os nossos pais faziam quando ainda não havia direcção assistida: rodar o volante enquanto mantendo o automóvel em movimento. E como o Twizy mede pouco mais de 2 metros é algo fácil - o problema é processar isso. É que ao fim de tantos anos a medir lugares de estacionamento não sou capaz de olhar para 1 lugar de 2,5 metros e dizer "sim, este serve". É mais difícil do que parece. 

Conforto
Se vai comprar um Renault Twizy e não é sado-masoquista tem que escolher um com portas e com as janelas agora disponíveis  Pode comprar sem estes extras, mas acredite que não quer isso! Já sobre as janelas (irei tirar umas fotos assim que puder) tive um pequeno incidente: é que estava muito vento hoje e ao abrir a porta a janela serviu de vela e basicamente dobrou um dos apoios metálicos. Tive que dar um salto à Renault que em 5 minutos tiraram o apoio, dobraram-no correctamente e voltaram a colocá-lo no sitio, mas foi um exemplo de mais um cuidado a ter: ao abrir as portas se estiver muito vento abrir primeiro a janela antes de abrir a porta.

14/05/2013 - 3ª semana
Completei no dia 14 de Abril 3 semanas de Twizy e já é altura para o primeiro ponto da minha experiência. 
- Autonomia
Percorri um total de 190 quilómetros em 3 semanas e efetuei 3 cargas da bateria. Isso significa uma autonomia média de apenas 63 quilómetros por carga - um pouco desapontante. Mas há alguns factores a levar em consideração e que explicam este resultado:
a) é preciso "aprender" a conduzir um eléctrico (ver abaixo).
b) pé de chumbo: andei a ver se chegava aos 80 km\h (chega) e como acelerava...
c) geografia: moro numa cidade com um grande desnível e infelizmente é de sentido único - a descida é o caminho mais curto e a subida o mais comprido.

Podia simplesmente recomeçar as minhas contas da autonomia, mas prefiro ir fazendo uma média cumulativa para ser mais realista. Mas uma conta já posso fazer: estas 3 cargas de bateria custaram-me 1,60 euros de eletricidade e antes do Twizy eu gastava cerca de 70 euros de diesel por mês. Ora pelas minhas contas, com base no uso actual de ambos os veículos, esses mesmos 70 euros de diesel passam a dar para 2,5 a 3 meses.


- Reaprender a conduzir
Para tirar o melhor partido da bateria é preciso perder maus hábitos, que até dá jeito para a condução clássica - mas não estou a falar de algo extremamente dificil, acima de tudo é uma questão de gerir a condução:
a) acelerar calmamente e aproveitar o display informativo e tentar manter no 1º ou 2 traço horizontal. Isso não significa ir devagar porque em plano vai-se a 70km\h no 1º traço, mas é mais a forma como lá se chega. Claro que isto dependo da velocidade, inclinação e peso a bordo. 1 traço é óptimo, 2 é aceitável, 3 traços...mau.

b) levantar o pé na altura certa. Especialmente nas descidas, no aproximar de cruzamentos e outros para não ter que usar o travão e aproveitar a regeneração de energia.
c) recordar que aquilo é pequeno e cabe em todos os buracos

- Conforto a melhorar
Devido à reduzida largura e distancia entre eixos a suspensão do Renaulkt Twizy é um pouco dura demais. O paralelo até se safa, mas as lombas de velocidade é que são piores - especialmente as mais altas. Vou tentar descer um pouco a pressão dos pneus e estou a estudar com um amigo estufador uma ideia.

17 comentários:

  • Vogal says:
    18 de abril de 2013 às 14:04

    Muito obrigado pelo DB.
    Estou bastante curioso como se irá comportar o twizy nos próximos tempos e como o modo de condução conseguirá aumentar a autonomia.

  • Anónimo says:
    14 de maio de 2013 às 16:38

    Finalmente um DB do Twizzy em Portugal!!!

    Continue o Bom trabalho estou muito curioso de acompanhar a sua epopeia. :)

    Já agora porque não fazer este DB no
    http://novaenergia.pt/forum/viewforum.php?f=32&sid=90a4957fef15c52c73b780aef11dcc50

  • AZORES VISUAIS says:
    13 de fevereiro de 2014 às 03:50

    Finalmente...
    continue o bom trabalho de pesquisa,
    assim posso fazer igual no meu Twizy
    só um apontamento, no inverno o frio tira um pouco de autonomia da bateria, por isso dá poucos Kms .

