E mais um dia na vida da GM

Se queremos saber algo sobre a saúde de uma empresa um dos melhores indicadores é ficar de olho nas acções detidas pelos grandes acionistas - se estes vendem muitas vezes significa que podem estar a cortar perdas.
 
Ainda recentemente falamos do bilionário Warren Buffett que veio elogiar a forma como Mary Barra tem lidado com todo este debáculo da GM e ignições defeituosas, mas agora veio a público que a sua empresa de investimentos Berkshire Hathaway Inc vendeu um quarto das acções que detia na General Motors passando a deter apenas 30 milhões de acções.
 
Mas não acaba aqui - outro grande investidor chamado David Einhorn vendeu até Março toda a sua participação na GM (17 milhões de acções) e também na Delphi Automotive. O bilionário George Soros também reduziu a sua participação na GM de 4,9 para 3 milhões de acções. Leon Cooperman da Omega Advisors também vendeu a sua participação de 1 milhão de acções na GM.
Claro que quando uns vendem há outros a comprar, mas quando vemos grandes fundos de investimento a reduzirem fortemente a sua participação numa determinada empresa há que ficar curioso.
 
Pelo meio a GM aceitou pagar uma multa de 35 milhões de dólares por adiar recolhas dos mais de 2,6 milhões de automóveis com ignições defeituosas e alterar a sua estrutura interna para que não volte a acontecer - admitindo que quebrou a lei. Poderão haver mais multas deste valor, que é o máximo estipulado na lei americana - faz algum sentido que a GM tenha admitido que errou tão rapidamente: a NHTSA está a preparar o aumento desse valor máximo para 300 milhões e se a GM discutisse muito ainda acabava a pagar muito mais.

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