Nürburgring perde a piada

Às vezes esquecemos que o ser humano esta programado para correr riscos - podemos ter evoluído, mas lá no fundo continuamos a ser homens das cavernas e o que queremos é a adrenalina a subir, a pancada da endorfina e o prazer da dopamina. E a única maneira de aceder a este cocktail 100% natural é correr riscos. Porque é que os desportos radicais são tão populares? É a reacção humana a esta sociedade almofadada sem estímulos sem riscos e sem perigos em que vivemos. Tememos as radiações dos telemóveis que fritam neurónios e o gluten é mais perigoso que o Estado Islâmico. Dai que dizer que a velocidade mata e pedem-nos para andar devagar não funciona - não conduzimos depressa porque estamos com pressa mas porque aperta os botões certos, porque nos faz sentir humanos.
E infelizmente um daqueles poucos sítios que apertava todos os botões certos poderá ter desaparecido para grande alegria do pessoal da higiene e segurança no trabalho - o Nurburgring implementou limites de velocidade em certas partes do temido circuito.

Algo que significa que também acabou a corrida aos recordes de volta no Nürburgring e com alguma sorte significará que alguns construtores deixem de testar os seus automóveis lá o que fará um certo James May muito feliz. 

Mas há uma luz ao fundo do túnel para aqueles que desejam aquela primordial sensação de perigo: o proprietário do Nürburgring irá rever estes limites no final do ano...o que provavelmente ira acontecer porque caso contrário todos aqueles centros de desenvolvimento em torno do circuito iram fechar as portas muito rapidamente.

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