Dieselgate - ponto de situação 22-06-2016

O verão está aí e o cheiro de férias paira no ar, mas o Dieselgate continua a desenrolar-se e esta na hora de mais um ponto de situação - como de costume sem tretas adicionadas. Mas como a reunião anual de acionistas está a decorrer mais atualizações se seguirão certamente.

Justiça alemã continua a tentar a sorte
Segundo a Reuters e DPA o anterior CEO do grupo VW Martin Winterkorn e o atual responsável pela marca Volkswagen Herbert Diess estão a ser investigados pela procuradoria publica de Brunswick por suspeita de manipulação de mercado no âmbito do dieselgate - a acusação baseia-se (como muitos dos processos legais de investidores independentes) que ambos podiam ter avisado mais cedo para possíveis perdas antes deste escândalo ter rebentado nas primeiras páginas, algo que eram obrigados por lei a fazer.

Mas corre também o rumor que o órgão de supervisão financeiro alemão BaFin apresentou um queixa contra todo o anterior quadro de supervisores do grupo VW à promotoria publica por manipulação de mercado.

Ou seja, pelos vistos nada de novo e mais do mesmo. Curiosamente ainda não se sabe nada sobre os tais misteriosos 17 indivíduos que a VW disse serem responsáveis pela manipulação das emissões. Iremos um dia saber quem são ou se existem mesmo?


Mueller tem um plano
Recentemente o CEO do grupo Volkswagen Matthias Mueller apresentou o seu plano para transformar o construtor automóvel. Soa a um plano audaz sem duvida, mas acima de tudo "a marca de Mueller no grupo", a linha onde ele começa e o duo Piech-Winterkorn acaba. De forma resumida: nos próximos 10 anos o grupo ira cortar 9 biliões em custos, 25% de vendas serem de veículos elétricos/híbridos, tornar mais eficiente as suas arquiteturas modulares e separar o negócio dos componentes automóveis numa unidade independente que poderá albergar até um décimo da força operária.

Os únicos alvos de volume especificados de forma precisa por Mueller foram a intenção de vender entre 2 a 3 milhões de automóveis elétricos e híbridos plug-in até 2025, representando 20 a 25% das vendas - e para o conseguir estão a estudar a possibilidade de fabricar as suas proprias baterias (se packs de baterias ou fabricar mesmo as células das baterias Mueller não especificou). Investir na produção de baterias poderá fazer parte do plano de separar o fabrico de componentes automóveis para uma empresa independente.

Isso significa forte investimento em pesquisa e investigação, "forte" em dezenas de biliões de euros - e para financiar tudo isto o grupo terá de ser mais eficiente (no futuro próximo a empresa pretende reduzir o peso do orçamento de pesquisa e investigação de 6,4% para 6% dos lucros), cortar na administração e provavelmente na diversidade da gama. Aqui entra o rumor que a marca se prepara para cortar mais de 40 modelos. Quem o diz é o jornal alemão Handelsblatt a Volkswagen planeia reduzir a sua oferta cortando mais de 40 modelos de 340 modelos em todo o grupo VW e consolidar as plataformas modulares do grupo - ou seja, menos modelos por onde escolher e provavelmente começando pelos modelos com menos sucesso como o Polo de 3 portas.

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