Motor Camless no salão de Guangzhou

Todos os motores tem aquilo que se chama a árvore de cames - em poucas palavras, é um veio cilíndrico com saliências ovais que roda e ativa a abertura das válvulas de admissão e de escape do motor nas alturas certas, com o fecho dessas válvulas assegurado por molas. É uma tecnologia incluída nos motores de combustão interna quase desde o seu nascimento. Apesar de ser algo já muito conhecido e fiabilizado tem uma grande limitação: o comportamento do motor é limitado no design.
Ou seja, o construtor escolhe que tipo de comportamento quer para o motor, coloca a árvore de cames adequada e já está até ao dia que o motor deixe de funcionar. E isto sem falar em tudo o resto que é preciso para este sistema funciona - correia de distribuição por exemplo. Mas aí entra a FreeValve (uma empresa parente à Koenigsegg) que tem estado a desenvolver uma alternativa a este sistema mecânico e apresentou em parceria com a Qoros (a empresa automóvel, não o perfume) um prototipo funcional no salão de Guangzhou.

Ao invés da árvore de cames este motor Qamfree usa atuadores pneumáticos para abrir as válvulas e molas ou ar pressurizado para as fechadas. É controlado electronicamente podendo alterar o tempo e abertura das válvulas de admissão e escape podendo constantemente alterar estes parâmetros para melhor configurar o motor às condições de utilização. Além da redução de peso e complexidade do motor (deixa de precisar de correia de distribuição, conversores pré-cataliticos, injecção direta, etc), a FreeValve diz que há um aumento de potencia e binário a um consumo de combustível mais reduzido.
O prototipo apresentado, o primeiro de uma frota de testes, tem um 4 cilindros turbo de 1.6 litros e 230 cavalos - infelizmente a Qoros não avançam nenhum calendário para quando esta frota de teste começara os teste ou quando espera ter esta tecnologia disponível aos consumidores.

O motor a combustão ainda tem bastante espaço para melhoria e com o apertar das regras de emissões a servir de impulso para a inovação temos enfim tecnologias como estas a sair do laboratório e para a estrada - para o ano devemos ter o motor a taxa de combustão variável da Infiniti e esse promete fazer mossa no diesel.

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