Nova estratégia para Opel apresentada

100 dias passaram desde que a PSA tomou as rédeas da Opel e Carlos Tavares apresentou o seu plano para o futuro da Opel dentro do grupo PSA. Designado PACE pode ser rapidamente resumido em mais eléctricos, menos plataformas (apenas 2) e fortes ligações/partilhas com a PSA para contenção de custos.
A apresentação foi em Russelsheim e contou com o CEO da Opel CEO Michael Lohscheller (que aparece nos anúncios do Insignia que passam em Portugal já agora) e Carlos Tavares. O video esta aqui em baixo para os que quiserem ver.
Mas para os com mais pressa eis o resumo:
- uma versão eléctrica de cada modelo até 2024;
- quatro gamas electrificadas até 2020, inclui um Grandland X híbrido e o próximo Corsa eléctrico;
- nove novos modelos até 2020;
- acelerar mudança para plataformas PSA, todos os produtos deveram usar apenas 2 arquitecturas;
- cortar 700 euros ao custo de cada carro até 2020, 2% de margem até 2020 e 6% em 2026;
- aumentar sinergias com a PSA para 1.1 mil milhões de euros até 2020 e 1.7 mil milhões de euros até 2026;
- tornar Opel lucrativa com apartir de 800.000 unidades vendidas anualmente - em 2016 Opel vendeu 1.16 milhões de automóveis;
- focar SUVs que devem representar 40% vendas até 2021;
- 25% crescimento vendas de comerciais, carrinhas eléctricas apartir 2020, nova combo em 2018;
- 20 novos mercados até 2022 (incluindo Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Taiwan, China) via rede PSA;

Dá para perceber que querem fazer a electrificação da gama muito rapidamente - algo que Michael Lohscheller explicou em poucas palavras: com o plano anterior a Opel não consegue cumprir os objectivos de emissões de CO2 europeus.

Outro pormenor importante são as sinergias procuradas e o tempo em que querem atingir - esta nova PSA é um grupo muito grande: estamos a falar de mais 200.000 trabalhadores, 40 fabricas espalhadas por todo o mundo. Pelo meio temos 9 plataformas diferentes (que querem passar para apenas duas) e 10 famílias de motores (que querem reduzir a 4) a reduzir até 2024 - menos 3 anos que o inicialmente projetado.

Se quiser ler o plano pode sacar o PDF aqui.

Infelizmente parece que a electrificação terá que vir da PSA e não da GM: desde que a PSA adquiriu a Opel os Ampera-e chegam literalmente a conta-gotas (em alguns mercados se encomendar agora só recebe o carro em 2019) e o preço subiu substancialmente - em média 5.500 euros.

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