Reunião de acionistas VW a ferro e fogo

Como seria de esperar os pequenos investidores estão furiosos com a direção do grupo Volkswagen e fizeram-se ouvir na reunião anual de acionistas (a primeira desde o dieselgate ter arrancado), com moções para demissões e tudo.
Infelizmente os repetidos pedidos de desculpa não surtiram efeito e os maiores investidores tiveram que se juntar para lidar com a confusão - as famílias Porsche-Piech, o estado da baixa Saxónia e o fundo de investimento soberano do Qatar apoiaram-se uns nos outros para recusar as exigências de demissão de Hans Dieter Poetsch e de mais abertura da organização do grupo.

E o plano de Mueller não convence os investidores, resumidamente acham que são apenas desejos sem grande base para acontecerem.

A direção foi também criticada porque apesar de ter havido uma grande mudança basicamente são os mesmos que já estavam na direção mas em outras posições - um pouco como o nosso governo é basicamente o de Sócrates. 

E sendo assim os pequenos investidores não veem com bons olhos qualquer resultado da investigação interna ou o recente validar pela atual direção das ações da anterior direção - ou seja, os pecadores perdoaram os seus próprios pecados por assim dizer. E um desses descontentes foi um dos grandes investidores - o estado da Baixa Saxónia, que se absteve. Com a procuradoria alemã a apertar o cerco o estado achou por bem não se meter.

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