É oficial - PSA finaliza compra da Opel

Depois de 88 anos nas mãos dos americanos, o grupo PSA completou a compra da Opel (e Vauxhall) da General Motors criando (em número de vendas) o segundo maior construtor automóvel da Europa (com uma cota de mercado de 17% ficando atrás do grupo VW que detém 21%). A única coisa "ponta solta" deste negócio é a unidade financeira da GM Europa (que será uma parceria entre a PSA e o BNP Paribas) que ainda espera validação das autoridades europeias de concorrência - deve estar concluída até ao fim de 2017.

A Opel disse que ira apostar numa estrutura de gestão mais "magra" com o objetivo de conseguir 1.7 mil milhões de euros por ano em economias de escala e sinergias nas compras, desenvolvimento e fabricação. O objetivo é entrar no verde em 2020 com uma margem operacional de 2% que em 2026 tem que atingir 2026.

As "economias de escala" são o principal objetivo desta fusão - a PSA ainda tentou trabalhar com a Opel nesse campo ainda quando esta estava na GM mas os americanos não estavam para aí virados: dos 40 projetos inicias apenas 3 avançaram: o Crossland X e Grandland X já apresentados e o sucessor do Opel Combo previsto para 2019. Para já não se fala disso, mas certamente fabricas vão ter que fechar - ambos os grupos têm sobre-capacidade produtiva e partilha de mecânicas reduz a necessidade de um grande número de fábricas. Falta é descobrir quais - a maior dor de cabeça neste tema será o que fazer às 2 unidades da Vauxhall com o Brexit.

O CEO da Opel continua a ser Lohscheller, já o anterior CEO Karl-Thomas Neumann para já continua no quadro de direcção mas segundo vários rumores deverá também abandonar essa posição para regressar ao grupo VW - possivelmente para a direção da Audi. É uma saída inglória para Neumann que nos últimos anos tem conseguido reabilitar a imagem da Opel mesmo sem ajuda da casa-mãe.

Americanos em retirada
Desde que Mary Barra a GM tem simplesmente desistido de vários mercados - desde retirar a Chevrolet da Europa, saída da Rússia e Indonésia, e agora desistiu da Europa por completo. Os americanos nunca conseguiram (ou se calhar nunca tentaram) perceber o mercado europeu e talvez por isso desde o inicio deste século que a GM perde dinheiro na Europa - mais de 15 mil milhões de dólares desde 2000. Assim sendo a GM reduz-se aos mercados americanos e asiáticos.

Mas não é uma separação completa - para já pelo menos: a PSA continuara a produzir as versões Buick e Holden de alguns dos seus modelos para os americanos e vão colaborar em modelos eléctricos.

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