    continue com o bom trabalho

  • Turbo-lento says:
    15 de fevereiro de 2014 às 14:28

    Há um Twizy nos açores? Em que ilha está? Se tiver hipótese adoraria receber algumas fotos do Twizy no ambiente açoreano.
    Já tentei ir por 3 vezes aos açores e das 3 vezes aconteceu sempre algo que me impediu...para minha grande pena

  • AZORES VISUAIS says:
    26 de março de 2014 às 02:12

    Twizy nos Açores sim ,na ilha de São Miguel, de momento sou o primeiro e único proprietário deste faboloso carro, comprei em Setembro 2013 Twizy Techno 80, é muito divertido de andar nele só que tem algumas desvantagens mas é coisa que se resolve , que por acaso já resolvi...
    Dias de chuva entra agua na parte de tras e lama,neste o problema já resolvi e comprei tela de cristal fiz um molde e apliquei na parte de trás das portas, ficou espetacular e para completar encomendei os paralamas originais na renault...
    O outro problema é os pontos de recarga que infelizmente não há, espero brevemente este assunto seja resolvido, no entanto em certas zonas da ilha conheço pessoas amigas que não se importam de dar uma recarga no meu Twizy, mais um problema resolvido.
    Terei muito gosto de partilhar as fotos do Twizy nos Açores da ilha de São Miguel, as pessoas de cá adoram o carro outra ficam com duvidas é normal...
    À questão da economia e autonomia concordo plenamente '85km no maximo
    Claro que nas subidas o consumo e muito...
    Já agora será que a Renault vai ter um acessório de recarga rápida para o twizy?
    Continua com a publicação no seu blogue , os meus parabéns...

  • Maria João Pedro says:
    16 de maio de 2014 às 16:09

    olá, boa tarde!

    Pelas fotos que tem colocado parece-me que somos da mesma zona, o problema é que eu tenho que me deslocar todos os dias para Leiria em trabalho e não sei se ao subir a serra tem autonomia suficiente para lá chegar...

    Já agora, tem que carregar o carro obrigatoriamente em casa, porque por aqui não há postos de abastecimento público, certo? Ainda outra questão, se não se impor, claro, já experimentou carregar num posto público? como se processa, em termos de pagamento?

    Grata por todo o diário de bordo, tem sido muito útil, mas ainda não experimentei e ainda não decidi se será 1 escolha acertada para mim.

  • Turbo-lento says:
    19 de maio de 2014 às 11:09

    Boa tarde Maria João

    Não falhou por muito - se estiver interessada em experimentar mande um email para o info@4rodas1volante.com e quem sabe conseguimos marcar um encontro e terei todo o gosto de responder às suas questões.

    Sobre a autonomia depende de vários fatores a serra sobe, mas também desce logo poderá recuperar alguma energia.
    Não experimentei ainda os carregadores publicos - o twizy apenas carrega nos 220volts "caseiros" e sei que é possivel usar esses carregadores publicos para o twizy. o pagamento é feito por um cartão pré-pago que passa pelos carregadores.
    Mas já fiz uma experiencia que pretendo um destes dia fazer em maior ponto - ao fazer uma viagem parei num café e pedi se me deixvam carregar por troca de pedir um café. O pessoal acha tanta piada ao carro que nem sequer questionam.
    Mas no seu local de trabalho não lhe emprestam uma tomada?

  • Anónimo says:
    13 de junho de 2014 às 09:55

    Olá, bom dia!

    Logo que me seja possível e caso venha a decidir comprar um destes carrinhos entro em contacto com o senhor, de qualquer das formas agradeço desde já a disponibilidade.

    Quanto ao meu local de trabalho, é um estabelecimento público, mas duvido que me seja autorizado entrar com o carro e carregá-lo, seria todos os dias e seria carga total, porque faço 60 km para cada lado, mas tenho carregador público no estacionamento por trás do edifício, daí a pergunta sobre os postos públicos de abastecimento.

    Grata pela atenção,

    Mª João Pedro

  • Anónimo says:
    8 de setembro de 2014 às 16:16

    Muito obrigado por partilhar de forma tão agradável, seu "testemunho" sobre o Twizy.

    Grande abraço.

  • Marco C. says:
    21 de maio de 2015 às 15:27

    Obrigado pelo diário, dá para ter uma ideia de como é ter este pequenino lol.
    Mas fico surpreendido com os problemas nos travões, contudo todos estes problemas servem para que na renovação corrigem as falhas e pequenos pormenores para que a qualidade aumente.

  • stand virtual says:
    21 de maio de 2015 às 18:54

    Parabéns pela excelente ideia do diário. Penso que o twizy é uma mobilidade interessante para cidades pequenas! O lugar perfeito para este pequeno eléctrico da Renault é o Algarve.

  • Turbo-lento says:
    22 de maio de 2015 às 13:15

    O Renault Twizy dá-se bem com qualquer cidade, se bem que de preferencia com estradas bem asfaltadas. Sim, mais a norte pode ser um pouco desconfortavel com o frio e mais chuva mas quem tiver o espirito mais aventureiro não se vai arrepender.
    Desde que faça os quilometros claro

  • RubeMicheL says:
    4 de setembro de 2015 às 12:16

    Ando há algum tempo a considerar a possibilidade de adquirir um Twizy, mas o facto de não ter onde o carregar (moro num 2º andar, não tenho garagem, e no trabalho não tenho como o carregar) sempre me afastou.
    Hoje pensei numa possibilidade: adquirir um gerador portátil (gasolina, 2T ou 4T) para carregar o Twizy. Não sei se a ideia é muito parva, ou se é genial e devia até ser um opcional vendido pelas marcas.
    O que achas da ideia? É tecnicamente possível?
    Abraço e parabéns pelo blog

  • Anónimo says:
    2 de fevereiro de 2016 às 11:25

    Falando de mobilidade alternativa tendo tem conta os custos anuais, independentemente do conceito técnico e o número de rodas acossadas à “nossa máquina”.
    1.800euros em 3anos por um aluguer da bateria para fazer 12.176Km!? Este valor é demasiado elevado! O que me leva a pensar que não é uma alternativa ao meu Diesel de 2 lugares, ou estarei enganado?
    O meu Diesel de 2 lugares
    12.178Km
    Preço médio por litro 1,35 euros;
    Consumo médio 5,4L/100Km;
    Custo de Diesel consumido 887,78euros;
    Imposto único (3anos) 96,00euros;
    Valor da Revisão Anual (150,00) 450,00euros;
    Custo de todas as despesas = 1433,78euros
    Gosto do conceito do Twizy e até gostaria de ser um feliz proprietário de um brinquedo destes, no entanto discordo do valor atribuído ao aluguer das baterias que opem em causa a minha contabilidade… (ande ou não ande, o Twizy consome mesmo parado).

  • Turbo-lento says:
    2 de fevereiro de 2016 às 12:16

    Sim e não. Sim, devia fazer mais quilómetros com o Twizy mas por alterações várias acabei por percorrer menos que o inicialmente estimado. Mas não pense só no que paga, pense também no que não paga:
    - despesas com revisões/mecânico: 0 euros desde o inicio
    - imposto de circulação: 0 euros
    - custo por carga 0.6 euros/carga - digamos que faço 60 km com uma carga (mais pé de chumbo) isso significa que 100 quilómetros custam 1 euros. Se fizer as contas aos valores que dá o seu diesel custa (em combustível apenas) 7.29 euros.

    Mas o Twizy é um segundo carro - antes do Twizy um tanque de diesel não dava para um mês, agora dá para 2 a 2,5 meses, tinha 2 revisões num ano passei para uma, e ao adaptar a minha condução para um elétrico notei que desgasto menos o carro clássico nomeadamente pastilhas de travões.

    Concordo que o aluguer da bateria é uma pílula difícil de engolir mas basicamente é comprar a próxima bateria a prestações (quando eventualmente precisar de ser mudada) e assegurar que quando um dia o vender não haver o receio sobre o estado da bateria.
    E hoje já arranja elétricos acessíveis - em franca graças aos incentivos arranja ZOEs com 30.000km por 7 a 9.000 euros, não paga nada pelo importar e faz cá o contrato da bateria. Se quiser 4 lugares e fizer os quilómetros é uma opção. Um colega meu esta em processo de comprar um

  • Filipe Barbosa says:
    13 de março de 2016 às 18:35

    Boas.
    Tenho um Twizy 45 ... que, diga-se, adoro.
    Gostava de saber onde adquirir um adaptador para carregar o twizy na rede mobi e.
    Ano passado em Itália vi alguns a carregar nesses postos.
    Já viu isso por cá?

    Obrigado,

    Filipe Barbosa

  • Turbo-lento says:
    16 de março de 2016 às 16:25

    Boa tarde Filipe

    Sinceramente não sei, foi algo que nunca precisei mas vou tentar saber. Quando preciso nunca tive problemas em cravar uma tomada num café ou outros sítios. Uma dica: veja se há um concessionário da Renault por perto - é que eles são obrigados a permitir a veículos elétricos da sua marca pelo menos uma carga completa por dia. Conheço um senhor que tem um ZOE que faz Porto - Lisboa pela nacional varias vezes por mês e carrega sempre assim.

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